sábado, 19 de abril de 2014

Esquilo dente-de-sabre

O meu fim-de-semana até começou melhor por descobrir que a minha personagem preferida -- e supostamente ficcional -- dos filmes Idade do Gelo (2002), existiu realmente e foi encontrada em 2011 na Argentina. Ahahaha




quinta-feira, 17 de abril de 2014

Oh... mau.

Nem sei se choro ou se rio. Acho que vou rir, porque a equipa é uma anedota pegada :P



[E já agora não custa nada fazer uma dança aos deuses do futebol para ver se a época acaba sem nos habituarmos a levar cabazadas. Uma dança com vigor.]

Abraços transatlânticos


Há coisas que uma pessoa só ama depois de ser dado a provar por pessoas especiais. Poemas são assim para mim. Só aprecio com moderação e se vindos de alguém que me diga muito ao coração. Como este, que me chegou do outro lado do Atlântico, de alguém com quem já não falo há mais de um ano, mas de quem guardo as mais bonitas recordações. A vida tem destas coisas meio parvas se a deixarmos... afasta-nos daqueles que nos fazem bem. Ser feliz exige atenção. E eu vou certificar-me que não me envolvo tanto na vida que deixo partes dela por viver.

"Tem gente que tem cheiro
de passarinho quando canta,
de sol quando acorda,
de flor quando ri.

Ao lado delas,
a gente se sente no balanço de uma rede
que dança gostoso numa tarde grande,
sem relógio e sem agenda.

Ao lado delas,
a gente se sente comendo pipoca na praça,
lambuzando o queixo de sorvete,
melando os dedos com algodão doce
da cor mais doce que tem pra escolher.
O tempo é outro.
E a vida fica com a cara que ela tem de verdade,
mas que a gente desaprende de ver.

Tem gente que tem cheiro
de colo de Deus,
de banho de mar
quando a água é quente e o céu é azul.

Ao lado delas,
a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis.

Ao lado delas,
a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo,
sonhando a maior tolice do mundo
com o gozo de quem não liga pra isso.

Ao lado delas,
pode ser Abril,
mas parece manhã de Natal,
do tempo em que a gente acordava
e encontrava o presente do Papai Noel.

Tem gente que tem cheiro
das estrelas que Deus acendeu no céu
e daquelas que conseguimos acender na Terra.

Ao lado delas,
a gente não acha que o amor é possível,
a gente tem certeza.

Ao lado delas,
a gente se sente visitando um lugar feito de alegria,
recebendo um buquê de carinhos,
abraçando um filhote de urso panda,
tocando com os olhos os olhos da paz.

Ao lado delas,
saboreamos a delícia do toque suave
que sua presença sopra no nosso coração.

Tem gente que tem cheiro
de cafuné sem pressa,
do brinquedo que a gente não largava,
do acalanto que o silêncio canta,
de passeio no jardim.

Ao lado delas,
a gente percebe que a sensualidade
é um perfume que vem de dentro
e que a atração que realmente nos move
não passa só pelo corpo.
Corre em outras veias.
Pulsa em outro lugar.

Ao lado delas,
a gente lembra que no instante em que rimos
Deus está conosco, juntinho, ao nosso lado.
E a gente ri grande que nem menino arteiro.

Tem gente como você,
que nem percebe como tem a alma perfumada
e que esse perfume é dom de Deus."                                  

Almas Perfumadas
Carlos Drummond de Andrade            


quarta-feira, 9 de abril de 2014

Carolina Patrício [afinal a moça chama-se Patrocínio. O link no texto também foi corrigido.]


Nunca segui o trabalho da Carolina Patrício Patrocínio [Obrigada Lia e Minimi!*], para lá do que fazia no programa dos desenhos animados da Disney, na televisão nacional. De lá para cá só voltei a ouvir falar dela porque várias pessoas sem cérebro acham normal ir à página oficial de uma mulher grávida para lhe dizer que tem uma barriga horrível.

Quem é que em plena posse das suas faculdades mentais acha natural tentar deprimir uma grávida, em plena formação de outro ser humano? Se algum desses maluquinhos da vida me lê, aprendam: se não podem ser doces, CALEM-SE. Não precisam dizer "hm, hm, estás linda" se acham que não está, mas com certeza não precisam atacar alguém numa fase sensível. Ainda por cima alguém em grande forma física, que é o que se quer e se devia incentivar. Ah, gostam mais de balões ambulantes na gravidez? Óptimo, nada contra, esteticamente eu também aprecio uma barriga de grávida redondinha (provavelmente porque foi o que me habituaram a ver!), mas daí a enviar uma mensagem desagradável a quem está em superior forma física já revela algum défice de neurónios.

E depois não lhes chega de lição perceber que o bebé é saudável e que a mãe tem uma barriga (e restante corpinho) invejável meia dúzia de dias depois do parto. O que é que aquelas pessoas fazem em vez de pensar "Hmm, se calhar estar em forma é boa ideia"? Vêm à praça pública dizer que a senhora se devia tapar para não envergonhar as outras recém-mamãs que não têm uma barriga lisa depois do parto! Esta conclusão brilhante faz-me lembrar da história da senhora que, por fazer exercício, fazia parte do "problema de vergonha corporal da América do Norte e outras partes do mundo”Ou seja:

Para não se ofender as pessoas com cabelo frágil, devemos cortar ou tapar o nosso; para não ofender as pessoas gordas, devemos abandalhar o exercício físico ou vestir uma burca; para não ofender as pessoas excessivamente magras, devemos promover a bulimia e a anorexia; para não ofender as pessoas bonitas devemos fazer cirurgias plásticas; e para não ofender as pessoas menos bonitas devemos insistir no uso generalizado da burca. Acontece que como várias destas conclusões são mutuamente exclusivas, se calhar devemos aprender a valorizar quem somos, aceitando aquilo que não pode ser mudado e trabalhando para melhorar aquilo que pode ser melhorado. E isso inclui fazer exercício físico. Como a Carolina. 

Pessoal sem noção que ofende grávidas em forma:
 Não insultem mais a vossa inteligência. Ainda por cima em público.