quinta-feira, 4 de outubro de 2012



Sei lá porque me pedem conselhos numa área em que obviamente não sou bem sucedida. Porque acreditam que a minha forma de pensar é tão acertada, quando na prática não sei que direcção tomar, sei apenas reconhecer os caminhos que não conduzirão ao Destino que procuro. Que todos procuram, pelo visto. O meu mapa assinala apenas caminhos errados e caminhos felizes com um ponto de interrogação na área de vida em que tal felicidade se dará. E eu sigo pelos últimos. Não num golpe de génio, mas na certeza de que é a única possibilidade que me trará serenidade interior.

Mas continuam a pedir-me conselhos. E continuam a fugir deles, com medo da solidão. E olham-me lá de longe com o orgulho de quem vê uma coisa preciosa que não tiveram coragem de perseguir. E eu suspiro, na esperança de que o caminho que o meu coração me obriga a seguir me faça feliz um dia.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

#Dia 1, 2 e 3 de Outubro - Flôr, Janela e Relógio

A Little M. desafiou-nos este mês e eu vou participar no desafio :)


Dia 1 de Outubro - Flôr:
Em minha casa, neste começo de Outono, a cor das flores ainda é encantadoramente Primaveril.





Dia 2 de Outubro - Janela:
A da alma é a mais importante. Mas esta também é muito simpática.




Dia 3 de Outubro - Relógio:
O maior da Europa, na Igreja de S. Pedro. Por estar na minha cidade do coração.






Pergunta aos leitores - Pausa do dia




Se ao entrarem num sótão velho e incrivelmente decorado, daqueles a que a cada passo corresponde o barulho característico de um piso em madeira, e vislumbrassem meio tapada, meio descoberta uma bola de cristal que poderia responder a uma, e apenas uma, questão sobre a vossa vida futura:

O que perguntariam?

Das recordações




E chegando o Outono chega também uma quantidade de recordações. De uma pessoa extremamente especial. Que não esqueço, independemente do número de anos passados. E salto mentalmente até ao Inverno, ao Natal e ao pinheirinho que ouvia os nossos telefonemas infindáveis, às cartas diárias que foram chegando à caixa de correio e só foram abertas quando cheguei de Paris, 15 dias depois daquela data festiva. Naquele dia, apesar do adiantado da hora não pude deitar-me sem beber cada uma daquelas palavras escritas. E pensar nessa época faz-me tão feliz quanto triste.

Há coisas na vida que não compreendo. Ter de afastar-me de pessoas que efectivamente adoro para seu próprio bem, provocando lágrimas de ambos os lados, é uma delas.