Para redescobrir a cidade.
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terça-feira, 24 de março de 2015
segunda-feira, 23 de março de 2015
quinta-feira, 19 de março de 2015
❤
Adoro escrever notinhas carinhosas ao meu pai. Vê-lo derretido em substituição do ar forte e impenetrável que habitualmente o caracteriza. Eu e o meu pai somos muito próximos. Na realidade, eu e os meus pais. Mas este é o dia dele. E eu podia dizer, também aqui, o quanto o amo e o que de extraordinário fez por mim todos estes anos. Mas, por saber que desconhece este cantinho, reservo as palavras só para si, e deixo apenas uma nota aqui.
A nota sobre a perfeita descrição do meu Pai -- o único homem de quem ele tem ciúmes, pelo o orgulho imenso que embrulha cada palavra minha sobre o meu Pai:
"I know, your dad is a superhero."
É isso.
Em contagem decrescente ❤
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Força
Este pequeno vídeo, baseado numa história real, transforma em imagens conceitos como: sonho, inspiração, amizade e força. Os cinco minutos mais inspiradores do meu dia:
domingo, 11 de maio de 2014
Podemos sempre sonhar...
Sempre fui dada a sonhar. Talvez por ser filha única desenvolvi desde cedo a capacidade de me entreter sozinha por largos períodos. E nada mais estimulante para um corpo limitado no espaço do que viajar dentro da sua capacidade imaginativa (bom... talvez a leitura possa competir por um lugar no pódio).
Gosto, ainda hoje, de me perder em lugares inventados, com pessoas que conheço e outras cujas personalidades crio de acordo com a companhia que precisava no momento. Não faz sentido nenhum, mas faz-me sorrir. E eu escolho sempre o que me faz sorrir.
Uma imagem que me deixa imediatamente mais serena quando estou a viver um estado de ansiedade é a de uma vinha, com uma larga mesa, farta em comida, família e amigos. É um ambiente que a minha mente associa a Itália (vá lá uma pessoa perceber as associações que cria). Quase sinto o cheirinho das uvas, o pó levantado pelas crianças que correm e as gargalhadas que enchem o ar. E gosto disso.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
terça-feira, 22 de abril de 2014
segunda-feira, 21 de abril de 2014
As engrenagens do Amor
Percebemos que estamos irremediavelmente apaixonados quando temos vontade de cobrir de beijos alguém que diz... borbuia [borbulha]. Numa voz adoravelmente adulta e masculina.
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Quando amizade e energia se misturam
Ter um animal de estimação é ter um amigo. Alguns não percebem como dois seres que não verbalizam para comunicar se podem entender tão bem. Uns vivem para perceber como a magia se dá. Outros gravam-na em vídeo:
quinta-feira, 27 de março de 2014
❤❤❤
Há pessoas que nos tempos livres fazem coisas assim. Pessoas especiais, por certo. Que transbordam serenidade, acertam o coração de perfeitos desconhecidos e os fazem cair de amores por todos aqueles que estão do outro lado: mãe (atrás da câmara fotográfica), filhos, animais de estimação, ambiente, ...tudo enfim.






Mais fotos aqui.
domingo, 2 de março de 2014
♫ ♫
Tenho uma relação muito estranha com música. Passam-se longas temporadas sem que precise ouvir uma nota sequer; outras vezes não consigo passar sem ela. Não é surpreendente, portanto, que tenha usado pela primeira vez a aplicação de telemóvel que detecta músicas no som ambiente e as converte num título, hoje.
Esta é uma daquelas músicas que me fazem vibrar e nem sei porquê (especialmente ali pelos 2:08 min). E me deixam a pensar em coisas que nunca vivi com umas saudades difíceis de explicar. Esta música chama-se, com toda a ironia do destino, "Someday we'll move to a small farm (and sit and watch the snow fall)". E nestes momentos, em que tudo se conjuga tão perfeitamente que deixa de parecer realidade, sinto-me tentada a acreditar que (deep down) tudo tem mais sentido do que parece.
Esta é uma daquelas músicas que me fazem vibrar e nem sei porquê (especialmente ali pelos 2:08 min). E me deixam a pensar em coisas que nunca vivi com umas saudades difíceis de explicar. Esta música chama-se, com toda a ironia do destino, "Someday we'll move to a small farm (and sit and watch the snow fall)". E nestes momentos, em que tudo se conjuga tão perfeitamente que deixa de parecer realidade, sinto-me tentada a acreditar que (deep down) tudo tem mais sentido do que parece.
❤
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
A explosão!
De orgulho, de sorrisos, de uma sensação tão boa que nem tem descrição!
E já está ❤ O menino que aprendeu a ler sozinho aos três anos de idade, e que saltou anos na escola, e completou duas licenciaturas na área de ciências ao mesmo tempo, e que toca divinalmente, e dança descalço comigo, acaba de se doutorar com honras aos 26 anos. É assim um pequeno génio (de 1.87 m), o meu amor.
