quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Não é nada comigo mas incomoda-me na mesma.



Algumas pessoas ainda não perceberam que existe uma diferença entre ser frontal e ser agressivo. Há uma diferença entre ser sincero e ser rude. E não há desculpas, mascaradas de frontalidade, que justifiquem assumir uma posição mal-educada.

As vossas suposições não passam disso mesmo. Não julguem os outros pelas suas acções e a vocês mesmos pelas vossa intenções. Todas as pessoas cometem erros. Sejam mais educados na forma de mostrarem o vosso desagrado. Asseguro-vos que vão ser mais felizes. É que efectivamente pode dar-se a maravilha de influenciarem alguém positivamente, em vez de se colocarem a jeito para uma discussão infrutífera e infindável.


quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Deixem os miúdos brincar!


No outro dia ouvi parte de um debate sobre métodos de ensino em Portugal e a utilidade dos trabalhos para casa. Os defensores dos trabalhos para casa não se cansavam de repetir o aumento do tempo de interacção entre pais e filhos como argumento a favor. E eu só pensava na infância triste que devem ter tido.

O que eu entendo por interacção e tempo de qualidade passado entre pais e filhos é uma coisa bem diferente do que estar em frente a um caderno e um livro depois de várias horas diárias dessa mesma actividade, por parte da criança. A isso chama-se sedentarismo infantil. Interacção, para mim, tem de ser ao nível da conversa e gargalhadas, correrias, saltos e jogos das escondidas

Tive a sorte de sempre me sentir na escola como um peixe na água. Mas apesar da tranquilidade com que evoluí no percurso escolar, trabalhos para casa sempre foram para mim a única consequência (negativa) de frequentar aquele espaço. A esmagadora maioria das vezes não os fazia. E o motivo, era o seguinte:

Se eu sabia a matéria: os trabalhos de casa eram apenas uma forma de eu ter menos tempo para brincar -- brincar também estimula a inteligência, senhores. 
Se eu não compreendia a matéria: nem me cruzava o pensamento pedir a ajuda dos meus pais. Os meus pais incitavam-me a ser activa nas aulas: "Não deves sair de uma aula com dúvidas". Pelo que eu sentia que se tivesse cedido à tentação de não questionar alguma coisa por preguiça, então a responsabilidade de corrigir o erro seria minha também. Além disso, aquela ideia de escrever qualquer coisa apenas para mostrar que tentei nunca me agradou: serviria apenas para criar memórias erradas de resolução de uma questão a que eu não sabia dar resposta.

Portanto, na minha opinião os exercícios de qualquer espécie devem ser feitos na aula, na presença do professor, para que qualquer dúvida no método a aplicar seja imediatamente esclarecido pelo docente.  No caso do professor querer incentivar o gosto pela matéria, os trabalhos deveriam ser OPCIONAIS. 

Em casa, os míudos devem brincar e cumprir as actividades definidas pelos pais, pode ser?

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Words fail me




E ainda na saga da aprendizagem da língua inglesa:

- (...) So, his mom gave him a haircut! - disse eu.
- A mãe deu-lhe o quê? - perguntou a minha mãe.
- She cut his hair.
- Cortou-lhe o cabelo?
- Yes.
- E ficou bem?
- No, he hated it.
- O quê?
- He... -- incentivei a tradução palavra a palavra, com a minha pausa.
- Ele.
- Hated...
- Detestou.
- It.
- "It"?
- Sim: Ele detestou o corte de cabelo. -- completei.
- It significa corte de cabelo?!


Ensinar não é para todos.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Verdes e publicitários


Pelo bem da nossa carteira e do planeta, desligar os interruptores é movimento obrigatório.
As gerações mais jovens são bastante mais sensíveis aos problemas do ambiente do que as mais velhas. Talvez este publicitário tenha conseguido passar a mensagem de forma mais eficiente, aos mais velhos, desta vez.