quinta-feira, 8 de maio de 2014

A nossa juventude é ignorante?



Foi publicada uma crónica muito interessante no Expresso, por Henrique Monteiro, sobre um tema que nunca é velho: A nossa juventude é ignorante?

A polémica ficou no ar. E fez-me ver que uma boa percentagem de gente da minha geração (e mais velha) acredita sinceramente que os nossos jovens são ignorantes. E passa-lhes essa mensagem. Mas eu duvido que isso seja verdade!
Por um lado, a democratização do ensino tem vindo a permitir a muito mais jovens terem contacto com matérias, dados e assuntos que os seus pais e os seus avós nem sonhavam. Por outro - e este será o que mais me interessa - o conceito de conhecimento foi-se alterando.

Vale a pena ler.

Bloggywog Award - II


Este blogue anda mesmo numa maré de sorte! O Serginho, do blogue Somente Eu que eu leio há já tanto tempo, resolveu presentear-me com o prémio Bloggywog Award. Captivou-me no Serginho o seu interesse em ajudar os outros, a sua proximidade a causas nobres, as suas histórias com meninos no IPO, entre tantos outros pormenores e pormaiores em que esbanja sensibilidade. Para quem não conhece o blogue: recomendo-o calorosa e entusiasticamente. Se há pessoas que valem a pena conhecer nesta blogosfera, o Serginho é certamente uma delas.

As [minhas] regras do prémio são: se leste este post sente-te virtualmente abraçado e estás automaticamente obrigado a levar o prémio para o teu blogue. :)


Bloggywog Award


A natureza dos meus pensamentos recebeu um Bloggywog Award do Ted M, que me deixou muito orgulhosa. No seu blog, Road to Nowhere, mostra-se uma pessoa sensível e cheia de expectactivas, apesar da encruzilhada em que se encontra neste momento. O blogue é despretencioso, simpático e viciante e só não tem mais seguidores porque o google+ dá cabo dos nervos de uma pessoa :P [Adiciona a mini-aplicação "Seguidores" do blogger, Ted :)] 

Fico a torcer por ti e por que encontres o mapa que te leve a espisódios sucessivamente mais felizes. O caminho é sempre em frente e para cima; vai valer a pena! 
Obrigada por este prémio! :)

Eu incentivo cada um de vocês a levarem o prémio para o seu cantinho. Digam que vai daqui! Mesmo!* Para seguirem as regras originais, consultem este post do Ted. Eu acabei de fazer alguns ajustes... 







quarta-feira, 7 de maio de 2014

Fotos históricas

A Margarete MS fez uma compilação muito interessante de fotos históricas. Aqui ficam ficam alguns teasers:

Cabeça da Estátua da Liberdade a ser desembalada, em 1885.

Caloiros de Princeton após uma guerra de bolas de neve. A praxe a espalhar o seu charme desde 1893.



Annette Kellerman a promover o direito das mulheres de usar um fato de banho de uma peça só, em 1907. Presa por atentado ao pudor.


O original Ronald McDonald, a provar que ninguém tinha medo de personagens de filmes de terror nos anos 50. Só assim se justifica que não tenha falido logo que abriu.

Selfies são coisa do passado...

Mais exemplos aqui.

E não é que as selfies vão sofrer um upgrade? Já estou a imaginar as selfies 3D em tudo o que é lugar. 

E eu vou aderir à moda tridimensional. Não com uma reconstrução minha em miniatura, mas com uma dos meus pais, bem abraçados e sorridentes, para pôr na minha secretária na Suíça. A reportagem da SIC avançou com uns módicos 120 euros por uma pequenina (a exemplo da primeira imagem acima exposta). Não é um valor super-simpático, mas também não está nada mal, especialmente porque o nível de detalhe é muito razoável. 

Quem vai aderir?

terça-feira, 22 de abril de 2014

Coisas que me roubam sorrisos


Carentes



Não há turn off mais eficiente, dentro da categoria "Não te falto ao respeito", do que alguém em constante necessidade. De tudo. De palavrinhas lamechas, de abraços apertados, de beijos apaixonados. Não me entendam mal, compreendo bem os românticos. Mas românticos e carentes vivem em mundos diferentes. 

