segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

sábado, 10 de janeiro de 2015

Matar e morrer pelo que se acredita


[Nota prévia: A liberdade de expressão não libera ofensas gratuitas -- que são, aliás, puníveis por lei: não se pode insultar um cidadão sem que daí nasça uma consequência judicial.]

O humor do Charlie Hebdo é, para dizer o mínimo, controverso. Como insultam entidades que vivem apenas na mente de crentes, os seus cartoonistas não podem ser punidos judicialmente. Mas continuam, mesmo assim, a insultar todos aqueles em cuja convicção tais entidades existem. A luta pela liberdade de expressão baseou-se na necessidade de contribuir para se chegar a uma solução mais equilibrada, mais justa, para todos. Queríamos ter voz para ser ouvidos na mudança do estado das coisas, queríamos que os direitos de todos nós pudessem sobrepôr-se a interesses individuais. Queríamos dizer alguma coisa que fizesse pensar, que incitasse outros a considerar determinada perspectiva, que mexesse com a sociedade, levando-a, em última análise, a evoluir num sentido mais positivo, mais equalitário. E este tipo de cartoon do Charlie Hebdo não representa nada disso:



Estes cartoons ofendem da mesma forma os religiosos que são exemplos positivos para a sociedade e aqueles que usam o seu Deus como desculpa para matar milhares. Usar o símbolo que os une, para ofender apenas os segundos, é injusto e despropositado. E quando se ofende uma pessoa que resolve conflitos matando, espera-se exactamente que essa pessoa faça o quê? Porventura que essa(s) pessoa(s) resolvam os seus desequilíbrios mentais magicamente e aclamem as engraçadíssimas capas?

Estas mortes são obviamente lamentáveis e tristes. Mas não são resultado da luta pela liberdade de expressão, e sim da inconsequência de alguns face à loucura explícita de outros. Os jornalistas decapitados na Síria enfrentaram a possibilidade de tal acontecer, quando para lá viajaram, para que valores mais altos se pudessem levantar: a liberdade e a paz de um povo, possível apenas se o resto do mundo se consciencializasse do que estava a acontecer e se unisse para ajudar. Em contraste, os cartoonistas do Charlie Hebdo encararam a possibilidade de morrer pelo direito a poder publicar capas vulgares e incompreensivelmente desrespeitosas. Se a coragem dos jornalistas que viajam para território de guerra me merece todo o respeito e admiração, a dos cartoonistas parece-me apenas mal direccionada e inconsequente. Perdas absurdas.


domingo, 28 de setembro de 2014

Pinto da Costa



​Ontem o Pinto da Costa deu uma entrevista ao Porto Canal. Não a vi desde o começo, mas vi o suficiente para me perder no que tinha a fazer para ficar, simplesmente, a ouvi-lo. O Pinto da Costa pode falar durante horas sem aborrecer. Pela sua eloquência, por ser tão directo nos seus alvos em vez de usar indirectas cansativas, por enunciar uma lista infindável de itens sobre os porquês de entrar ou não em determinada luta, por ser inteligente e bem-humorado. Agrada-me o facto de não recorrer a cábulas, de saber datas e nomes e locais de memória, e de transformar palavras comuns em histórias que nos prendem a ouvi-lo. A nós adeptos, aos entrevistadores, e a qualquer pessoa que se interesse minimamente por futebol, arriscaria eu dizer. Goste-se, ou não, dele.

Como não podia deixar de ser, falou-se de queixas sobre a arbitragem. E o presidente, que poderia simplesmente referenciar o óbvio (ou mastigá-lo por tempo infindável, porque não faltam exemplos do quanto temos sido prejudicados), optou por falar de um tópico muito mais interessante: do facto do árbitro que apitou o Gumarães-Porto ter descido de divisão no final da época passada e só ter voltado à 1ª liga por repescagem. Não dá que pensar?

