quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Futebol vs. Vida




Enquanto adepta de futebol não me incomoda ver ex-portistas viajar para outros clubes em Portugal. Tenho bem presente que os jogadores estão a ser pagos. Não estão a jogar por amor à camisola em dias de chuva e vento porque nasceram portistas [substituir referência pela do clube da vossa preferência]. Muito menos os jogadores estrangeiros.

E o amor não se compra. Se o clube não tem o poder de despertar esse sentimento no atleta, não caberá com certeza aos adeptos revoltarem-se contra ele. No máximo poderão revoltar-se contra a entidade e eles mesmos, porque não souberam criar o ambiente necessário ao enamoramento. Gostar e respeitar um jogador não é regozijar-mo-nos por vê-lo eternamente sentado num banco, para o castigar da intenção de ser mais feliz noutro lugar. Esta mania de nos esquecermos que os jogadores não são máquinas, são humanos com aspirações, desejos, objectivos, como todos nós...

E os adeptos de futebol estão para os futebolistas como algumas pessoas estão para mim, quando conhecem a minha intenção de viver fora de Portugal. Como assim, vais sair do país e não pretendes voltar, se tens emprego em Portugal? Como se eu ofendesse o país com o meu objectivo de sair, de crescer mais noutro lugar que me oferece melhores condições para isso. O meu país só teve de me ver nascer para que tenha de dar-lhe a minha vida (pessoal e profissional) em troca? O meu país não tem de me oferecer nada, mas eu tenho de amá-lo?

Por mais que eu goste de Portugal, sou mais feliz noutro lugar. 
E o meu coração pertence a quem o conquista. 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O poder do pensamento



asapSCIENCE é um canal no youtube que explica de forma simplicada, visualmente atraente e em menos de três minutos uma quantidade de conceitos científicos. Para quem acha que ciência é aborrecida, este canal promete mudar opiniões. O único senão é a ausência de legendas "oficiais". Mas o youtube tenta ajudar e, apesar da tradução não ser genial, dá para ficar com uma boa ideia do que é dito. Os vídeos são todos muito giros, convido-vos a espreitar [procrastinem com qualidade :)], mas começo por sugerir o tópico "O poder do pensamento". 

Chamou-me particular atenção os estudos com dois grupos de pessoas que pretendiam melhorar o seu desempenho como pianistas. Um dos grupos treinava efectivamente, enquanto o segundo grupo apenas imaginava o treino. O resultado foi incrível: as mesmas mudanças físicas aconteceram no córtex motor dos dois grupos de pessoas! Depois de 3 dias a precisão musical dos dois grupos era a mesma, e apenas depois dos 5 dias o grupo que treinava fisicamente teve melhores resultados. No entanto, quando foi dada oportunidade ao grupo da imaginação de treinar no piano, os resultados entre os dois grupos aproximaram-se, novamente, de forma muito rápida.

Também espantoso foi o resultado do estudo sobre aumento de força muscular. A experiência durou 4 semanas, após as quais o grupo que treinava fisicamente viu aumentada a sua força muscular em 30%, enquanto o grupo que apenas visualizava mentalmente o exercício físico viu a sua força muscular aumentar em 22%! Tal acontece porque os neurónios responsáveis por conduzir a instrucção do movimento são usados e fortalecidos nas duas situações (quando o movimento é executado e quando é imaginado), resultando em maior força muscular quando os músculos são realmente contraídos.

Cada pensamento muda a estrutura e fisiologia cerebral a nível microscópico. 
E se isto não é espectacular não sei o que será.




Lembram-se da minha paixoneta?


Facto: os ouriços-cacheiros são adoráveis

Motivação: tenho todos as razões para achar que um destes bichos seria feliz cá em casa. Pode comer os insectos sem restrições (especialmente no interior da habitação) e as minhocas, escaravelhos, lagartas, aranhas e lesmas do jardim com moderação. Um autêntico banquete. E só retribui em cuteness. Acho uma troca mais do que justa.


Pensar que tudo depende da nossa capacidade de sonhar...


...põe as coisas em perspectiva. É que, não raras vezes, os sonhos ficam em segundo plano à espera do melhor momento para se mostrar -- o momento com menos stress, o momento com menos trabalho, o momento mais tranquilo para se exibirem aos delicados raios de Sol de uma manhã Primaveril. 

Mas os sonhos não devem ser flores cultivadas em controladas condições de estufa. Devem ser resistentes, ao frio extremo, ao calor intenso, à chuva torrencial. Devem ser a nossa roupa mais quente, o nosso ar condicionado e o guarda-chuva, tudo ao mesmo tempo. 

Os sonhos devem empurrar-nos para vida, em vez de serem passarinhos assustados que se escondem a cada som mais estridente. Se um sonho -- destes, resistentes -- não nos guia, não nos faz companhia, cada vez que abrimos os olhos depois do descanso nocturno, então não temos direcção. 

E sem sem mapa e sem intenção, é complicado chegar aos lugares que só o coração parece conhecer, apesar de nunca ter visto.