Os românticos têm um visão tão terna do amor que tocam a outra pessoa, fazem-na ter vontade de abraçar mais, de cuidar mais, de mimar mais. Os carentes, por seu lado, são tão inseguros em relação a si e, consequentemente, ao que o outro sente por si, que fazem marcação cerrada de birras e pedidos de mais (mais abraços, mais palavras doces, mais mimo enfim) até encher a paciência. Do companheiro/a e dos que os rodeiam.

Há que apaziguar a constante necessidade de pedir.
Afinal, um carinho a pedido não preenche; dar tem de ser uma vontade genuína da pessoa amada.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

As engrenagens do Amor



Percebemos que estamos irremediavelmente apaixonados quando temos vontade de cobrir de beijos alguém que diz... borbuia [borbulha]. Numa voz adoravelmente adulta e masculina.

Carta aberta aos benfiquistas


Parabéns aos benfiquistas! O número três em dia de Páscoa e de SLB esteve bem presente; que simbologia bonita. Ganhar três campeonatos em dez anos é de valor! 

Nós somos mais do género de ganhar três campeonatos em três anos, mas somos todos diferentes, não há certo nem errado! Assim como vocês fazem também está bem :) 

Siga a festa!





Assina,
Dragão-a-preparar-o-bote-do-costume

sábado, 19 de abril de 2014

Páscoa Feliz para todos!


Cheia de gargalhadas em família e de coisas deliciosas na barriguinha!

Mas onde é que estes católicos têm a cabeça?...


...para vestirem dezenas de crianças com a farda do império romano e colocá-las a carregar os estandartes romanos pela cidade afora, para homenagear Jesus? Na minha cabeça faz tanto sentido quanto vestirmos fardas nazis para homenagear as vítimas do holocausto. 

A sério. São coisas que me ultrapassam.


Momentos "what the heck is going on...?"



O speakme é uma aplicação do sistema operativo Andróide. Como o nome indica o speakme lê tudo o que chega ao smartphone. Ajuda a que possamos distinguir a urgência da notificação, portanto. Mas lê com uma entoação que eu e ele achamos bastante engraçada. De mensagens a apontamentos no calendário, do remetente e assunto dos emails até... à primeira linha de chats. 

E eis senão quando, entre o silêncio que o trabalho pede, começo a ouvir (coisas como):

The service began. It consisted of the following. The priest, having dressed in a strange and very inconvenient garb, made of gold cloth, cut and arranged little bits of bread on a saucer, and then put them into a cup with wine, repeating at the same time different names and prayers. Meanwhile the deacon first read Slavonic prayers, difficult to understand in themselves, and rendered still more incomprehensible by being read very fast, and then sang them turn and turn about with the convicts. The contents of the prayers were chiefly the desire for the welfare of the Emperor and his family. These petitions were repeated many times, separately and together with other prayers, the people kneeling. Besides this, several verses from the Acts of the Apostles were read by the deacon.

E não consigo parar de rir.

Esquilo dente-de-sabre

O meu fim-de-semana até começou melhor por descobrir que a minha personagem preferida -- e supostamente ficcional -- dos filmes Idade do Gelo (2002), existiu realmente e foi encontrada em 2011 na Argentina. Ahahaha




quinta-feira, 17 de abril de 2014

Oh... mau.

Nem sei se choro ou se rio. Acho que vou rir, porque a equipa é uma anedota pegada :P



[E já agora não custa nada fazer uma dança aos deuses do futebol para ver se a época acaba sem nos habituarmos a levar cabazadas. Uma dança com vigor.]

Abraços transatlânticos


Há coisas que uma pessoa só ama depois de ser dado a provar por pessoas especiais. Poemas são assim para mim. Só aprecio com moderação e se vindos de alguém que me diga muito ao coração. Como este, que me chegou do outro lado do Atlântico, de alguém com quem já não falo há mais de um ano, mas de quem guardo as mais bonitas recordações. A vida tem destas coisas meio parvas se a deixarmos... afasta-nos daqueles que nos fazem bem. Ser feliz exige atenção. E eu vou certificar-me que não me envolvo tanto na vida que deixo partes dela por viver.