Que aventura fabulosa passamos juntos, entre proteínas no laboratório e braçadas no lago :')
Nem consigo parar de sorrir tal o meu estado de tolinha-feliz!
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Ho ho ho
Mais um Natal se passou. Tive a sensação que, a exemplo do resto do ano, passou a voar. Mal tive oportunidade de lhe sentir o cheirinho. Mas a reunião familiar é sempre boa, as conversas parvas, as recordações hilárias, os jogos que se tornam competitivos por mais infantis que sejam, e que levaram a que só abrissemos as prendas já eram 1:30h da manhã do dia 25.
Do outro lado do Atlântico também ele comemorava com a família. Nesse momento, mais do que nunca, agradeci o acesso à tecnologia. A facilidade com que nos mantemos em contacto sem termos necessidade de nos isolarmos em frente ao computador permite-nos que a família note menos a nossa ausência e que possámos partilhar em tempo real tudo aquilo que nos faz rir. Inclusive a célebre história da noite em que, ainda pequenino, se levantou quando todos dormiam e substituiu as prendas da irmã no sapatinho (mais nova, rebelde e birrenta) por carvão, e observou divertido a reacção dela ao recado deixado pelo "Pai Natal".
Espero que tenham passado todos um Maravilhoso Natal ❤
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Gosto. Gosto muito ❤
Gosto da areia muito fina e clara. De pequenos-almoços à beira-mar.
Gosto de Rafaellos da Ferrero e de Häggen Dazs de nozes da macadâmia.
Gosto de sol e céu azul em dias de neve. Gosto de chuva no silêncio da noite.
Gosto de música; de pop a jazz, de música sertaneja ao fado. De um espectro ao outro, gosto de tudo o que me fizer sorrir.
Gosto de salsa e foxtrot. Gosto de dançar com ele.
Gosto do Natal. Das luzes, do cheirinho, da família reunida a contar histórias do passado, de pão-de-ló e de pudim caseiro.
Gosto de pinhões. Gosto de lareiras. Gosto de me sentir muito quente num dia muito frio.
Gosto da objectividade da língua Inglesa.
Gosto da forma como ele pronuncia o meu nome.
Gosto de olhos escuros e amendoados. De sorrisos contagiantes. De dentes muito brancos.
Gosto de snickers. Gosto de iogurtes de todos os sabores (mesmo dos naturais); excepto de limão.
Gosto de abraços apertados. De olhar no fundo dos olhos de quem me fala.
Gosto muito de duches. E pouco de banhos; tenho sempre frio.
Gosto de livros. Podem ser ebooks.
Gosto de tecnologia.
Gosto de dizer "OK, google" ao smartphone antes de iniciar a pesquisa e receber o resultado do comando verbal. Faz-me pensar que vivo no futuro que os filmes de ficção científica antecipavam (ainda que não estejamos tão perto assim).
Gosto de receber cartas. Podem ser emails.
Gosto de cinema, de efeitos especiais e de pipocas doces.
Gosto de mantas no sofá. E que o meu cão adormeça com a cabeça no meu colo.
Gosto de gargalhar até me doer a barriga. E de adormecer de coração cheio.
Gosto de jogos colectivos. Gosto de vencer.
Gosto de futebol. Gosto dos treinadores pretensiosos e dos jogadores demasiado confiantes. Fazem-me rir.
Gosto de aprender. De sentir que estou em constante evolução.
Gosto de experts. Daqueles que já sabem tanto que a forma como o transmitem é imensamente simples.
Gosto de itens femininos. De cabelos compridos. E de unhas pintadas em tons muito claros.
Gosto de amores intemporais. De palavras únicas e nunca antes pronunciadas naquela ordem.
Gosto de relva. E de mar, de rios e de lagos. Gosto de nadar.
Gosto de andar de bicicleta. E de caminhos de terra batida.
Gosto de me inspirar nos outros.
Gosto de pessoas que se vestem de forma colorida.
Gosto das perguntas impertinentes das crianças.
Gosto de pessoas que distinguem sinceridade de rispidez e má-educação.
Gosto de pessoas de bem consigo mesmas.
Gosto de carros. Gosto ainda mais de jipes.
Gosto de manhãs ensolaradas. E de ouvir um galo ao longe quando acordo.
Gosto de ciência. De haver uma explicação para o que parece mágico.
Gosto de meditar. Do conceito de espiritualidade e da paz que isso me traz.
Gosto daqueles que estão na minha vida. Principalmente daqueles que ma deram. E dele.
Gosto da minha história. Mudava algumas coisas mas não as suficientes para querer começar de novo.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Amor (também) é...
