domingo, 3 de fevereiro de 2013


A distância de minha casa à universidade mais famosa do país, em terras helvéticas, era de 10 minutos a pé. Entre a casa e o campus encontra-se uma floresta, com caminhos em terra batida e árvores centenáriasO Sol, o som incrível dos pássaros que cantavam, a civilização tão perto e tão longe e os bambis, como o da foto, que espreitavam de vez em quando entre as árvores eram autênticos pedaços de magia para mim.

Aquele percurso era o começo e o fim perfeito dos meus dias.
Aquele país é a descrição perfeita da vida que quero para mim.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Sobre a doação de medula óssea


O tópico é relevante e salva vidas. No entanto, custa-me ler por essa blogosfera que pessoas que, sendo compatíveis, não dão medula óssea são mal informadas, mal aconselhadas ou, mesmo, sádicas. 

Vamos lá ver, de forma muito simplificada: o processo de confirmação de compatibilidade genética não custa nada. Retiram-se cerca de 5 ml de sangue que servirão para fazer os testes entre dador e pacientes. Fácil, fácil (da perspectiva do dador). As complicações começam quando se trata do processo de dádiva de medula. A dádiva implica: 
- anestesia (não raras vezes: anestesia geral que traz riscos acrescidos);
- pequenas incisões na pele, sobre o osso pélvico, onde é introduzida uma agulha especial para recolher um litro de medula. 

Quando tudo corre bem entre os efeitos colaterais encontram-se: dor (de vários dias a alguns meses), fadiga, rigidez no andar, e sangramento no local da recolha (porque as incisões geralmente não requerem pontos). 

Ainda que a maioria dos dadores recuperem completamente em algumas semanas, cerca de duas pessoas em cada cem tem complicações sérias quer devidas a dano no osso, nos nervos ou no músculo daquela região. Há também os problemas que podem decorrer do uso da anestesia local ou geral.

Não devemos julgar uma pessoa que tendo um dia pensado ser capaz de ajudar, se recusa num momento específico da sua vida a avançar. Porque uma coisa é corrermos todos os riscos para salvar alguém que amamos, outra coisa é amar um desconhecido ao ponto de colocar a nossa saúde presente e futura em risco. O amor move-nos nas duas situações, mas se na primeira estamos completamente cegos relativamente aos riscos, na segunda situação ponderamos, a menos que sejamos completamente inconsequentes, sobre a nossa realidade profissional e pessoal (quem temos sob a nossa responsabilidade e se o nosso gesto altruísta relativamente a um desconhecido pode afectar a(s) pessoas(s) que dependem  de nós no caso de alguma coisa correr mal).

E hoje em dia, quando os salários das famílias portuguesas parecem reduzir-se todos os meses (porque o governo decide ou porque mais um membro do agregado familiar foi despedido) até as duas a três semanas de recobro são mais do que algumas famílias podem suportar. Um trabalhador que faz uso da sua força física (como um trabalhador das obras, por exemplo) pode ficar umas semanas com dores, pequenos sangramentos e rigidez corporal, sem ver o seu emprego comprometido? (E se tiver um acidente na rua durante o tempo de recuperação, tem maior probabilidade de morrer?) Pode arriscar ficar com danos permanentes, se um nervo for afectado? E nessa situação os filhos passariam fome? Ele mesmo, o seu futuro, seria afectado? Sendo a resposta "é uma possibilidade de cerca de 2% [o risco de acidente na rua não entra nesta percentagem]", é expectável que a pessoa se assuste e precise de mais tempo para decidir o que fazer  -- não dando o "sim" imediato que o doente e a sua família tanto aguardam. Atirar pedras a essa pessoa, especialmente sem conhecer os motivos que a fazem recuar, parece-me injusto.

"Com a mesma rapidez com que julgas, serás um dia condenado" li um dia algures. 
E acredito neste pensamento.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Perguntam e eu responto e volto a perguntar [reformulad0]



Regras:
1. Fazer uma lista com 11 factos sobre mim;
2. Responder às 11 perguntas que me atribuíram;
3. Nomear 11 blogs com número de seguidores igual ou inferior a 200, linkar os blogues neste post e avisá-los sobre o prémio;
4. Fazer 11 novas perguntas aos vencedores do prémio.

Factos sobre mim:
1. Gosto mais de ouvir do que de falar.
2. Adoro dias de neve e Sol brilhante.
3. Aprender é uma parte essencial do meu dia-a-dia.
4. Os meus alimentos preferidos são fruta e pão, e acredito que poderia alimentar-me apenas deles.
5. Não sou apreciadora de bebidas alcoólicas. A minha bebida preferida é água. (Vá, recomponham-se, não é assim tão invulgar.)
6. Gosto de participar de debates.
7. Sou carinhosa. Gosto de cobrir as pessoas importantes da minha vida de beijos e abraços.
8. Não dou segundas oportunidades a pessoas que perderam a minha confiança.
9. Sou competitiva. Já parti um dedo a jogar basketball e só disse aos amigos depois de terminarmos o jogo.
10. Não tenho medo algum de morrer mas sinto pavor de pensar em perder aqueles que amo.
11. Fui admitida em todas as entrevistas de emprego em que me apresentei.

11 perguntas que a Lia me fez:
1. Quente ou frio? Quente no Verão e frio no Outono/Inverno. Estações com clima trocado são enervantes.
2. Sozinho ou acompanhado? Depende do momento. Apesar da companhia daqueles que amo nunca ser demais, não raras vezes sinto necessidade de estar sozinha.
3. Longe ou perto? Mentira: longe. Gelados: perto.
4. Sexo ou amor? Amor.
5. Livros ou e-books? Livros (mas recebi os ebooks de braços abertos).
6. Praia ou campo? Campo.
7. Uma das anteriores ou cidade? Qualquer das anteriores ganha a cidade.
8. Música ou cinema? Cinema (com boa banda sonora).
9. Profissão? Cientista.
10. Irmãos? Não.
11. Quantos? Na minha imaginação tive um irmão mais velho. Na vida real sou filha única.

Blogues onde eu gostava de ler as respostas às perguntas que se seguirão:
(Brand New Start) (Responde só às perguntas novas, Lia*)
Escritora de cafeteria (O mesmo se aplica a ti, Aline :P :))
Elas vistas por ele
Lírio Selvagem
Somente eu

(Um, dois, três, quatro, onze.)

11 perguntas para vocês responderem:
1. Um hábito que gostavas de deixar?
2. Profissão de sonho?
3. Surpresa mais bonita que já te fizeram?
4. Característica que melhor te representa?
5. Gostas do teu nome? Se tivesses sido tu a escolher, como te chamarias?
6. Quanto tempo de existência tem a tua amizade mais preciosa?
7. Que idioma estrangeiro que gostavas de aprender e porquê?
8. Se não existissem impossíveis o que mudavas na tua vida já?
9. Qual a tua especialidade culinária?
10. Os teus melhores amigos conhecem-se entre si?
11. Em quantas cidades diferentes já viveste?


Let the games begin!

Até onde vai a crueldade humana


Um puzzle de 750 peças que montado não tem lados rectos e traz cinco peças extra que não encaixam em lado nenhum? Vai ser interessante...