O acto de pensar tem um objectivo: permite-nos explorar um número (virtualmente) ilimitado de possibilidades sem efectivamente mexermos um músculo. Mas na realidade, como já foi provado, quando pensamos afectamos o nosso corpo. Um atleta que (também) se imagina a treinar tem melhor performance do que outro que não o faz. No entanto, levar esta vantagem ao extremo de viver apenas dentro da nossa imaginação é um erro.
Os pensamentos apoiam-nos ou são os nossos críticos mais vorazes dependendo do género a que damos entrada nas galerias da nossa mente. Os pensamentos negativos prendem-nos na nossa própria imaginação, na elaboração de um sem fim de cenários exponencialmente mais assustadores. Afectam-nos de tal forma que nos tornamos letárgicos, assustadiços, desconfiados. E tudo o que nos limita a acção, impede-nos de retomar o balanço na aventura da vida. Por outro lado, os pensamentos positivos fortalecem o nosso desempenho, libertam a nossa criatividade, tornam-nos corajosos -- porque já vencemos, múltiplas vezes!, dentro da nossa mente!
E se acham que pensar positivo é um desafio, experimentem quebrar o filme dos pensamentos negativos da forma mais ridícula possível. Quanto mais absurda a metodologia, maior o impacto positivo que terá. Imaginem por exemplo um pequeno urso de peluche enfiar uma espada de madeira no olho da imagem negativa agora transformada num monstro. Imaginem uma pedra certeira bem no meio da testa do Golias. Não importa o que fazem [ouvir música brasileira, especialmente pagode, para mim é infalível], importa que vos faça rir e quebre a sequência negativa em que se viram retidos e vos envolveu numa teia de pessimismo que vos impede de agir.
Voltemos então a ser crianças e a desejar ardentemente uma bicicleta que nos devolva o embalo no percurso da vida. Vamos acreditar que aparecerá, sim!, no pátio lá de casa independentemente da quantidade de nãos ouvidos até aí.
Até porque, geralmente... aparecia ;) ❤



