quarta-feira, 25 de setembro de 2013

O Verão foi mesmo embora?!


Nem até logo, nem até para o ano. Passou o testemunho ao Inverno, sem consideração nenhuma pelo Outono, e deixou-me a suspirar pelo quentinho e pelos os dias ensolarados. Não se faz.

Da aprovação alheia




Algumas pessoas não acreditam em si mesmas até que alguém confie nelas primeiro. E desta forma, aparentemente inofensiva, colocam todo o seu potencial no reconhecimento de outrem. E voltam a cair assim que o reconhecimento não chega, não é absoluto, ou muda de direcção. 

Pessoas que não acreditam em si, minam a si mesmas. E não raras vezes atribuem a culpa da sua falta de auto-estima a alguém que as fez voar e depois não as segurou. Não compreendem que um elogio não é um pedido de casamento, o reconhecimento não é uma proposta de trabalho, e uma crítica não passa de uma opinião.

Quem somos, para onde vamos e o que queremos são perguntas que exigem respostas que não podem ser dadas por mais ninguém senão o próprio. O nosso potencial somos nós quem define.

Crónicas das férias #7


Os momentos que vivi cá por casa, e que resultaram da interacção dele com os meus pais, encheram-me o coração. De mimo, de riso, de alegria. Não só porque foi claro que se entenderam bem, mas porque era muito fácil que tivesse sido difícil, chato, e... silencioso: os meus pais não falam inglês (ainda que a mamã esteja a aprender), e ele não fala português (ainda que esteja a aprender). 

Quando eu estava presente, fazia de tradutora. Quando me distanciava por algum motivo, eles não se calavam. Do lado deles a capacidade intuitiva e as palavrinhas que a minha mãe conhece e a fazem adivinhar a frase completa pelo contexto. Do lado dele o smartphone e um programa de tradução em tempo real -- que dava mais tiros ao lado do que certeiros e causou inúmeras gargalhadas. 

Ele e a minha mãe aprenderam especialmente um com o outro. Ele fazia perguntas e copiava-lhe a pronúncia. Ela repetia o processo e aventurava-se mais do que ele. E nunca vou esquecer a carinha dele de "aiii o que ela disseeee", como os miúdos, quando a minha mãe trocou a pronúncia de sheet por shit e beach por bitch. E lá ao longe só o ouvia dizer: "No, no, no, noooooo" entre risos familiares que enchiam a casa.

Durante vários dias ele não conseguiu ouvir a diferença entre também e tudo bem, esta e está. E quando achou que tinha domado essas palavrinhas apareceu o este e o isto. 

E depois de dez dias cheios, 
mal posso esperar por cenas dos próximos capítulos  

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Escolhas, sempre as escolhas...



É muito difícil sermos infelizes quando o nosso pensamento habitual reside em coisas felizes. Mesmo que sejam memórias que não podemos recuperar, pessoas que perdemos na imensidão do tempo ou do espaço, a felicidade que encerra o pensamento na coisa certa é avassalador. Abraça-nos como uma brisa doce de Verão; ensina-nos a olhar com esperança para o futuro e coloca-nos no rosto aquele sorriso de quem está perdido no tempo que atinge, forte e positivamente, todos aqueles que o vislumbram. 

Não há dúvida em mim, de que a atenção focada obriga-nos a encontrar detalhes. Detalhes que se multiplicam, que prendem, que perpetuam um momento que poderá ter sido breve mas se expande dessa forma na nossa memória. 

E sem sair da nossa mente engrandecemos ou definhamos em função do que escolhemos prestar atenção nas galerias da nossa mente. E, reflexo dessa opção, saimos de casa para enfrentar um novo dia de peito feito, poderosos, ou de ombros caídos, derrotados.