quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Milagres de Natal

Que surpresa absolutamente ADORÁVEL da companhia aérea WestJet (não vamos pensar no retorno que esperam. Dediquemo-nos ao que sentiram aqueles que levaram a cabo esta missão e ao que sentiram os alvos dela). 

Antes dos passageiros de um voo especial entrarem no avião, o Pai Natal perguntou-lhes o que gostariam de receber de presente natalício. No destino, os presentes pedidos apareceram na passadeira rolante que viria a devolver-lhes as malas... Awwww!! Imaginem as carinhas deles. Aliás... não imaginem: assistam ao vídeo!



Pai Natal, devolve o sorriso à Pequeñina.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Alguém viu esta senhora?

A Pequeñina está a passar por um momento indescritível de dor porque a sua mãe está desaparecida desde sexta-feira, 6 de Dezembro. Foi vista pela última vez na zona do Pálacio de Cristal no Porto. Vestia-se de casaco polar azul, calças e sabrinas azuis. Se alguém pensa que a viu (no Porto ou noutro lugar do mapa) por favor entre em contacto com a família através do número na imagem:

Todas as informações são importantes para reconstruir o caminho que terá feito e chegar até ao paradeiro actual desta senhora. Divulguem esta informação nos vossos blogues e facebooks, por favor! A página no facebook é esta (clicar para abrir).

Um beijinho muito grande à Pequeñina e toda a sua família, para que acordem deste pesadelo o quanto antes :(



sábado, 7 de dezembro de 2013

Do Amor incondicional



Foi hoje que ouvi um amigo dizer que Ama incondicionalmente uma mulher. Disse-o ao meu lado, enquanto dividíamos uma garrafa de vinho e uma chouriça assada cortada em fatias pequeninas. Uns minutos antes, enquanto eu procurava desesperadamente palitos na minha cozinha para poder picar a chouriça, ele já me tinha dito que anda um bocado em baixo.
Andar um bocado em baixo e Amar incondicionalmente alguém são duas expressões que normalmente dão as mãos.O Amor sem condições não é Amor, é uma desistência de nós mesmos. Enfim, talvez também seja, no verdadeiro sentido do termo, uma infantilidade.
Digo-o, porque foi com a idade (talvez até tardiamente) que percebi a coisa. Agora só Amo com condições, sendo que a maior condição de todas é ser Amado também. Sem essa condição, o melhor que pode acontecer ao interesse por uma mulher é ser isso mesmo: um interesse, uma investigação, uma eventualidade.
Amar incondicionalmente já me aconteceu. Apercebi-me do erro quando dei por mim a mergulhar esse Amor em alguns copos de vinho, como estes que bebíamos hoje, mas sem chouriça, sem palitos e sobretudo sem amigo ao meu lado. O Amor incondicional é a mesma coisa que a solidão, porque quem Ama sem condições não se faz desejado por ninguém.
O vinho, tal como o Amor, deve ser sempre partilhado. E um amigo com quem dividir uma garrafa é bem mais importante que um Amor impossível.

Bagaço Amarelo 

Da (in)segurança



Recentemente esbarrei-me num casal de namorados. Viriam a sentar-se ao meu lado no avião e chamaram-me a atenção pela conjugação bonita que faziam. Ela tinha um toque especial, motivado talvez pelo cabelo longo e meio descontrolado que embonecava um rosto delicado e muito bonito. O que a fazia bonita desvaneceu-se rapidamente, quando perdeu o sorriso e lhe deu indicação com os olhos para que se sentasse ao lado da janela, deixando livre o lugar ao meu lado.

Uma mulher insegura perde metade do seu charme. Talvez ela o tenha percebido também porque me ofereceu gomas assim que ocupou o espaço vago. 

Concidentemente reencontramo-nos de novo na viagem de regresso. Pela segunda vez, e apesar de não ter reservado o lugar em que me sentaria. Ele conversou comigo dois minutos sobre a enorme coincidência, enquanto ela decidiu não mais levantar o olhar do ecrã, evitando a conversa. 

Eu achei giro ter encontrado as mesmas pessoas naquelas circunstâncias. Gostava de ter podido retribuir a amena cavaqueira sem sentir que estava a ferir o elemento feminino do casal. Talvez no final da viagem tivessemos descoberto aquilo que temos em comum, que nos levou ao mesmo país, na mesma altura, para uma viagem tão curta. Mas a atitude dela obrigou-me a proteger-lhe a insegurança. 

Não sei se as pessoas são felizes assim, a evitar conhecer pessoas novas com medo que os fantasmas da sua cabeça tomem lugar na vida real. Mas acho que não; viver com medo nunca é saudável.