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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Eu fico sensibilizada...


...pela segurança que querem que as minha subscrição no Pinterest tenha. Mas se vocês continuarem com essa %$&/(, eu mudo de ideias num instante, OK?



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

O que é que está escrito????


Recentemente identificaram uma múmia dentro de uma estátua budista, que data do século XI ou XII. Coisa por si só espectacular, na minha mente. Mas a múmia é de um monge Budista Chinês, já identificado, cujos órgãos foram substituídos por manuscriptos!

Sinceramente, eu só vejo os manuscriptos, a partir do scan acima, com recurso à minha imaginação. Mas, acreditando em quem percebe do assunto, resta-me perguntar o que dizem os manuscriptos.

Que pedacinho de sabedoria ancestral justificará a substituição dos órgãos de um mestre budista da Escola de Meditação Chinesa, aquando da sua mumificação? 

Notícias como esta fazem-me ter vontade de voar para a Tailândia. Estranho, considerando que o senhor era Chinês e a estátua está actualmente na Holanda. Mas pronto. Fica a nota.


sábado, 10 de janeiro de 2015

Matar e morrer pelo que se acredita


[Nota prévia: A liberdade de expressão não libera ofensas gratuitas -- que são, aliás, puníveis por lei: não se pode insultar um cidadão sem que daí nasça uma consequência judicial.]

O humor do Charlie Hebdo é, para dizer o mínimo, controverso. Como insultam entidades que vivem apenas na mente de crentes, os seus cartoonistas não podem ser punidos judicialmente. Mas continuam, mesmo assim, a insultar todos aqueles em cuja convicção tais entidades existem. A luta pela liberdade de expressão baseou-se na necessidade de contribuir para se chegar a uma solução mais equilibrada, mais justa, para todos. Queríamos ter voz para ser ouvidos na mudança do estado das coisas, queríamos que os direitos de todos nós pudessem sobrepôr-se a interesses individuais. Queríamos dizer alguma coisa que fizesse pensar, que incitasse outros a considerar determinada perspectiva, que mexesse com a sociedade, levando-a, em última análise, a evoluir num sentido mais positivo, mais equalitário. E este tipo de cartoon do Charlie Hebdo não representa nada disso:



Estes cartoons ofendem da mesma forma os religiosos que são exemplos positivos para a sociedade e aqueles que usam o seu Deus como desculpa para matar milhares. Usar o símbolo que os une, para ofender apenas os segundos, é injusto e despropositado. E quando se ofende uma pessoa que resolve conflitos matando, espera-se exactamente que essa pessoa faça o quê? Porventura que essa(s) pessoa(s) resolvam os seus desequilíbrios mentais magicamente e aclamem as engraçadíssimas capas?

Estas mortes são obviamente lamentáveis e tristes. Mas não são resultado da luta pela liberdade de expressão, e sim da inconsequência de alguns face à loucura explícita de outros. Os jornalistas decapitados na Síria enfrentaram a possibilidade de tal acontecer, quando para lá viajaram, para que valores mais altos se pudessem levantar: a liberdade e a paz de um povo, possível apenas se o resto do mundo se consciencializasse do que estava a acontecer e se unisse para ajudar. Em contraste, os cartoonistas do Charlie Hebdo encararam a possibilidade de morrer pelo direito a poder publicar capas vulgares e incompreensivelmente desrespeitosas. Se a coragem dos jornalistas que viajam para território de guerra me merece todo o respeito e admiração, a dos cartoonistas parece-me apenas mal direccionada e inconsequente. Perdas absurdas.


domingo, 28 de setembro de 2014

Pinto da Costa



​Ontem o Pinto da Costa deu uma entrevista ao Porto Canal. Não a vi desde o começo, mas vi o suficiente para me perder no que tinha a fazer para ficar, simplesmente, a ouvi-lo. O Pinto da Costa pode falar durante horas sem aborrecer. Pela sua eloquência, por ser tão directo nos seus alvos em vez de usar indirectas cansativas, por enunciar uma lista infindável de itens sobre os porquês de entrar ou não em determinada luta, por ser inteligente e bem-humorado. Agrada-me o facto de não recorrer a cábulas, de saber datas e nomes e locais de memória, e de transformar palavras comuns em histórias que nos prendem a ouvi-lo. A nós adeptos, aos entrevistadores, e a qualquer pessoa que se interesse minimamente por futebol, arriscaria eu dizer. Goste-se, ou não, dele.

