Uma das vantagens de trabalhar em investigação é a quantidade de amigos estrangeiros que faço. O meu grupo de amigos mais próximo mistura russos, franceses, suíços, alemães, suecos e espanhóis [além, claro, d
o americano mais adorável do universo]. Gosto de conhecer-lhes as culturas, tão diferentes da minha, os gostos culinários, o sotaque característico (em português ou inglês, frequentemente as línguas em comum), as perspectivas. Gosto de ir aprendendo a distinguir o que é único neles relativamente a amigos de outras nacionalidades, mas também o que os distingue dos seus compatriotas.
Uma das desvantagens de trabalhar em investigação é a quantidade de amigos estrangeiros que perco de vista. De vista, literalmente. A amizade permanece via Skype, chat, email. Constante, presente. Mas faz-me confusão não poder ter as pessoas que mais me dizem ao coração à minha volta o tempo todo. Dar-lhes um abraço.
Hoje, a espanhola mais fofinha de todas viaja, no contexto do seu trabalho, para o México. Passará por lá pelo menos três meses. E eu sei exactamente como se está a sentir. A apreensão de se ver sozinha num país distante, num contexto desconhecido. O friozinho no estômago. E só lhe desejo que seja tão feliz quanto eu fui, nas mesmas circunstâncias, na Suíça.
Boa Viagem, Espanholita! Boa Sorte*