Acho interessante considerar o que fará com que um árbitro que foi despromovido pela sua incompetência seja nomeado para um jogo em que se disputa o primeiro lugar isolado, em vez de um árbitro internacional. Por acaso tem lógica... não tem? Mas nós não podemos fazer filmes. Nós temos de ser superiores e ser prejudicados jogo após jogo com a classe que distingue aqueles que não falam de árbitros (a menos que lhes apertem os calos).

Tenho a certeza que seria muito mais cómodo se o FCP não falasse. Mas para já só me cabe dizer que SLB e SCP têm colhido pontos por os árbitros serem humanos, enquanto nós temos ficado sem eles. Mas quando o inverso acontecer (e valha-nos Deus tal acontecer) será por certo pelas queixinhas que fazemos e não pela mesma humanidade dos árbitros. Ser Portista é assim: estar preso por ter cão e preso por não ter. 

E com isto desviei-me do tópico ouvir o Pinto da Costa é sempre interessante. Mas podem sempre espreitar a entrevista no Porto Canal: informação e entretenimento em estado puro.


P.S.: Oh Presidente, venda lá o clube ao Russo para ver se começamos a comprar os melhores jogadores em vez de os vender ;)



sábado, 20 de setembro de 2014


Acho fofinho, acho mesmo, quando as pessoas acreditam nas outras. Mesmo quando essas pessoas estão claramente a mentir -- aos outros ou a si mesmos.

Qualquer variante da frase: "Não me aproximo de ti, apesar de querer, porque estou muito magoado(a) com um relacionamento anterior que, ainda por cima, me tem feito a vida negra ultimamente" significa na verdade: "Estou apaixonado(a) por outra pessoa e tenho falado com ela, pelo que percebi que não gosto de ti como pensei que gostava e é por isso que não tens ouvido falar de mim". A sério, meninas e meninos que estão a passar por isto, decorem o seguinte: as pessoas que se afastam por opção não estão apaixonadas por vocês. 

Custa-me lidar com a surpresa que sentem quando descobrem a verdade. Nunca sei o que dizer e limito-me a suspirar tristemente, como se estivesse tão surpreendida quanto os visados. Na realidade estou apenas triste por não ter tido a coragem de os avisar daquilo que (racionalmente) me parece óbvio. Acho que, no fundo, também eu quero acreditar que aquele casal é diferente. Que com eles, os meus amigos, vai ser diferente. 

Mas nunca é.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Uncracked



Há uma questão que me consome os pensamentos, desde sempre: Somos responsáveis apenas pelo que dizemos ou por ajustar a nossa forma de comunicar de tal forma que possamos ser correctamente interpretados pelos outros? Já acreditei convictamente em cada uma das duas possibilidades de resposta, ao longo da minha vida. Actualmente, acredito em ambas ao mesmo tempo.

Claramente, o verdadeiro significado das palavras é aquele que lhes quisemos imprimir quando as proferimos, e mais nenhum -- independentemente do número de interpretações contraditórias que possam retirar dessas palavras. No entanto, está fora do nosso alcance o controlo sob a forma como diferentes pessoas reagem a determinas expressões verbais. E, precisamente por isso, precisamos ajustar a comunicação de tal forma que possamos ser correctamente entendidos. Por exemplo:

Algumas pessoas sentem-se ofendidas se digo "Que grande mentiroso(a)..." em resposta a um elogio. Outras, compreendendo que é a minha forma envergonhada de dizer "Obrigada, mas não mereço palavras tão exageradas", riem. Posso corrigir aqueles que me interpretam mal e esperar que decorem o "meu código", para que não existam mal-entendidos da próxima vez. Ou posso ajustar aquela expressão para uma outra com o mesmo significado, mas que transmita com mais clareza (a Gregos e Troianos) o que pretendo. Neste exemplo em concreto, permiti-me usar uma expressão sinónima, com recurso a uma palavra que nunca uso e que, exactamente por isso, mostra que estou a brincar: "Que mentideiro(a)...". Resultou; nunca mais fui mal-interpretada. Mas se não tivesse resultado, avançaria para um simples Obrigada.

