Será para mim sempre uma coisa surreal perceber que algumas pessoas preferem morrer a errar do que admitir o erro que lhes foi (educadamente) apontado e sobre o qual não têm uma palavra de defesa a dizer. Parece-me surreal que, sendo alertadas, tenham um momento de incerteza e preferiram fazer uma rápida sondagem sobre se será melhor continuarem a destilar veneno gratuito ou ponderar sobre o que dizem. E os colegas, que nem sabem do que se fala, respondem "claro que és uma óptima pessoa [como se isso tornasse alguém imune a cometer erros] e deves continuar a ser como és", incentivando-as a perpetuar o comportamento errado.
Não, meus amigos, não devemos ser perfeitamente imutáveis como se a vida não estivesse a passar por nós. As experiências têm como propósito único melhorarem o nosso julgamento e, consequentemente, as nossas (re)acções. Se não evoluímos dia-a-dia, o que andamos cá a fazer?
Não suporto gente que se recusa a evoluir.
Não suporto gente com ódios de estimação a pessoas que não conhecem, com quem nunca conversaram, de quem não sabem nada além do que lhes é possível deduzir.
A combinação das duas características é demais.