Como não podia deixar de ser, falou-se de queixas sobre a arbitragem. E o presidente, que poderia simplesmente referenciar o óbvio (ou mastigá-lo por tempo infindável, porque não faltam exemplos do quanto temos sido prejudicados), optou por falar de um tópico muito mais interessante: do facto do árbitro que apitou o Gumarães-Porto ter descido de divisão no final da época passada e só ter voltado à 1ª liga por repescagem. Não dá que pensar?

Acho interessante considerar o que fará com que um árbitro que foi despromovido pela sua incompetência seja nomeado para um jogo em que se disputa o primeiro lugar isolado, em vez de um árbitro internacional. Por acaso tem lógica... não tem? Mas nós não podemos fazer filmes. Nós temos de ser superiores e ser prejudicados jogo após jogo com a classe que distingue aqueles que não falam de árbitros (a menos que lhes apertem os calos).

Tenho a certeza que seria muito mais cómodo se o FCP não falasse. Mas para já só me cabe dizer que SLB e SCP têm colhido pontos por os árbitros serem humanos, enquanto nós temos ficado sem eles. Mas quando o inverso acontecer (e valha-nos Deus tal acontecer) será por certo pelas queixinhas que fazemos e não pela mesma humanidade dos árbitros. Ser Portista é assim: estar preso por ter cão e preso por não ter. 

E com isto desviei-me do tópico ouvir o Pinto da Costa é sempre interessante. Mas podem sempre espreitar a entrevista no Porto Canal: informação e entretenimento em estado puro.


P.S.: Oh Presidente, venda lá o clube ao Russo para ver se começamos a comprar os melhores jogadores em vez de os vender ;)



sexta-feira, 9 de maio de 2014

Massagem ao ego [que nós estamos a precisar]


De acordo com este gráfico, os Portugues estão no topo da simpatia em termos de capacidade de receber os outros. Não há como negar que nós tentamos falar a língua de quem quer que aí venha ter, temos um sorriso sempre pronto e um clima bem simpático (que também conta, como não ;). 

Ah pois é! Nós somos os maiores... :) 

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Celebridades



Há pessoas que não gostam apenas da competência de um actor, de um músico, de um desportista, (...): essas pessoas veneram-nos. Vêem no alvo da sua admiração um ser superior e desenvolvem um gostar que me parece doentio e chega a assustar-me um bocadinho. 

Já não chegava perseguirem o alvo do seu gostar, copiar-lhe o estilo ou dormir ao relento para comprar um bilhete para um concerto, agora pagam para estar uns instantes ao lado dos seus ídolos. Eu não compreendo, mas respeito -- cada um faz o que bem entender com o seu dinheiro. O aproveitamento das celebridades do fascínio alheio por si para adicionarem mais uns cobres à conta bancária, já me custa mais a respeitar. E como é que essa moda se processa? Cobram pequenas fortunas por um clique ao seu lado que não demora mais de um minuto. 

A bater os outros aos pontos estão os fãs da Britney Spears que desembolsam 500 euros por três segundos ao lado da sua musa! [Pausa para fechar a boca que se entreabriu em estupidificação]. Mas porquê? Alguém me explica porque é que pagariam esse absurdo por tal... encontroQuase não dá para dizer "Britney, I really love your work!" :P 

A nossa juventude é ignorante?



Foi publicada uma crónica muito interessante no Expresso, por Henrique Monteiro, sobre um tema que nunca é velho: A nossa juventude é ignorante?

A polémica ficou no ar. E fez-me ver que uma boa percentagem de gente da minha geração (e mais velha) acredita sinceramente que os nossos jovens são ignorantes. E passa-lhes essa mensagem. Mas eu duvido que isso seja verdade!
Por um lado, a democratização do ensino tem vindo a permitir a muito mais jovens terem contacto com matérias, dados e assuntos que os seus pais e os seus avós nem sonhavam. Por outro - e este será o que mais me interessa - o conceito de conhecimento foi-se alterando.

Vale a pena ler.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Selfies são coisa do passado...

Mais exemplos aqui.