Desisti de exigir àqueles que me conheciam bem que decorassem os meus códigos, quando percebi que as outras pessoas podiam, da mesma maneira, estar à espera que eu não voltasse a usar uma palavra que consideram (descodificada ou não) negativa.

A verdade é que não podemos ajustar-nos a toda a gente. Alguns não querem compreender, simplesmente. Mas podemos facilitar o trabalho aos outros (àqueles que querem compreender, mas se baralham na interpretação de tantas pessoas, com tantos estilos, diferentes). É um trabalho em constante evolução, que não nos distancia do nosso estilo pessoal, ao contrário do que parece inicialmente. Gosto de pensar que, na realidade, este processo me tem aproximado mais do meu Eu. Ou, de outra perspectiva, do meu eu descodificado.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Momento introspectivo do dia


O Serginho convidou-me a dar continuação a esta iniciativa, e eu aproveitei a ocasião para me dizer viva e a respirar. Ora então, desta vez o desafio consiste em responder a umas perguntinhas pertinentes e passarmos a batata-quente a [11] outros bloggers. De preferência, fazendo novas questões.

Uma vez que o Serginho fez suas as questões que lhe fizeram, e ainda adicionou outras tantas, eu devolvo a artimanha o prémio, por ordem alfabética, à Canca, à Helena, ao HSB, ao Leitor (numa tentativa esforçada de o fazer regressar à escrita), à Minimi, à mmm's, à Nina e ao Roger ;)

As questões são as que se seguem:
1. Qual é a música que te deixa feliz sempre que passa no rádio sem que estejas a contar?
Upside down de Jack Johnson. Não só porque gosto da tranquilidade/boa-onda que transmite, mas também por passar tão raramente. Por mais que goste de uma música, não consigo ouvi-la constantemente, como as estações de rádio parecem querer.

2. Com que celebridade (viva ou morta) gostarias de ter uma conversa?
Com o Richard Feynman.

3. O que lhe perguntavas?
Como explica o fenómeno de quantum entanglement, naquela forma factual mas inacreditavelmente envolvente, característica do discurso dele. Também gostava de saber se se arrependeu de trabalhar no projecto da bomba atómica, quando se apercebeu da dimensão dos estragos.

4.  Qual foi o pior piropo que já mandas-te, sabes como é aqueles em que queremos ser engraçados mas calha muito mal...
Cabe-me dizer que piropos e comentários indecentes são coisas completamente diferentes, para mim. Não cabem sequer na mesma categoria. Defino "piropo" como um elogio simpático e corajoso de alguém que não conhecemos, num momento não-ideal, 'inventado' para o efeito. Feito o esclarecimento: Na minha visão romantizada do mundo, as meninas recebem piropos, não mandam. Portanto ajo em conformidade.

5. Qual o piropo mais piroso que te mandaram?
O piropo mais piroso que já recebi, num sentido romantico-esforçado, foi: "Só tens um defeito: não ser casada comigo". Mas rivaliza com um trecho da música "Princesa", de Boss AC, de uns trolhas no meio do expediente, que teve tanto de piroso quanto engraçado (mas eu mantive a minha straight face).

6. Qual é a pior faceta da Blogoesfera?
A pior faceta da Blogosfera é a facilidade com que se criam personagens.

7. Que blogger gostarias de conhecer pessoalmente?
Para além dos óbvios 'chegados', que se encontram em quase todas as caixinhas de comentários deste blogue, gostava de conhecer a Catarina, que é de uma doçura e simplicidade ímpares.