"Tem gente que tem cheiro
de passarinho quando canta,
de sol quando acorda,
de flor quando ri.

Ao lado delas,
a gente se sente no balanço de uma rede
que dança gostoso numa tarde grande,
sem relógio e sem agenda.

Ao lado delas,
a gente se sente comendo pipoca na praça,
lambuzando o queixo de sorvete,
melando os dedos com algodão doce
da cor mais doce que tem pra escolher.
O tempo é outro.
E a vida fica com a cara que ela tem de verdade,
mas que a gente desaprende de ver.

Tem gente que tem cheiro
de colo de Deus,
de banho de mar
quando a água é quente e o céu é azul.

Ao lado delas,
a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis.

Ao lado delas,
a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo,
sonhando a maior tolice do mundo
com o gozo de quem não liga pra isso.

Ao lado delas,
pode ser Abril,
mas parece manhã de Natal,
do tempo em que a gente acordava
e encontrava o presente do Papai Noel.

Tem gente que tem cheiro
das estrelas que Deus acendeu no céu
e daquelas que conseguimos acender na Terra.

Ao lado delas,
a gente não acha que o amor é possível,
a gente tem certeza.

Ao lado delas,
a gente se sente visitando um lugar feito de alegria,
recebendo um buquê de carinhos,
abraçando um filhote de urso panda,
tocando com os olhos os olhos da paz.

Ao lado delas,
saboreamos a delícia do toque suave
que sua presença sopra no nosso coração.

Tem gente que tem cheiro
de cafuné sem pressa,
do brinquedo que a gente não largava,
do acalanto que o silêncio canta,
de passeio no jardim.

Ao lado delas,
a gente percebe que a sensualidade
é um perfume que vem de dentro
e que a atração que realmente nos move
não passa só pelo corpo.
Corre em outras veias.
Pulsa em outro lugar.

Ao lado delas,
a gente lembra que no instante em que rimos
Deus está conosco, juntinho, ao nosso lado.
E a gente ri grande que nem menino arteiro.

Tem gente como você,
que nem percebe como tem a alma perfumada
e que esse perfume é dom de Deus."                                  

Almas Perfumadas
Carlos Drummond de Andrade            


quarta-feira, 9 de abril de 2014

Carolina Patrício [afinal a moça chama-se Patrocínio. O link no texto também foi corrigido.]


Nunca segui o trabalho da Carolina Patrício Patrocínio [Obrigada Lia e Minimi!*], para lá do que fazia no programa dos desenhos animados da Disney, na televisão nacional. De lá para cá só voltei a ouvir falar dela porque várias pessoas sem cérebro acham normal ir à página oficial de uma mulher grávida para lhe dizer que tem uma barriga horrível.

Quem é que em plena posse das suas faculdades mentais acha natural tentar deprimir uma grávida, em plena formação de outro ser humano? Se algum desses maluquinhos da vida me lê, aprendam: se não podem ser doces, CALEM-SE. Não precisam dizer "hm, hm, estás linda" se acham que não está, mas com certeza não precisam atacar alguém numa fase sensível. Ainda por cima alguém em grande forma física, que é o que se quer e se devia incentivar. Ah, gostam mais de balões ambulantes na gravidez? Óptimo, nada contra, esteticamente eu também aprecio uma barriga de grávida redondinha (provavelmente porque foi o que me habituaram a ver!), mas daí a enviar uma mensagem desagradável a quem está em superior forma física já revela algum défice de neurónios.

