sábado, 29 de dezembro de 2012

Da fé


Sou espiritual, mas não religiosa. Não vou à missa e não acredito numa entidade omnipresente que observa o nosso mundo. Mas acredito que há leis que nos regem cuja força ainda desconhecemos. Acredito que a nossa mente é criativa a um nível mais profundo do que supomos. E acredito que se acreditarmos em nós a Vida conspirará a nosso favor. 

Acredito que a Vida é o Amor. Acredito intensamente que essa energia nos une a todos, transforma qualquer pessoa e qualquer situação em pura harmonia. E acredito que esse Amor me une, não separa, de todos aqueles que têm uma convicção diferente da minha.


No novo ano eu quero...



...prestar mais atenção ao mundo incrível em que vivemos. Abrandar o ritmo. 
Manter a mente no presente e não no futuro.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Promessas de ano novo


Todos os anos, no rol de resoluções de ano novo de uma parte substancial da população encontra-se fazer exercício físico com regularidade.

Eu não sou diferente. Estou sempre cheia de planos e inscrita em aulas de Body Balance ou Pilates no início do ano, e ainda antes do primeiro trimestre terminar já está tudo resumido a várias horas de pé no laboratório, e a saltar à corda lá por casa.

Apesar de adorar aquelas aulas, que me equilibram a todos os níveis, nunca tenho tempo para as frequentar. Este ano, que se anuncia cheio de mudanças, terá de ser diferente. E a primeira resolução de ano novo é: 

Criar mais tempo para o meu bem-estar físico.
(Reminder: Running late does NOT count as exercise!)



quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Culturas diferentes... café divergente


Adoro café. Na Suíça conheci a Nespresso depois de vários meses de desgosto a cada tentativa de me deliciar com um expresso, e voltei a ser feliz. Como na geralidade dos países não-latinos, por terras helvéticas a intensidade de um café é a mesma dos nossos... hum... carioca extra suave. E chamam expresso ao que nós chamamos de balde de carioca extra suave.

O meu melhor amigo naquele país é Americano. Um sobredotado de 25 anos com dois cursos tirados em concomitância, um mestrado e um doutoramento prestes a ser concluído. Esta alma adorável, genial e de natureza super-divertida, que chegou à Suíça com o seu alargado conhecimento em café americano, resolveu um dia parar numa máquina self-service da universidade. Pressionou o botão uma vez, e outra e mais uma e mais outra, achando que havia um problema com o equipamento, dado o reduzido volume de café servido no copo. Desistiu da tarefa e dirigiu-se à menina da caixa registadora, que lhe perguntou o que pagava. E ele respondeu um expresso. Ela pegou no copo e, olhando para o seu interior, respondeu que seriam provavelmente 4 ou 5. Ele pagou 8CHF (cerca de 6.5€) pelo "expresso".

Eu não conseguia parar de rir quanto ele me contou, indignado, que em meia dúzia de goles bebeu o curto café. E ele não conseguiu parar de rir quando lhe contei que o conceito de um expresso Suíço era já, para um Português, um desperdício de água.