E não é que as selfies vão sofrer um upgrade? Já estou a imaginar as selfies 3D em tudo o que é lugar. 

E eu vou aderir à moda tridimensional. Não com uma reconstrução minha em miniatura, mas com uma dos meus pais, bem abraçados e sorridentes, para pôr na minha secretária na Suíça. A reportagem da SIC avançou com uns módicos 120 euros por uma pequenina (a exemplo da primeira imagem acima exposta). Não é um valor super-simpático, mas também não está nada mal, especialmente porque o nível de detalhe é muito razoável. 

Quem vai aderir?

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Carta aberta aos benfiquistas


Parabéns aos benfiquistas! O número três em dia de Páscoa e de SLB esteve bem presente; que simbologia bonita. Ganhar três campeonatos em dez anos é de valor! 

Nós somos mais do género de ganhar três campeonatos em três anos, mas somos todos diferentes, não há certo nem errado! Assim como vocês fazem também está bem :) 

Siga a festa!





Assina,
Dragão-a-preparar-o-bote-do-costume

sábado, 19 de abril de 2014

Mas onde é que estes católicos têm a cabeça?...


...para vestirem dezenas de crianças com a farda do império romano e colocá-las a carregar os estandartes romanos pela cidade afora, para homenagear Jesus? Na minha cabeça faz tanto sentido quanto vestirmos fardas nazis para homenagear as vítimas do holocausto. 

A sério. São coisas que me ultrapassam.


quinta-feira, 17 de abril de 2014

Oh... mau.

Nem sei se choro ou se rio. Acho que vou rir, porque a equipa é uma anedota pegada :P



[E já agora não custa nada fazer uma dança aos deuses do futebol para ver se a época acaba sem nos habituarmos a levar cabazadas. Uma dança com vigor.]

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Carolina Patrício [afinal a moça chama-se Patrocínio. O link no texto também foi corrigido.]


Nunca segui o trabalho da Carolina Patrício Patrocínio [Obrigada Lia e Minimi!*], para lá do que fazia no programa dos desenhos animados da Disney, na televisão nacional. De lá para cá só voltei a ouvir falar dela porque várias pessoas sem cérebro acham normal ir à página oficial de uma mulher grávida para lhe dizer que tem uma barriga horrível.

Quem é que em plena posse das suas faculdades mentais acha natural tentar deprimir uma grávida, em plena formação de outro ser humano? Se algum desses maluquinhos da vida me lê, aprendam: se não podem ser doces, CALEM-SE. Não precisam dizer "hm, hm, estás linda" se acham que não está, mas com certeza não precisam atacar alguém numa fase sensível. Ainda por cima alguém em grande forma física, que é o que se quer e se devia incentivar. Ah, gostam mais de balões ambulantes na gravidez? Óptimo, nada contra, esteticamente eu também aprecio uma barriga de grávida redondinha (provavelmente porque foi o que me habituaram a ver!), mas daí a enviar uma mensagem desagradável a quem está em superior forma física já revela algum défice de neurónios.

E depois não lhes chega de lição perceber que o bebé é saudável e que a mãe tem uma barriga (e restante corpinho) invejável meia dúzia de dias depois do parto. O que é que aquelas pessoas fazem em vez de pensar "Hmm, se calhar estar em forma é boa ideia"? Vêm à praça pública dizer que a senhora se devia tapar para não envergonhar as outras recém-mamãs que não têm uma barriga lisa depois do parto! Esta conclusão brilhante faz-me lembrar da história da senhora que, por fazer exercício, fazia parte do "problema de vergonha corporal da América do Norte e outras partes do mundo”Ou seja:

Para não se ofender as pessoas com cabelo frágil, devemos cortar ou tapar o nosso; para não ofender as pessoas gordas, devemos abandalhar o exercício físico ou vestir uma burca; para não ofender as pessoas excessivamente magras, devemos promover a bulimia e a anorexia; para não ofender as pessoas bonitas devemos fazer cirurgias plásticas; e para não ofender as pessoas menos bonitas devemos insistir no uso generalizado da burca. Acontece que como várias destas conclusões são mutuamente exclusivas, se calhar devemos aprender a valorizar quem somos, aceitando aquilo que não pode ser mudado e trabalhando para melhorar aquilo que pode ser melhorado. E isso inclui fazer exercício físico. Como a Carolina. 