E depois não lhes chega de lição perceber que o bebé é saudável e que a mãe tem uma barriga (e restante corpinho) invejável meia dúzia de dias depois do parto. O que é que aquelas pessoas fazem em vez de pensar "Hmm, se calhar estar em forma é boa ideia"? Vêm à praça pública dizer que a senhora se devia tapar para não envergonhar as outras recém-mamãs que não têm uma barriga lisa depois do parto! Esta conclusão brilhante faz-me lembrar da história da senhora que, por fazer exercício, fazia parte do "problema de vergonha corporal da América do Norte e outras partes do mundo”Ou seja:

Para não se ofender as pessoas com cabelo frágil, devemos cortar ou tapar o nosso; para não ofender as pessoas gordas, devemos abandalhar o exercício físico ou vestir uma burca; para não ofender as pessoas excessivamente magras, devemos promover a bulimia e a anorexia; para não ofender as pessoas bonitas devemos fazer cirurgias plásticas; e para não ofender as pessoas menos bonitas devemos insistir no uso generalizado da burca. Acontece que como várias destas conclusões são mutuamente exclusivas, se calhar devemos aprender a valorizar quem somos, aceitando aquilo que não pode ser mudado e trabalhando para melhorar aquilo que pode ser melhorado. E isso inclui fazer exercício físico. Como a Carolina. 

Pessoal sem noção que ofende grávidas em forma:
 Não insultem mais a vossa inteligência. Ainda por cima em público. 


quarta-feira, 2 de abril de 2014

Quando amizade e energia se misturam

Ter um animal de estimação é ter um amigo. Alguns não percebem como dois seres que não verbalizam para comunicar se podem entender tão bem. Uns vivem para perceber como a magia se dá. Outros gravam-na em vídeo:



sábado, 29 de março de 2014

Reflexões superficiais



Com mais frequência do que esperado, as pessoas fazem uma coisa querendo outra. "Não me ligues mais! (liga-me)", "Não quero mais ouvir falar dessa pessoa! (conta-me tudo o que souberes)", "Deixa-me em paz! (preocupa-te comigo)".

Não era mais fácil que as pessoas dissessem o que sentem realmente? Ou ao menos que não dissessem o que não sentem. Já ajudava...

Ricos e os outros


Aquele post da menina que procurava um marido rico deu mesmo em fartura de (troca de) ideias interessantes. A propósito do comentário da Canca, agora promovido a post:

"Quem se interessa pelas pessoas em função do que elas têm dificilmente vai perceber a riqueza que está a perder por não saber apreciar as pessoas pelo que elas são."  

Eu tenho uma opinião um tanto polémica (diria, se me lançasse na futurologia). É que, embora concordando com a Canca (como não concordar?), também percebo aqueles que procuram pessoas ricas para incluir nas suas vidas. Ou vou percebendo, uns dias mais outros menos. Vou tentar explicar a minha perspectiva com alguma claridade:

Se a pessoa não está apaixonada por ninguém e quer sair com outras pessoas (não necessariamente namorar ainda, apenas conhecer), escolher sair com pessoas ricas é (ou: pode ser) tão moralmente correcto quanto escolher sair com pessoas bonitas (ou desportistas, ou com outra característica qualquer). Vejamos por esta perspectiva: as pessoas ricas são naturalmente mais confiantes (o que é uma característica psicológica importante), têm vidas interessantes (mais viagens, mais possibilidade de explorar diferentes direcções profissionais e de lazer = coisas giras para contar), geralmente bom-humor (porque as escolhas erradas não lhes compromete o presente e o futuro) e por isso tornam-se pessoas apelativas. E se isto as torna mais interessantes, é natural que os outros (ricos, pobres e assim-assim) se sintam atraídos por essa aura e não sejam, necessariamente, pessoas oportunistas que querem o dinheiro dos ricos. 

Na minha perspectiva, a única coisa que tornaria isto errado [querer sair com pessoas ricas] seria se a pessoa em causa estivesse apaixonada por um pobre e renegasse o seu próprio sentimento, não porque aquela pessoa tivesse tido alguma atitude incorrecta, mas por ter, especificamente, pouco dinheiro. Bem, ou então, se a saída fosse com o objectivo concreto de caçar um rico, fosse ele quem fosse e tivesse ele a personalidade que tivesse [como a menina do link fez soar]. 

Portanto, em resumo: o motivo pelo qual a riqueza financeira é apelativa aos olhos de alguém (inclusive de outros ricos) faz toda a diferença na forma como julgo essa pessoa.