quinta-feira, 19 de março de 2015

Da alegria.


Iniciou-se a contagem decrescente para fazer as malas novamente. Desta vez as saudades vão focar-se naqueles que ficam em Portugal -- especialmente nos meus pais. Mas evito pensar nessas saudades para conseguir viver em pleno esta alegria que também sinto, com a partida. Alegria por voltar, de malas e bagagens, a uma cidade que me faz bem, que tem tudo a ver comigo, que me faz sentir em casa tão longe do meu país. Alegria por rever os amigos que fiz e me ajudam a escrever aventuras memoráveis sempre que estão por perto. Alegria por reencontrar uma casa que decorei e, independentemente do número de meses que passo longe dela, continuo a sentir como minha. Alegria porque ele está dentro dela. Porque vamos voltar a cozinhar juntos, a fazer piqueniques no jardim de casa, a dançar descalços no silêncio da noite, a gargalhar juntos até doer a barriga.

Quando esqueço as saudades, agradeço a alegria por ter a sorte de ter dois lares, em dois países distintos. Agradeço a alegria por ter sempre o coração tão cheio que se torna difícil dizer Até já.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Words of wisdom


Este pensamento encontrou um cantinho muito especial no meu coração. 

Recorrências


Gostava que os homens entendessem* que a sua falta de ética profissional não os torna interessantes. Usar o meu contacto indevidamente não é um elogio. E eu não sou obrigada a sorrir e agradecer, por me fazerem convites. A este comportamento, de apropriação de um contacto telefónico por meios indevidos, chama-se falta de profissionalismo e invasão do espaço pessoal.

*perdoem-me a generalização.

Sem sal


Falo muitas vezes em auto-confiança. Que descrevo como a capacidade de percebermos que não somos perfeitos, ninguém é, mas que somos extraordinários mesmo assim. Por sermos, cada um de nós, um mundo único, totalmente original. Com sonhos diferentes, histórias de vida diferentes, intenções diferentes. Esquisitices diferentes. Pessoas completamente originais, com dons específicos (mesmo que ainda escondidos), que vivem numa realidade formatada para encontrar semelhanças. Para quê?

Com o coração centrado no amor (seja sob que forma for), vale a pena alimentar as diferenças que nos afastam unem. Esses pequenos tudo-nada que nos distinguem da multidão e nos tornam mais interessantes. Porque, a menos que o deixemos, as diferenças não segregam, apenas exultam a originalidade em cada um. E eu não sei quanto a vocês, mas não há nada que me aborreça mais do que pessoas que querem 'fundir-se' na multidão. Pessoas que escondem o que de único trazem ao mundo, para serem apenas mais uma.

Only dead fish go with the flow.