sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Futebol



Cheguei à conclusão que há um motivo pelo qual a tecnologia não é incorporada no futebol actual, de forma a esclarecer em tempo real o que é falta e o que não é, o que é penalty e o que não é, o que é amarelo e o que não é: a emoção. Futebol precisa de emoção para sobreviver. Precisa dos erros dos árbitros que geram as conversas de cafés, as argumentações aficcionadas, (os posts raros sobre futebol neste blogue). Para sobreviver à crise, o futebol precisa que os adeptos acreditem que só perderam o campeonato porque foram roubados (porque só assim compram bilhetes no ano seguinte, na expectativa de verem o seu valor reconhecido). Se os jogos fossem interrompidos e os penalties marcados com base nas imagens, se os amarelos fossem atribuídos depois de uma repetição, o futebol careceria de chama.

Portanto, não me incomodam os erros. Incomoda-me a memória selectiva dos adeptos adversários quando comentam os jogos.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Do orgulho



Encontrou-se comigo este mapa que alguém fez baseando-se nos diários de bordo de navios comerciais entre 1700 e 1800. E eu dei comigo a sorrir porque éramos grandes. 

Um dia... isto dá uma guinada de novo. 

Não façam por menos ❤




terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Pedidos versus objectivos



Chegamos ao último dia do ano. E há uma tradição a cumprir. E eu gosto de (algumas) tradições. Gosto especialmente de traçar os objectivos para 2014, nesta época do ano. Gosto de ver família & amigos completamente absorvidos nos seus sonhos, enquanto escrevem. De lhes perceber os sorrisos no rosto enquanto se perdem nessa vida mágica em que pelo menos naqueles minutos acreditam. De saber que não há medos que povoem os seus pensamentos: são homens e mulheres confiantes do que querem, e são felizes por isso. Tenho sempre a sensação que se prolongassem aquela sensação o ano inteiro conquistariam o mundo. 

Gosto de pensar na lista não como um conjunto de pedidos atirados ao ar, mas como um conjunto de objectivos que acreditamos poder alcançar. Afinal, focar ajuda o cérebro a revelar ao seu portador mais e mais coisas que suportem o alvo do foco. Assim ao jeito de um carro que queremos comprar e começamos a ver em tudo quanto é lugar, ou aquele relógio pelo qual nos enamoramos e agora parece estar no pulso de toda a gente. Assim é com os objectivos: quando os focamos, começamos a ver aquilo que os apoia em todo o lado -- o que, convenhamos, dá um jeitaço. 

Então, se quiserem fazer parte dos sonhadores de pé no chão, as regras são as seguintes:
1) Não limitem os objectivos por não saberem como vão atingi-los.
2) Começar as frases por "Eu"; 
3) Não usar a negativa;
4) Usar o presente do indicativo;
5) Objectividade;
6) Adicionar o mês até quando se propõem a obter aquele objectivo.
7) Ver a lista com frequência. Já sabem que o cérebro tem de se envolver na busca.

Exemplos tradicionais errados:
1) "Ser feliz": é muito vago, não implica acção e reduz logo a lista para um item. E, ainda que seja muito apelativo comer só uma passa, não vale.
2) "Não quero ser gordo": a frase está na negativa e é pouco objectiva.
3) "Ganhar o euromilhões": pouco objectivo, não há referência a valores.

Decompôr o "Ser feliz" nas esferas física, emocional e financeira permite-nos ser mais específicos. Por exemplo:
1) "Eu peso x Kg, até Maio de 2014." Inclui logo uma série de outros compromissos que podem ser transformados em objectivos, como: "Eu frequento o ginásio/faço caminhadas/salto à corda/..., três vezes por semana").
2) "Eu ganho x euros/mês, até Junho de 2014." (Que podem vir do que calhar: um aumento de sálario, um novo emprego, uma novo negócio, ou mesmo dos juros do prémio do euromilhões :) )

[Nota adicional: se vos fizer confusão usar o presente do indicativo com uma data futura, simplifiquem mantendo as frases no presente e eliminando a data].

Já perceberam a ideia... Inspirem-se e Feliz 2014! :)