Ter um animal de estimação é ter um amigo. Alguns não percebem como dois seres que não verbalizam para comunicar se podem entender tão bem. Uns vivem para perceber como a magia se dá. Outros gravam-na em vídeo:
quarta-feira, 2 de abril de 2014
sábado, 29 de março de 2014
Reflexões superficiais
Com mais frequência do que esperado, as pessoas fazem uma coisa querendo outra. "Não me ligues mais! (liga-me)", "Não quero mais ouvir falar dessa pessoa! (conta-me tudo o que souberes)", "Deixa-me em paz! (preocupa-te comigo)".
Não era mais fácil que as pessoas dissessem o que sentem realmente? Ou ao menos que não dissessem o que não sentem. Já ajudava...
Ricos e os outros
"Quem se interessa pelas pessoas em função do que elas têm dificilmente vai perceber a riqueza que está a perder por não saber apreciar as pessoas pelo que elas são."
Eu tenho uma opinião um tanto polémica (diria, se me lançasse na futurologia). É que, embora concordando com a Canca (como não concordar?), também percebo aqueles que procuram pessoas ricas para incluir nas suas vidas. Ou vou percebendo, uns dias mais outros menos. Vou tentar explicar a minha perspectiva com alguma claridade:
Se a pessoa não está apaixonada por ninguém e quer sair com outras pessoas (não necessariamente namorar ainda, apenas conhecer), escolher sair com pessoas ricas é (ou: pode ser) tão moralmente correcto quanto escolher sair com pessoas bonitas (ou desportistas, ou com outra característica qualquer). Vejamos por esta perspectiva: as pessoas ricas são naturalmente mais confiantes (o que é uma característica psicológica importante), têm vidas interessantes (mais viagens, mais possibilidade de explorar diferentes direcções profissionais e de lazer = coisas giras para contar), geralmente bom-humor (porque as escolhas erradas não lhes compromete o presente e o futuro) e por isso tornam-se pessoas apelativas. E se isto as torna mais interessantes, é natural que os outros (ricos, pobres e assim-assim) se sintam atraídos por essa aura e não sejam, necessariamente, pessoas oportunistas que querem o dinheiro dos ricos.
Na minha perspectiva, a única coisa que tornaria isto errado [querer sair com pessoas ricas] seria se a pessoa em causa estivesse apaixonada por um pobre e renegasse o seu próprio sentimento, não porque aquela pessoa tivesse tido alguma atitude incorrecta, mas por ter, especificamente, pouco dinheiro. Bem, ou então, se a saída fosse com o objectivo concreto de caçar um rico, fosse ele quem fosse e tivesse ele a personalidade que tivesse [como a menina do link fez soar].
Portanto, em resumo: o motivo pelo qual a riqueza financeira é apelativa aos olhos de alguém (inclusive de outros ricos) faz toda a diferença na forma como julgo essa pessoa.
sexta-feira, 28 de março de 2014
Dos sites de encontros
A propósito do post anterior, acabou por se falar de coisas muito interessantes na caixinha de comentários. Várias pessoas têm mesmo essa ideia de que os sites de encontros são lugares onde não reina a honestidade, mas eu não tenho assim tanta certeza.
Verdade seja dita nunca entrei em um, mas conheço pessoas que têm vontade de o fazer e são óptimas pessoas. O problema que têm em comum é o mesmo: são inseguras. E por o serem inventam desculpas sobre porque não conhecem ninguém novo há imenso tempo (e estou a falar de relações de amizade também, não de amor apenas): o trabalho é muito, não têm tempos livres, as outras pessoas parecem interessadas em relações abertas (leia-se: estão em frequências diferentes), a timidez atraiçoa-os, [etc e tal]. E por isso é-lhes mais fácil irem directos ao ponto "quero encontrar um namorado/a, e é mais fácil encontrá-lo num lote de pessoas que também querem encontrar namorado/a".
O problema disto é precisamente aquele que faz os sites parecerem pouco confiáveis aos olhos de quem não está desesperado em busca de um amor: onde há pessoas frágeis, que se expõem, há aqueles que se vão aproveitar disso. E aí, perde-se todo o sentido de usar essas ferramentas para procurar amor, não é?
Eu não pretendo chocar ninguém com o uso do termo "desesperado", mas parece-me sempre que as pessoas mais zen são as que encontram as suas metades mais depressa. Talvez porque deixam as coisas fluir, as amizades acontecer, sem avaliar neuroticamente tudo a todo o momento -- o que torna a relação esquisita aos olhos dos outros, que acabam por se afastar antes mesmo de se conhecerem convenientemente.
Exemplo disto é um colega meu, investidor de risco num famoso banco Suíço, que um dia passou meia hora a conversar com uma menina numa festa e a convidou para um conhecimento mais profundo no seguimento da conversa. Soube nesse instante que a rapariga tinha namorado e, furioso, resolveu gritar-lhe: "Então porque raio estás a conversar comigo há meia hora?! Não me faças perder mais tempo" e saiu disparado. O amigo (em comum) que me contou esta história ficou tão boquiaberto quanto ela e desculpou-se como pôde. Hoje é uma história engraçada (no dia em questão não teve graça nenhuma :P), mas acho que diz muito da forma como diferentes pessoas encaram as relações interpessoais. Aliás, curiosamente, a amiga que me falou na sua intenção de usar um site de encontros tem a mesma profissão que o protagonista principal da história acima. Talvez seja o stress de serem imensamente lógicos o dia inteiro que os faz ter esta abordagem tão objectiva, ou a falta de tempo de que tanto se queixam, mas o facto é que não parece correr-lhes bem a procura pela cara-metade. No entanto, ninguém os pode acusar de não serem honestos.
Se confiassem mais em si e dessem tempo ao tempo, tudo seria diferente...
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