domingo, 11 de maio de 2014

O meu amor (que é teu) ❤


Todo cambio cuando te vi
 De blanco y negro al color me convertí 
Y fue tan fácil quererte tanto

Disney, não percebes nada disto...


O candeeiro da foto faz-me lembrar contos de fadas, príncipes e princesas. Associo-os aos desenhos animados da Disney. E por isso têm um pouco de magia associada, uns pozinhos de coisas impossíveis prestes a acontecer. O efeito potencia-se se a imagem à sua frente for precisamente a de um jardim entre a neblina, como na foto.

Bom, mas tudo para dizer que a Disney não percebe nada de lições de vida. Honestamente. Uma princesa tem como animal de estimação um animal selvagem em vias de extinção, sai de casa às escondidas, namora com um ladrão que lhe mente descaradamente e ainda se torna príncipe na sequência disso (a mentira compensa!). Outra princesa come fruta oferecida por estranhos -- coisa que qualquer criança de 3 anos sabe que não deve fazer --, também foge de casa e acha perfeitamente normal viver com 7 homens desconhecidos (o que é, na verdade, nitidamente perigoso). Uma outra apaixona-se por um monstro com comportamentos agressivos, iludindo as mulheres a tolerar a violência doméstica na expectativa de que os seus monstros também se transformem em príncipes no final. E podia continuar aqui a manhã toda... 

Disney, não sabes contar histórias?


Podemos sempre sonhar...


Sempre fui dada a sonhar. Talvez por ser filha única desenvolvi desde cedo a capacidade de me entreter sozinha por largos períodos. E nada mais estimulante para um corpo limitado no espaço do que viajar dentro da sua capacidade imaginativa (bom... talvez a leitura possa competir por um lugar no pódio). 

Gosto, ainda hoje, de me perder em lugares inventados, com pessoas que conheço e outras cujas personalidades crio de acordo com a companhia que precisava no momento. Não faz sentido nenhum, mas faz-me sorrir. E eu escolho sempre o que me faz sorrir. 

Uma imagem que me deixa imediatamente mais serena quando estou a viver um estado de ansiedade é a de uma vinha, com uma larga mesa, farta em comida, família e amigos. É um ambiente que a minha mente associa a Itália (vá lá uma pessoa perceber as associações que cria). Quase sinto o cheirinho das uvas, o pó levantado pelas crianças que correm e as gargalhadas que enchem o ar. E gosto disso.