quarta-feira, 9 de abril de 2014

Carolina Patrício [afinal a moça chama-se Patrocínio. O link no texto também foi corrigido.]


Nunca segui o trabalho da Carolina Patrício Patrocínio [Obrigada Lia e Minimi!*], para lá do que fazia no programa dos desenhos animados da Disney, na televisão nacional. De lá para cá só voltei a ouvir falar dela porque várias pessoas sem cérebro acham normal ir à página oficial de uma mulher grávida para lhe dizer que tem uma barriga horrível.

Quem é que em plena posse das suas faculdades mentais acha natural tentar deprimir uma grávida, em plena formação de outro ser humano? Se algum desses maluquinhos da vida me lê, aprendam: se não podem ser doces, CALEM-SE. Não precisam dizer "hm, hm, estás linda" se acham que não está, mas com certeza não precisam atacar alguém numa fase sensível. Ainda por cima alguém em grande forma física, que é o que se quer e se devia incentivar. Ah, gostam mais de balões ambulantes na gravidez? Óptimo, nada contra, esteticamente eu também aprecio uma barriga de grávida redondinha (provavelmente porque foi o que me habituaram a ver!), mas daí a enviar uma mensagem desagradável a quem está em superior forma física já revela algum défice de neurónios.

E depois não lhes chega de lição perceber que o bebé é saudável e que a mãe tem uma barriga (e restante corpinho) invejável meia dúzia de dias depois do parto. O que é que aquelas pessoas fazem em vez de pensar "Hmm, se calhar estar em forma é boa ideia"? Vêm à praça pública dizer que a senhora se devia tapar para não envergonhar as outras recém-mamãs que não têm uma barriga lisa depois do parto! Esta conclusão brilhante faz-me lembrar da história da senhora que, por fazer exercício, fazia parte do "problema de vergonha corporal da América do Norte e outras partes do mundo”Ou seja:

Para não se ofender as pessoas com cabelo frágil, devemos cortar ou tapar o nosso; para não ofender as pessoas gordas, devemos abandalhar o exercício físico ou vestir uma burca; para não ofender as pessoas excessivamente magras, devemos promover a bulimia e a anorexia; para não ofender as pessoas bonitas devemos fazer cirurgias plásticas; e para não ofender as pessoas menos bonitas devemos insistir no uso generalizado da burca. Acontece que como várias destas conclusões são mutuamente exclusivas, se calhar devemos aprender a valorizar quem somos, aceitando aquilo que não pode ser mudado e trabalhando para melhorar aquilo que pode ser melhorado. E isso inclui fazer exercício físico. Como a Carolina. 

Pessoal sem noção que ofende grávidas em forma:
 Não insultem mais a vossa inteligência. Ainda por cima em público. 


quarta-feira, 2 de abril de 2014

Quando amizade e energia se misturam

Ter um animal de estimação é ter um amigo. Alguns não percebem como dois seres que não verbalizam para comunicar se podem entender tão bem. Uns vivem para perceber como a magia se dá. Outros gravam-na em vídeo:



sábado, 29 de março de 2014

Reflexões superficiais



Com mais frequência do que esperado, as pessoas fazem uma coisa querendo outra. "Não me ligues mais! (liga-me)", "Não quero mais ouvir falar dessa pessoa! (conta-me tudo o que souberes)", "Deixa-me em paz! (preocupa-te comigo)".

Não era mais fácil que as pessoas dissessem o que sentem realmente? Ou ao menos que não dissessem o que não sentem. Já ajudava...

Ricos e os outros


Aquele post da menina que procurava um marido rico deu mesmo em fartura de (troca de) ideias interessantes. A propósito do comentário da Canca, agora promovido a post:

"Quem se interessa pelas pessoas em função do que elas têm dificilmente vai perceber a riqueza que está a perder por não saber apreciar as pessoas pelo que elas são."  

Eu tenho uma opinião um tanto polémica (diria, se me lançasse na futurologia). É que, embora concordando com a Canca (como não concordar?), também percebo aqueles que procuram pessoas ricas para incluir nas suas vidas. Ou vou percebendo, uns dias mais outros menos. Vou tentar explicar a minha perspectiva com alguma claridade:

Se a pessoa não está apaixonada por ninguém e quer sair com outras pessoas (não necessariamente namorar ainda, apenas conhecer), escolher sair com pessoas ricas é (ou: pode ser) tão moralmente correcto quanto escolher sair com pessoas bonitas (ou desportistas, ou com outra característica qualquer). Vejamos por esta perspectiva: as pessoas ricas são naturalmente mais confiantes (o que é uma característica psicológica importante), têm vidas interessantes (mais viagens, mais possibilidade de explorar diferentes direcções profissionais e de lazer = coisas giras para contar), geralmente bom-humor (porque as escolhas erradas não lhes compromete o presente e o futuro) e por isso tornam-se pessoas apelativas. E se isto as torna mais interessantes, é natural que os outros (ricos, pobres e assim-assim) se sintam atraídos por essa aura e não sejam, necessariamente, pessoas oportunistas que querem o dinheiro dos ricos. 

Na minha perspectiva, a única coisa que tornaria isto errado [querer sair com pessoas ricas] seria se a pessoa em causa estivesse apaixonada por um pobre e renegasse o seu próprio sentimento, não porque aquela pessoa tivesse tido alguma atitude incorrecta, mas por ter, especificamente, pouco dinheiro. Bem, ou então, se a saída fosse com o objectivo concreto de caçar um rico, fosse ele quem fosse e tivesse ele a personalidade que tivesse [como a menina do link fez soar]. 

Portanto, em resumo: o motivo pelo qual a riqueza financeira é apelativa aos olhos de alguém (inclusive de outros ricos) faz toda a diferença na forma como julgo essa pessoa.