sábado, 23 de novembro de 2013

Aventuras no ginásio

Temo que isto me aconteça a cada sugestão dos instructores para que eu faça um novo aumento dos pesos usados nas aulas de Body Pump. 


Mas lá tenho sobrevivido.

Da vida



Adoro as histórias de pessoas que atravessam montes e vales para encontrar a serenidade. Pessoas que não têm medo de se encontrar com a parte mais feia de si, para a fazer cair aos pés da parte mais doce. 

Da mesma forma irritam-me solenemente pessoas que acabam cada frase com "burro velho não aprende línguas". Como se mudar tivesse data de validade. A preguiça é lixada...

Do respeito



Respeitar, quando estamos de acordo, é muito fácil. Difícil é respeitar quando discordamos de uma opinião, de uma intenção, de uma escolha. Mas respeitar verdadeiramente alguém é precisamente isso: não acusar, não perseguir, não atormentar, quando a nossa opinião é divergente da dos outros.

Todos os dias tomamos decisões que podem mudar as nossas vidas para sempre. As decisões erradas fazem parte do pacote de crescimento. E fazer birra porque alguém quer seguir um caminho que nós não escolheríamos, depois dessa pessoa ter ouvido os argumentos a favor e contra dessa opção, não é protecção. É invasão da liberdade alheia na escrita de uma história pessoal.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Do tédio


Quando me sinto entediada não partilho com ninguém. Sempre acreditei que esta vida é -- há que admitir -- qualquer coisa de extraordinário; e se consigo sentir-me entediada durante esta viagem é porque eu sou aborrecida, não a vida. E isso é coisa que não gosto de admitir. 

Nesses momentos dou por mim a pensar no que levou o meu cérebro a desligar-se, a querer apenas atirar-se para um sofá a ver séries umas atrás de outras -- como se vendo vidas alheias a ser vividas eu pudesse viver através delas naquele instante. E geralmente as conclusões são semelhantes. Nesses momentos estou a fugir de alguma coisa. De uma tarefa que não quero cumprir, de um sentimento que não quero sentir [e como as saudades me minam...]. 

E não há nada que me desperte mais do que recusar-me a aceitar que não posso fazer nada, e vencer por KO o que me desviou temporariamente de ser feliz.