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terça-feira, 3 de março de 2015

A Natureza é bela. Às vezes.

Descobri que os Cucus são uns preguiçosos de grande calibre, que deixam os seus ovos nos ninhos alheios. Como se isso não fosse já mau o suficiente, os pequenos cucus nascem já pequenas sementes do diabo, e encarregam-se de se livrar da concorrência logo que saem do ovo. Reparem como são maquiavélicos estes minorcas depenados:



Também aprendi que os gansos acham que é uma excelente ideia fazer os seus ninhos a 120 m de altura, em ravinas cheia de pedregulhos, de onde os pobres gansinhos têm de se atirar antes de saberem voar. Claro que esta aventura nem sempre corre bem. Depois de 135 pancadas ravina-abaixo, este pequenote chegou inteiro (!).





Já a macacada aprende a ser mãe à custa (da cabeça) dos bebés dos outros. Dizem que as mães aceitam emprestar os filhos porque as aspirantes funcionam na comunidade dos primatas como uma espécie de babysitters. Eu não sou de intrigas, mas parece-me que isto é coisa para os fazer evoluir muiiiito devagarinho:





Uma pessoa quer aprender. Mas estes episódios são autênticos geradores de pesadelos.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

A cidade sem wi-fi



Os hábitos são coisas esquisitas. Levam-nos a fazer coisas que não queremos mais fazer, em momentos que não dão jeito nenhum. Demoram a retirar-se ordeiramente das nossas vidas. 

Prova disso é o facto de eu ser muito mais feliz quando começo os dias sem internet, sem telefone, sem comunicação com o mundo em geral, no entanto dificilmente consigo levar este prazer a cabo. Quando dou por mim já tenho o pequeno-almoço numa mão e o rato na outra. O do computador.

Nos Estados Unidos da América, a oeste de Virgínia, existe uma cidade sem acesso à internet ou telemóveis. (Há telefones fixos, para o caso de uma nuvenzinha de preocupação se ter instalado nessa cabecinha). Tudo por causa de um telescópio de alta-tecnologia que pertence ao governo. Um rádiotelescópio, que serve para ouvir o espaço, em vez de o ver. Preciamos saber que música estão os extra-terrestres a ouvir. Para disfarçar, dizem os cientistas que querem estudar regiões do espaço em que a luz não chega. Mas eu não caio nessa desde que li Contacto, de Carl Sagan.

Pronto, de qualquer forma, é oficial que ali eu seria feliz. Todas as manhãs. 
À tarde logo se via. 

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Força

Este pequeno vídeo, baseado numa história real, transforma em imagens conceitos como: sonho, inspiração, amizade e força. Os cinco minutos mais inspiradores do meu dia:



domingo, 28 de abril de 2013

Crónicas da viagem #1


Quase dez meses depois, vislumbrei-o entre a multidão de novo. Entre idas e vindas, chegadas e partidas de pessoas de todas as nacionalidades. Na cidade do meu coração. 

No seu rosto aquele sorriso encantador, de quem já me observava há algum tempo, e o passo apressado de quem tem uma tarefa urgente para cumprir: entre sorrisos e centenas de pessoas perdemo-nos no abraço um do outro. 

Num abraço sentido, tão saudoso, tão feliz que rodopiamos como se estivessemos a dançar, por tempo indeterminado.


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Culturas diferentes... café divergente


Adoro café. Na Suíça conheci a Nespresso depois de vários meses de desgosto a cada tentativa de me deliciar com um expresso, e voltei a ser feliz. Como na geralidade dos países não-latinos, por terras helvéticas a intensidade de um café é a mesma dos nossos... hum... carioca extra suave. E chamam expresso ao que nós chamamos de balde de carioca extra suave.

O meu melhor amigo naquele país é Americano. Um sobredotado de 25 anos com dois cursos tirados em concomitância, um mestrado e um doutoramento prestes a ser concluído. Esta alma adorável, genial e de natureza super-divertida, que chegou à Suíça com o seu alargado conhecimento em café americano, resolveu um dia parar numa máquina self-service da universidade. Pressionou o botão uma vez, e outra e mais uma e mais outra, achando que havia um problema com o equipamento, dado o reduzido volume de café servido no copo. Desistiu da tarefa e dirigiu-se à menina da caixa registadora, que lhe perguntou o que pagava. E ele respondeu um expresso. Ela pegou no copo e, olhando para o seu interior, respondeu que seriam provavelmente 4 ou 5. Ele pagou 8CHF (cerca de 6.5€) pelo "expresso".

Eu não conseguia parar de rir quanto ele me contou, indignado, que em meia dúzia de goles bebeu o curto café. E ele não conseguiu parar de rir quando lhe contei que o conceito de um expresso Suíço era já, para um Português, um desperdício de água.


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Dos bons lugares para tomar o pequeno-almoço


Alguém está a tomar um pequeno-almoço ali hoje. E isso é suficiente para me roubar um sorriso daqui.
Bom dia!