quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Das recordações




E chegando o Outono chega também uma quantidade de recordações. De uma pessoa extremamente especial. Que não esqueço, independemente do número de anos passados. E salto mentalmente até ao Inverno, ao Natal e ao pinheirinho que ouvia os nossos telefonemas infindáveis, às cartas diárias que foram chegando à caixa de correio e só foram abertas quando cheguei de Paris, 15 dias depois daquela data festiva. Naquele dia, apesar do adiantado da hora não pude deitar-me sem beber cada uma daquelas palavras escritas. E pensar nessa época faz-me tão feliz quanto triste.

Há coisas na vida que não compreendo. Ter de afastar-me de pessoas que efectivamente adoro para seu próprio bem, provocando lágrimas de ambos os lados, é uma delas.

♪ ♫




♫ Who's to say what's impossible and can't be found
(...)
I want to turn the whole thing upside down
  I'll find the things they say just can't be found





 

Das coisas que me fazem sorrir





Pessoas sem nada a esconder. Sem capas ou duplas personalidades. Que não se regem por joguinhos. Que não são o que os outros querem que eles sejam. Que são fiéis a si mesmos. Que gargalham de si mesmos. Pessoas que inspiram pela sua originalidade num mundo de cópias:
pela vontade de serem exactamente quem são.