domingo, 27 de janeiro de 2013

Dos malucos


O futebol move multidões e seria simplesmente um espectáculo fabuloso se não levasse algumas pessoas à loucura. Mais do que algumas, na verdade. Esta notícia é chocante e bate todos os recordes da irracionalidade. No entanto, partir cadeiras num estádio, insultar jogadores, atacar pessoas de outra filiação clubística é o quê, senão a mesma irracionalidade limada por um contexto social diferente? E por ser completamente reprovável, devia ser punida examplarmente por cá. Com uma multa daquelas de deixar os cabeça quente sem cuecas e uma proibição de entrar num recinto desportivo durante 10 anos. 

Não há paciência para malucos. Os clinicamente descompensados devem ser internados numa instituição médica!

sábado, 26 de janeiro de 2013


O ambiente de casa encanta-me. O aconchego e o conforto de casa passam também pela cozinha. O espaço quer-se funcional, rico em cor e aromas vindos de comida caseira e refeições partilhadas -- com a família e com os amigos. 

Percebo que ando a trabalhar demais quando... abro a porta do frigorífico e vejo o interior esmagadoramente branco. Que visão deprimente.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Tudo em que consigo pensar...


...depois de um dia inteiro [de um mês inteiro] de análise de dados para escrita de mais dois artigos científicos:


Vai ser assim, logo que o Sol espreitar com convicção  

As árvores e o fogo



Sempre que vejo uma árvore esqueço por momentos que vem maioritariamente do ar, e não do solo, como parece.

As árvores são feitas de carbono e água. E de onde vem esse carbono? Do ar -- do dióxido de carbono. O Sol, entrando na árvore, separa a molecula de dióxido de carbono: libertando o oxigénio (que regressa ao ar) e deixando o carbono e água a constituir a árvore. E de onde vem a água? Da chuva que penetrou no solo, mas veio do ar, do céu. Portanto, com excepção dos minerais, a árvore constitui-se de elementos que chegam do ar. 

E se pegarmos em pedaços de madeira e os colocarmos a arder numa lareira, o que acontece? O processo inverso ocorre: carbono (da madeira) e oxigénio (do ar) colidem de novo, fruto da entropia causada pelo calor, e apaixonados ficam juntinhos mais uma vez; enquanto a luz e calor intensos que se fazem sentir mais não são do que a libertação do Sol que havia entrado na árvore!

O fogo que nos aquece e brilha à nossa frente, é o Sol! 


[E esta forma de ver o fogo foi-me mostrada pelo Richard Feynman, um dos físicos que me fez olhar para a ciência não como um amontoado de explicações chatas nas sim como puro encanto.]