8. Preferias morrer como um herói ou viver como um cobarde?
Depende da situação. Se a possibilidade de morrer num acto heróico por outrem que conheço mal/não conheço colocasse em causa a estabilidade daqueles que amo, provavelmente não arriscaria. Se o acto heróico se destinasse a salvar aqueles que amo, agir seria uma necessidade (portanto, não sei se o termo "heróico" se aplicaria). Pergunta difícil esta... De qualquer forma, sou de opinião que em situações extremas agimos por impulso, o que poderia levar-me a bater as botas por um perfeito estranho.

9. Consideras que a eutanásia devia ser legal?
Sim, considero que a eutanásia deve ser legalizada. Considero um ultraje que não tenhamos direito a decidir sobre nós mesmos. Ter direito a tomar decisões sobre o nosso próprio corpo parece-me um direito básico e fundamental. Mas para já, só é legal mandarmos no corpo dos outros.

10. Achas que o mundo vai acabar, ou nós é que vamos acabar com o mundo?
Primeira opção.

11. Fui muito chato?
Claro que não.

E ainda... 

1. Como surgiu a ideia de ter um blog? E o nome?
A ideia de ter um blogue surgiu da vontade de voltar a escrever fluentemente na minha língua nativa, sem recurso aos estrangeirismos que se vinham a instalar exageradamente no meu discurso, fruto da longa temporada passada no estrangeiro. O nome foi a consequência lógica da ausência de tópico específico do blogue. Não seguiria nenhuma linha condutora; seria (e é) um blogue de generalidades. 

2. O que fazes profissionalmente ou área de estudos?
Sou cientista, na área de medicina regenerativa. 

3. Como te definirias?
Definir-me-ia como uma pessoa de sentimentos intensos mas muito racional. 

4. O que farias se ganhasses o euromilhões? (que grande cliché :p)
Se ganhasse o euromilhões a principal mudança na minha vida seria o número de horas que trabalharia. Metade do dia seria dedicado à vida pessoal e a outra metade à profissional. Actualmente, parece que a vida pessoal tem de se espremer no tempo gentilmente disponibilizado [para dormir] pela vida profissional. Mas esta seria apenas a primeira de muitas mudanças (não apenas na minha vida).

5. O que adoras/não suportas que te façam/digam?
Adoro abraços. Não suporto que me peçam opiniões e fiquem chateados por a resposta ser imparcial.

6. O que mais gostas de fazer?
Gosto do que faço profissionalmente. No tempo livre gosto de desenhar, de lápis aquarelados, de ler, de nadar em lagos e rios, de acordar cedo num dia de sol, de tomar o pequeno-almoço na companhia daqueles a quem quero bem. Gosto de conversar longamente. Dou-me conta que gosto de demasiadas coisas para conseguir enunciar as preferidas.

7. Não vives sem...?
Não vivo sem internet. Aproxima-me daqueles que estão longe (e tenho sempre alguém muito importante longe). E dá-me acesso imediato a todas as respostas (e eu tenho sempre muitas perguntas). 

8. Um objectivo que já tenhas alcançado e do qual te orgulhas?
Os objectivos já alcançados parecem-me sempre pequeninos em relação aos que depois se elaboraram. Mas orgulho-me dos prémios académicos e profissionais que já recebi, porque foram sempre resultado de muito esforço e investimento pessoal. 

9. Objectivo/sonho por alcançar?
Trabalhar em medicina regenerativa neuronal. Na verdade, o sonho passa por transformar as paralisias num problema do passado. Nunca tive medo de sonhar em grande :-P

10. Como te imaginas daqui a 10 anos?
Verdade seja dita, quando era adolescente prestava-me a esses jogos de adivinhação com frequência. E nunca, mas nunca, acertei. No entanto, a vida presenteou-me sempre com desígnios muito mais interessantes do que aqueles que elaborava, portanto aprendi a confiar. E quando confiei apareceu-me até a pessoa mais espectacular de todos os tempos -- que eu pensava, já, nem existir. 