O meu cão é absolutamente obcecado por comida. Entra em transe quando a snifa, e não parece ver ou ouvir mais nada enquanto não termina. Não se deixa distrair por ruído algum e até a campainha, famosa por o deixar em estado de alerta, deixa de ter poder sobre si. Este comportamento é comum a todas as suas refeições e tem apenas uma excepção: quando eu acordo.
Nessa ocasião, em que me ouve apesar da distância a que se encontra (!), interrompe a refeição que tanto aprecia para correr até ao meu quarto e me saudar pela primeira vez no dia. Rabo em modo ventoinha e cabeça contra as minhas pernas, mima-me e quer ser mimado de volta. Assim que termina de me dar os bons dias sai disparado do quarto para continuar a refeição.
E este comportamento, tão simples mas tão doce, enche-me o coração ❤
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
If it's worth the risk, take the Fall
A doce Canca e a simpática Amy recordaram-me o tanto que há de especial no Outono e convenceram-me (não sem resistência :P) que o melhor era aceitar com um sorriso a partida do Verão.
E na verdade, dou por mim com saudades de muitas coisas que vou listar aqui para o caso de ter uma recaída. Por exemplo:
- Frutas da época. Lista encabeçada pelas castanhas, que quentinhas e assadas são uma delícia. Ainda por cima os ouriços são estranhamente parecidos com um bicho que muito me agrada;
- Roupa quente e confortável, que começa nos gorros, passa pelos cachecóis e termina em meias bem altas (e giras, porque lá porque está frio e só nos vêem o narizinho e o cabelo, uma mulher não deixa de ser feminina);
- Fondue de chocolate. Porque chocolate faz bem à saúde, e o convívio com aqueles que vivem no nosso coração ainda mais;
- Exercício entre os tons mais fantasiosos da natureza;
- Leituras -- que nesta fase se sucedem a um ritmo mais acelerado;
- É sempre boa altura para tomar um chá bem quente acompanhado de uma fatia de bolo;
- A família pára em casa mais tempo e desenham-se novos sonhos, novas partilhas, e desafios culinários (as sobremesas encabeçam a competição);
- A lareira está sempre acesa;
- O meu cão ladra à neve da manhã (que não passa de uma película quase transparente de geada);
- Há possíbilidade de nevar (especialmente se eu fizer as malas e me mudar para a Suíça entretanto) e o sorriso não mais deixar o meu rosto; e
- O Natal aproxima-se a passos largos!
Afinal dou por mim, no final da lista, a esperar impacientemente por um frio ainda mais intenso que me permita viver tudo isto :')
Obrigada meninas ❤
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Crónicas das férias #7
Os momentos que vivi cá por casa, e que resultaram da interacção dele com os meus pais, encheram-me o coração. De mimo, de riso, de alegria. Não só porque foi claro que se entenderam bem, mas porque era muito fácil que tivesse sido difícil, chato, e... silencioso: os meus pais não falam inglês (ainda que a mamã esteja a aprender), e ele não fala português (ainda que esteja a aprender).
Quando eu estava presente, fazia de tradutora. Quando me distanciava por algum motivo, eles não se calavam. Do lado deles a capacidade intuitiva e as palavrinhas que a minha mãe conhece e a fazem adivinhar a frase completa pelo contexto. Do lado dele o smartphone e um programa de tradução em tempo real -- que dava mais tiros ao lado do que certeiros e causou inúmeras gargalhadas.
Ele e a minha mãe aprenderam especialmente um com o outro. Ele fazia perguntas e copiava-lhe a pronúncia. Ela repetia o processo e aventurava-se mais do que ele. E nunca vou esquecer a carinha dele de "aiii o que ela disseeee", como os miúdos, quando a minha mãe trocou a pronúncia de sheet por shit e beach por bitch. E lá ao longe só o ouvia dizer: "No, no, no, noooooo" entre risos familiares que enchiam a casa.
Durante vários dias ele não conseguiu ouvir a diferença entre também e tudo bem, esta e está. E quando achou que tinha domado essas palavrinhas apareceu o este e o isto.
E depois de dez dias cheios,
mal posso esperar por cenas dos próximos capítulos ❤
domingo, 22 de setembro de 2013
Crónicas das férias #6
Há momentos na nossa vida em que olhamos uma pessoa cujo rosto conhecemos de cor, e a nossa mente viaja para além do momento que acontece naquele preciso instante. Os seus lábios mexem, o sorriso acentua-se, as expressões mudam numa fracção de segundo e a única coisa que a nossa mente consegue discernir é quão feliz se sente. E tão absorvida nessa felicidade não ouve as palavras, o motivo do riso daquele que nos enviou para outra dimensão por momentos, mas mesmo assim vibra. E sorrimos também. O sorriso aberto e genuíno que marca o rosto de quem está precisamente onde queria estar -- ao lado daquele que onde todos os dias são maravilhosos dias de Sol.
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