Pessoal sem noção que ofende grávidas em forma:
 Não insultem mais a vossa inteligência. Ainda por cima em público. 


quinta-feira, 27 de março de 2014

Rivalidades


Caem sempre aos nossos pés, desde que o treinador portista saiba o mínimo de futebol. 
E, oh, sabe tão bem. Sabe melhor ainda quando serve para estraçalhar as esperanças trémulas de que o tri-campeão esteja em fim de ciclo. O único ciclo que acabou foi o do Paulo Fonseca. A propósito:


sábado, 26 de outubro de 2013

Ideias geniais


Um surto de ideias semelhantes (ou inspiradas umas nas outras, porque noticiar estes problemas também serve para isso) anda a arrasar a actualidade portuguesa: miúdos, que lançam bombas de fumo nas salas de aula e esfaqueiam alunos e professores. Invariavelmente, os alunos justificam que estavam fartos de se sentir sozinhos. 

A ideia de que ferindo ou matando uns quantos vai trazer-lhes mais amigos é genial de facto. Tenho a certeza que a polícia e a sociedade em geral vão compreender estas pobres almas solitárias e deixa-los ir às aulas como antes, onde o resto dos adolescentes já estarão ansiosos por recebê-los de braços abertos no seu grupo de amigos! Bom plano!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Da deturpação de ideias alheias


Uma jovem mamã resolveu colocar a sua foto no facebook com os três filhotes, e gerou uma polémica enorme por estar em excelente forma física. O que essa grande parvalhona insensível foi fazer. Pois que aparentemente comentários-pérola como: “Essas coisinhas preciosas precisam de você mais do que você precisa de músculos”, ou "Você faz parte do problema de vergonha corporal da América do Norte e outras partes do mundo” ou ainda “Você gosta de humilhar os outros e só sabe olhar para o próprio umbigo” fizeram parte do reportório de resposta a esta foto.

E eu acho extraordinário perceber que ela tem de se defender (tem?) de comentários deste calibre. Acho realmente espantoso que alguém que partilhou uma foto inspiradora possa ser alvo de tanta má língua. É um facto que, por preguiça ou descrença, muitas mães se protegem atrás do argumento "depois de uma gravidez o nosso corpo nunca mais é o mesmo" para não agirem sobre um problema que as incomoda. Ver, a partir da foto desta mãe, que o objectivo de recuperar a boa forma física é perfeitamente possível, deveria fazê-las felizes e inspirá-las a atingir o mesmo!

Mas não. O facto desta senhora estar em forma é motivo para o problema de vergonha corporal na América do Norte e noutras partes do mundo. Não tem nada a ver com o facto das pessoas comerem mal, não se exercitarem, encontrarem-se em sobrepeso e se sentirem feias por isso, não. Tem a ver com a beleza alheia, porque se estivessem todos em má forma ninguém se sentia humilhado. Está certo.

Duvido que quem se sente bem no seu corpo, acima do peso ou não, escrevesse um comentário amargo como os que citei. Acredito que esses comentários chegaram de pessoas desportivamente preguiçosas e pessimistas. Aquele género de pessoas forte em arranjar desculpas e fraco em acção. Aqueles que querem fazer crer o mundo que cuidar de si e da sua saúde (com consequências na beleza física) está errado e é coisa de pessoas fúteis. Claro que essas pessoas não percebem que alguém de bem consigo mesmo queira inspirar outros. Porque não sabem o que é ser inspirador, nem têm confiança suficiente em si para almejarem a inspirar alguém um dia.

Dizem que a inveja é a admiração sem esperança [de vir a atingir o mesmo]. E eu acredito. 
Afinal, pessoas felizes não destilam veneno.


quinta-feira, 6 de junho de 2013

Estudos científicos sobre co-adopção por casais homossexuais




Conclusões de mais de 700 estudos realizados por todo o mundo, das consequências da co-adopção  homossexual na vida das crianças adoptadas, resumidas pelo médico pediátra Mário Cordeiro neste vídeo-depoimento.

Porque pelo visto conversar não traz sempre luz [a quem prefere manter a cabeça fechada], deixemo-nos de treta e atentemos aos factos.