11. Um segredinho? 
Estou a tentar deixar de comer pão há, pelo menos, cinco anos.

Desafio os desafiados a escolher uma série das duas a que respondi, e ainda a responder às questões seguintes (com os respectivos porquês, se se sentirem corajosos):
1. O que mudou, da criança que foste para o adulto em que te tornaste?
2. Quem gostarias de ter conhecido mais cedo na tua vida? 
3. Descreve um dia perfeito, actualmente.
4. Que coisa (uma coisa) precisas fazer para melhorar a tua vida?
5. Qual foi o presente mais especial que recebeste nos últimos 5 anos? 
6. Qual foi a última vez que fizeste alguma coisa sem pedir nada em troca?
7. Se pudesses reviver um dia da tua vida (sem lhe alterar coisa alguma), qual seria?
8. Quê ou quem te drena energia actualmente?
9. Quando foi a última vez que convenceste a ti mesmo a não fazer uma coisa que, no fundo, querias fazer? 
10. (Ainda na sequência da pergunta 9.) Que coisa foi essa?   
11. Qual foi o ponto alto do teu dia, hoje?

Estou ansiosa por ler as vossas respostas! 
Boa introspecção.


quinta-feira, 15 de maio de 2014

Força

Este pequeno vídeo, baseado numa história real, transforma em imagens conceitos como: sonho, inspiração, amizade e força. Os cinco minutos mais inspiradores do meu dia:



Lugares que me encantam



Ah, o conforto alegre da simplicidade. O Sol e o Mar.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Gargalhadas que não quero esquecer ❤




[Eu] https://www.youtube.com/watch?v=n543eKIdbUI&list=PL5D9951DA7E0E0DD4. I wanna a train like that in our living room at christmas time.




[Eu] This better be the website of a store to buy it :P [pausa para rever um pequeno vídeo de filme de animação que já nos rendeu muitas gargalhadas] Sheesh, I get no support I see.

[Ele] Well, me neither. I've been proposing for a long time to kidnap the sandy claws. But nooo.


domingo, 11 de maio de 2014

O meu amor (que é teu) ❤


Todo cambio cuando te vi
 De blanco y negro al color me convertí 
Y fue tan fácil quererte tanto

Disney, não percebes nada disto...


O candeeiro da foto faz-me lembrar contos de fadas, príncipes e princesas. Associo-os aos desenhos animados da Disney. E por isso têm um pouco de magia associada, uns pozinhos de coisas impossíveis prestes a acontecer. O efeito potencia-se se a imagem à sua frente for precisamente a de um jardim entre a neblina, como na foto.

Bom, mas tudo para dizer que a Disney não percebe nada de lições de vida. Honestamente. Uma princesa tem como animal de estimação um animal selvagem em vias de extinção, sai de casa às escondidas, namora com um ladrão que lhe mente descaradamente e ainda se torna príncipe na sequência disso (a mentira compensa!). Outra princesa come fruta oferecida por estranhos -- coisa que qualquer criança de 3 anos sabe que não deve fazer --, também foge de casa e acha perfeitamente normal viver com 7 homens desconhecidos (o que é, na verdade, nitidamente perigoso). Uma outra apaixona-se por um monstro com comportamentos agressivos, iludindo as mulheres a tolerar a violência doméstica na expectativa de que os seus monstros também se transformem em príncipes no final. E podia continuar aqui a manhã toda... 

Disney, não sabes contar histórias?


Podemos sempre sonhar...


Sempre fui dada a sonhar. Talvez por ser filha única desenvolvi desde cedo a capacidade de me entreter sozinha por largos períodos. E nada mais estimulante para um corpo limitado no espaço do que viajar dentro da sua capacidade imaginativa (bom... talvez a leitura possa competir por um lugar no pódio). 

Gosto, ainda hoje, de me perder em lugares inventados, com pessoas que conheço e outras cujas personalidades crio de acordo com a companhia que precisava no momento. Não faz sentido nenhum, mas faz-me sorrir. E eu escolho sempre o que me faz sorrir. 

