quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Crónicas das férias #4



A primeira vez que se viram o meu cão ladrou-lhe por cinto minutos, ao fim dos quais parou, rendido ao facto de estar a ser ignorado (por todos). A partir daí foi um festival de festas, de perseguições na relva, de barrigas para cima e lambidelas. E foi o último ponto que motivou muitos "Pxxt!" ao saco de pêlo e muitos "That's OK, he's so cute!" da vítima que caía nas malhas do truque mais velho da espécie canina: ser fofinha. 

As lambidelas que lhe dedicava no final do dia eram tão metódicas e prolongadas que uma vez, entrando na sala, me deparei com o braço dele completamente brilhante de baba. O serviço teve de ser enaltecido, tendo em conta o tempo dispensado pelo meu pequeno cão em tão extenuante tarefa. É que o peludo tem 5 Kg e o alvo tem uns braços com área de superfície correspondente à sua generosa altura.

- What the heck is going on? - perguntei em jeito de reprimenda aos dois.
- Pre-shower! - respondeu divertido.

Ninguém lhe(s) resiste. 

Medos irracionais




Ninguém merece acordar para um duche revitalizador e terminar a fazer equilibrismo nas laterais da banheira, porque uma aranha gigantesca achou por bem dar o ar da sua graça. Tentei afogá-la, sem dó nem piedade, e fazer com que se perdesse pelo ralo abaixo, mas era demasiado gorda para passar pelos furos (!), mesmo quando se transformou numa bolinha.

Felizmente percebi que tinha companhia apenas no final do duche, senão teria ido com bolinhas de sabão no cabelo para a reunião. 

Ela faleceu. Mas parece-me que vou ter de chamar os bombeiros para tirar o ser dos infernos da minha banheira de onde fugi. onde o deixei para não me atrasar.