Decidi falar de mantras, sílabas cantadas como costumo chamar-lhes, porque ignorei-lhes o valor demasiado tempo. Sempre me pareceram apenas um conjunto de sons sem grande utilidade, mas a realidade pode ser diferente.
O mais famoso desses sons é o Om ("Aum"), que representa um som elemental, uma vibração de consciência infinita universal. Mas há muitos outros, com significado concreto em língua sânscrita. Todos eles têm como intenção fazer-nos retornar ao estado de silêncio mental que se pretende atingir com a meditação, e que se torna difícil quando os pensamentos quotidianos se intrometem.
Lokah Samastah Sukhino Bhavantu, é o meu mantra preferido. Significa: "Que todos os seres sejam felizes e livres; e que os meus pensamentos, palavras e acções contribuam, de alguma forma, para a felicidade e liberdade de todos". Uma vez assimilada a mensagem do mantra, não é necessário repetir esta frase inteira, e muito menos focarmo-nos na sua correcta pronunciação. Se a repetição exigir esforço mental perde-se o objectivo de retornar ao silêncio da mente. O mantra serve apenas para acalmar os pensamentos "invasores", fazendo com que a mente se foque, "vibre", numa frequência bonita, como é a do pensamento na felicidade e liberdade gerais. Então repetir uma das palavrinhas (com o sentimento naquilo que o conjunto significa) é poderoso o suficiente.
Se mesmo a repetição de uma palavra única exigir demasiada atenção, vale a pena procurar um mantra verdadeiramente cantado, que possa ser usado como música de fundo à qual retomaremos quando o pensamento vaguear. Sem surpresa o mantra do buda da medicina está no meu top de preferências (a sério, ouçam*), mas há inúmeros outros que vale a pena serem explorados. O youtube é, como sempre, a fonte perfeita.
Boas descobertas!
Quickly be freed from sickness.
And may all the sicknesses of beings
Never arise again.
Never arise again.