Uma imagem que me deixa imediatamente mais serena quando estou a viver um estado de ansiedade é a de uma vinha, com uma larga mesa, farta em comida, família e amigos. É um ambiente que a minha mente associa a Itália (vá lá uma pessoa perceber as associações que cria). Quase sinto o cheirinho das uvas, o pó levantado pelas crianças que correm e as gargalhadas que enchem o ar. E gosto disso.

sábado, 10 de maio de 2014

Casas que adoro


Não sei se viver na selva seria o ideal para mim. Apesar de adorar Natureza, não me dou bem com os seres rastejantes&trepadores (hello there!), nem com os voadores sugadores de sangue A positivo. Pelo que estaria em maus lençóis na modesta casinha que se pode apreciar nas fotos -- provavelmente na África, a avaliar pelo tamanho das orelhas do majestoso elefante na imagem. 

Mas paredes completas de vidro com vista para a natureza... ah... continuam a morar no meu coração 

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Gargalhada do dia

A melhor animação que vi nos últimos (largos) tempos. Geralmente, a qualidade das animações é sobrestimada na minha perspectiva.  




Beber ou não beber, eis a questão...


Há pessoas que gostam particularmente de beber. Uns porque se conseguem desinibir um pouco mais, outros porque querem esquecer um problema, e outros ainda por ser simplesmente um comportamento socialmente comum. 

Eu nunca apreciei bebidas alcoólicas mas nunca me fez confusão entar entre um grupo de pessoas que bebem. Mas o contrário, tenho-me apercebido, é muito frequente: em grupo, a maioria das pessoas não sabem lidar com alguém que não bebe. Ficam preocupadas, ainda não percebi bem com o quê. Talvez que me lembre perfeitamente das cenas que farão se beberem em demasia...


Massagem ao ego [que nós estamos a precisar]


De acordo com este gráfico, os Portugues estão no topo da simpatia em termos de capacidade de receber os outros. Não há como negar que nós tentamos falar a língua de quem quer que aí venha ter, temos um sorriso sempre pronto e um clima bem simpático (que também conta, como não ;). 

Ah pois é! Nós somos os maiores... :) 

Demasiada informação

Representação de uma gota de água do mar (diz que é uma foto ampliada 25 vezes).

Mas porque é que esta gente insiste em revelar os segredos da natureza? Tenho para mim que a maioria de nós preferia ficar na ignorância em relação à quantidade de bactérias, larvas, ovos de peixe (e outros companheiros igualmente nojentos) em cada gotinha de água do mar... 

A pergunta que se impõe é: Porque é que não guardaram esta informação preciosa para o Inverno, quando ainda tinhamos meses e meses pela frente para enterrar a informação num lugar escuro e isolado do cérebro?

E agora como é que posso divertir-me no mar? Ãh?

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Celebridades



Há pessoas que não gostam apenas da competência de um actor, de um músico, de um desportista, (...): essas pessoas veneram-nos. Vêem no alvo da sua admiração um ser superior e desenvolvem um gostar que me parece doentio e chega a assustar-me um bocadinho. 

Já não chegava perseguirem o alvo do seu gostar, copiar-lhe o estilo ou dormir ao relento para comprar um bilhete para um concerto, agora pagam para estar uns instantes ao lado dos seus ídolos. Eu não compreendo, mas respeito -- cada um faz o que bem entender com o seu dinheiro. O aproveitamento das celebridades do fascínio alheio por si para adicionarem mais uns cobres à conta bancária, já me custa mais a respeitar. E como é que essa moda se processa? Cobram pequenas fortunas por um clique ao seu lado que não demora mais de um minuto. 

A bater os outros aos pontos estão os fãs da Britney Spears que desembolsam 500 euros por três segundos ao lado da sua musa! [Pausa para fechar a boca que se entreabriu em estupidificação]. Mas porquê? Alguém me explica porque é que pagariam esse absurdo por tal... encontroQuase não dá para dizer "Britney, I really love your work!" :P