sexta-feira, 31 de maio de 2013

Escolher ser feliz



O acto de pensar tem um objectivo: permite-nos explorar um número (virtualmente) ilimitado de possibilidades sem efectivamente mexermos um músculo. Mas na realidade, como já foi provado, quando pensamos afectamos o nosso corpo. Um atleta que (também) se imagina a treinar tem melhor performance do que outro que não o faz. No entanto, levar esta vantagem ao extremo de viver apenas dentro da nossa imaginação é um erro.

Os pensamentos apoiam-nos ou são os nossos críticos mais vorazes dependendo do género a que damos entrada nas galerias da nossa mente. Os pensamentos negativos prendem-nos na nossa própria imaginação, na elaboração de um sem fim de cenários exponencialmente mais assustadores. Afectam-nos de tal forma que nos tornamos letárgicos, assustadiços, desconfiados. E tudo o que nos limita a acção, impede-nos de retomar o balanço na aventura da vida. Por outro lado, os pensamentos positivos fortalecem o nosso desempenho, libertam a nossa criatividade, tornam-nos corajosos -- porque já vencemos, múltiplas vezes!, dentro da nossa mente! 

E se acham que pensar positivo é um desafio, experimentem quebrar o filme dos pensamentos negativos da forma mais ridícula possível. Quanto mais absurda a metodologia, maior o impacto positivo que terá. Imaginem por exemplo um pequeno urso de peluche enfiar uma espada de madeira no olho da imagem negativa agora transformada num monstro. Imaginem uma pedra certeira bem no meio da testa do Golias. Não importa o que fazem [ouvir música brasileira, especialmente pagode, para mim é infalível], importa que vos faça rir e quebre a sequência negativa em que se viram retidos e vos envolveu numa teia de pessimismo que vos impede de agir. 

Voltemos então a ser crianças e a desejar ardentemente uma bicicleta que nos devolva o embalo no percurso da vida. Vamos acreditar que aparecerá, sim!, no pátio lá de casa independentemente da quantidade de nãos ouvidos até aí. 

Até porque, geralmente... aparecia ;)  ❤

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Sonhos e a mão da vida


Dois anos depois de tirar um curso superior percebi que não me sentia realizada. Formei-me com honras, mas não me prepararam para lidar com o sofrimento daqueles que precisavam da minha ajuda. E essa foi tarefa que não consegui completar com eficiência. 

Quis mudar de vida. Voltei a olhar para cursos superiores, solicitei reuniões com directores de curso. Mas o que nem toda a gente sabe é que nessa fase abri a página oficial de acesso a um sonho antigo. Consultei os requisitos. Em teoria cumpria todos. Na prática... estatelei-me ao fundo de algumas dezenas de escadas e parti o cotovelo esquerdo nessa mesma semana. Na altura achei que estava óptima. O senhor que assistiu à cena de filme, que eu vivi em câmara lenta, correu na minha direcção [enquanto lhe ouvia uns "Ai meu Deus, ai meu Deus"] e ficou muito aliviado por eu não ter o rosto desfeito. Aparentemente estava à espera de me ver coberta em sangue o que me fez soltar uma gargalhada -- claramente não tive noção do perigo em que me vi envolvida. Aproveitei o riso rasgado para lhe perguntar se tinha partido algum dente. Disse que não (na verdade lasquei um, mas ele não notou). No hospital uma enfermeira perguntou-me muito irritada se não tinha idade para saber que não devo andar de carro sem cinto. Naquele instante lembrei-me do cinto que não colocaria: o de piloto no cockpit de um aparelho voador. A minha integridade física era um pré-requisito que agora não cumpria. 

Às vezes penso se esse episódio que impediu a minha candidatura à Força Aérea terá acontecido por um motivo de força maior. Se a vida quis orientar-me no sentido certo e para isso teve dar-me um empurrãozinho [nas escadas]. Acabei por ir às reuniões com os directores de curso, e em vez de iniciar uma nova licenciatura fui convidada a iniciar doutoramento, e com ele uma aventura extraordinária pelo mundo científico.

Mas outras vezes olho para trás e penso: "Um dia ainda vou aprender a pilotar".


Words of wisdom


segunda-feira, 27 de maio de 2013

Parabéns :')




Hoje é um dia especial. Daqueles em que os foguetes deveriam ser lançados desde o nascer até ao pôr-do-Sol. Daqueles em que os passarinhos se organizam para dedicar sinfonias absolutamente perfeitas, e em que as estrelas decoram o céu apenas para ajudar na contagem de todos os abraços, beijos e sonhos que a Vida está prestes a oferecer a pessoas únicas. Porque hoje é um daqueles dias em que pessoas geniais, adoráveis e inesquecíveis comemoram aniversários. 

Hoje é um dia especial porque é o dia da Lia. Parabéns, querida!