sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Nunca mais vou conseguir dormir
Tenho um nojo visceral por centopeias. Para mim são os bichos mais horripilantes do mundo e talvez da Europa. Nunca tive um contacto de primeiro grau com elas, mas não há muito tempo passei uma noite dos diabos por causa de uma. Eu vi-a a passear-se pela mobília, desapareceu, eu paniquei porque são venenosas, voltou a aparecer nas costas da minha mãe e eu ia sendo deserdada porque fugi em vez de retirar aquele ser dos infernos do casaco em questão. Safei-me porque a minha mãe concluiu que durante todo este processo de "está ali!, não, está ali!" ninguém a viu além de mim e portanto foi tudo produto da minha imaginação. Excelente.
Depois disso, fiquei dias e dias e dias a pensar que as ia encontrar em todo o lado. Na minha cama, no sofá, nas gavetas, na minha toalha de banho, you name it. Até hoje. Acordei com o despertador, e um segundo depois senti alguma coisa com o peso de uma pena cair-me na cabeça. Ainda meio a dormir a minha primeira reacção foi pensar "É uma centopeia" e instintivamente inclinei-me de tal forma que pudesse sacudir o cabelo. E uma centopeia ficou a olhar para mim em cima da almofada.
Eu acho que este episódio altamente improvável de acontecer, é a prova provada que aquela coisa da lei da atracção existe e anda aí para me lixar.
Pergunta do dia aos leitores -- Pausa para capucciono
Se pudessem voltar atrás, a um dia do vosso passado, escolheriam viver novamente um dia muito bom ou voltariam a um dia muito mau na expectativa de o alterar?
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Desafio 30 dias - Árvores
Adoro árvores velhas, que parecem sussurrar quando nos deitámos debaixo delas e de olhos fechados escutámos.
Vira e mexe apanho-me a pensar no que me move. No que me faz ir em frente, em determinada direcção. O Medo ou o Amor? Na minha opinião todos os sentimentos e respectivas acções derivam de um destes dois sentimentos. Admitir qual dos dois nos impulsiona pode mudar a nossa atitude perante um problema, uma tomada de decisão. Faz-nos repensar o caminho tomado.
É bom concluir que maioritariamente me movo em direcção ao Amor, em qualquer área da minha vida. Mas relativamente à última oportunidade de trabalho que me ofereceram, noutro país (que não conheço), não tem sido assim. Todos os argumentos mentais que uso para justificar um não mental a essa oportunidade, profissionalmente incrível, se escondem no medo. Medo de começar de novo tão longe. Medo de não me adaptar. Medo de perder momentos especiais dos que amo, se estiver tão longe. Medo.
E o medo não me pode vencer.
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