quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Da vontade de viver






Os comentários no post do surf fizeram-me sorrir. Inconscientemente acho que todos buscamos um exercício que nos melhore o equilíbrio sobre as ondas [da vida]. 

E por um momento mergulhei na ideia da escola de surf -- no Verão em Portugal, no resto do ano noutro lugar mais quentinho. Acordar entre pranchas coloridas, Sol intenso e gente alegre, que se move, que acredita na Vida, que a vive intensamente. Cabelo molhado, pele morena, as gargalhadas dos amigos, refeições leves e o mar. Gosto disso. Gosto muito...!

Tantas opções deliciosas que a vida oferece e tanta vontade de experimentar todas!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Fuga ao medo, caminho para a felicidade.


Há sempre alguém que um dia nos pergunta o que é a felicidade, ou como se chega lá. E eu fico sempre hesitante na resposta a dar. A felicidade é tantas coisas encerradas num único sentimento. Não há uma receita infalível, estanque de pessoa para pessoa, mas posso dar a minha versão da felicidade.

Acredito que algumas coisas existem em comum entre aqueles que são felizes, e que o mais importante requisito é amor-próprio. Passamos imenso tempo sozinhos, pelo que é indispensável termos prazer na nossa própria companhia. Se não nos sentímos bem na nossa pele, se fugimos dos momentos de silêncio e buscamos constantemente a presença de outras pessoas para afastar esse sentimento de solidão, será muito complicado sentirmo-nos em paz para desfrutar a vida. Em estado de fuga tornamo-nos insensíveis a estímulos subtis: já não basta que a felicidade nos toque, para que a possamos sentir, é necessário um empurrão da felicidade para que consigamos reconhecê-la. Mas a felicidade encerra-se não raras vezes em coisas aparentemente pequenas, mas mágicas... 

Acredito que essa necessidade de fugir às conversas internas se relacione com um medo que não queremos admitir, com uma conversa sobre nós mesmos que não queremos ter. Provavelmente há um desencontro entre o que somos e o que vimos fazendo, que nos afecta. Um emprego que não nos realiza, uma acção que não reflecte os nossos valores, uma relação que não nos completa. Mas, mesmo que difícil, a confrontação entre a realidade actual e os nossos sonhos é essencial para que consigamos recuperar o mapa que nos leva até onde queremos chegar. Fugir desta análise só adiará a resolução do problema, alimentando a insegurança, o desconforto, a tristeza.

A receita para a felicidade bloqueia a acção do medo sobre as nossas decisões.
Torna transparente que somos mais capazes do que julgamos e mais fortes do que pensamos.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Do amor


A cidade que me aquece o coração, debaixo de neve neste momento, é assim como a da foto. Com espaços comerciais absolutamente lindos à beira-lago, uma extensão relvada a perder de vista, numa zona interdita ao trânsito que incentiva a caminhadas, a passeios de bicicleta ou simplesmente à conversa. Espalhados pelo imenso verde estão grelhadores públicos que convidam ao prolongamento do dia ao sabor de um churrasco. No ar música ao vivo, e na água barcos e motas-de-água para alugar. 

Naquela cidade senti o peso das saudades dos meus, do som do nosso idioma e descobri como a alegria se pode esconder em coisas aparentemente pequenas. Conheci pessoas maravilhosas, recebi abraços indescritíveis e fui imensamente feliz.

A cidade que me aquece o coração está demasiado longe neste momento, mas continuo a sentir-lhe o aroma, a textura e a temperatura da água. E cada pedacinho de mim me pede para voltar. 

Desta vez: com os meus.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Do surf



Tenho passado tanto tempo dentro de casa a escrever nos últimos meses que estou especialmente ansiosa pela chegada do Verão.

Note-se que eu sou uma apaixonada pelo frio, pela neve, pelo Outono/Inverno. Mas neste momento só me imagino a apreciar o Sol, a água, a brisa e umas férias. Mas férias de verdade: daquelas que encerram ciclos e nos fazem sentir completamente livres. Sem tarefas pendentes, sem preocupações em pano de fundo. 

Este ano para celebrar mais um ciclo que se fecha, gostava de aprender a surfar. Ou a aguentar de pé tempo suficiente para me divertir, vá. Esta fase tem sido um constante exercício de equilíbrio sobre as ondas. Muitas vezes caio, outras tantas tenho de sair da água e tentar de novo -- de preferência motivada a começar tudo de novo até vencer.

Verão, estou à tua espera. Eu e tu. Tu e eu. Temos comemoração marcada.
Vamos ser felizes juntos.