quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Da tal energia [2 de 3]



  

 
"- Acho que não consigo aguentar mais um ano de processo. Eu agora queria uma intervenção divina. Queria poder escrever um abaixo-assinado a Deus a pedir para isto terminar.
- Então por que não escreves?
Expliquei a Iva as minhas opiniões pessoais sobre a prece. Ou seja, que não me sinto à vontade pedindo coisas específicas para Deus, porque isso me parece uma certa fraqueza de fé. Não gosto de pedir: "Será que o senhor poderia mudar isto ou aquilo na minha vida que está difícil para mim?" Porque – quem sabe? –  Deus pode querer que eu enfrente esse desafio específico por algum motivo. Em vez disso, sinto-me mais confortável a rezar por coragem para enfrentar tudo que acontecer na minha vida com equanimidade, seja o que for.
Iva escutou com educação e, em seguida, perguntou:
- Onde arranjaste essa ideia idiota?
- Como assim?
- Onde arranjaste a ideia de que não podes fazer um pedido ao universo com uma prece? Fazes parte do universo, Liz. És um pedaço dele, e tens todo o direito de participar das acções do universo, e de deixar claros os teus sentimentos. Então, diz qual a tua opinião. Defende o teu ponto de vista. Acredita em mim: no mínimo, isso vai ser levado em consideração.
- É mesmo? - Tudo isto era novidade para mim.
- É! Escuta, se escrevesses um abaixo-assinado para Deus neste instante, o que dirias?"

[in Eat, Pray, Love, tradução livre]


Aqui vamos nós! Eu e toda a minha intenção de racionalizar menos e sentir mais.

Da tal energia [1 de 3]




Ainda. Os meus pensamentos por vezes andam em círculos por mais tempo do que gostaria de admitir.

Há mais de um ano li o livro Comer, Orar e Amar, de Elizabeth Gilbert. Uma autora que conta, de forma muito engraçada, um pouquinho da história da sua própria vida -- uma vida que encontrou realização com a aplicação da fórmula acima enunciada. Apenas recentemente vi o filme resultante do livro. Apesar de ficar muito aquém da história escrita teve o condão de me relembrar de uma passagem que gostei muito e que de alguma maneira se relaciona com aquele post sobre a energia (whatever that is) que emanamos.

A autora escreveu, por brincadeira, um abaixo-assinado a Deus pedindo a concretização de determinado objectivo. Depois da exposição escrita, por mais de uma hora (até lhe acabar a imaginação) referiu nomes de pessoas que, concordando com o que estava escrito, também assinariam aquele abaixo-assinado. Por coincidência, ou pela energia gerada da profunda convicção em ser atendida resultante daquele processo de enunciação, o que vos for mais fácil acreditar, viu o seu objectivo concretizado logo de seguida.

Ora serve a presente introdução para comunicar que vou escrever o meu próprio abaixo-assinado, assiná-lo e completar a lista de assinantes com tantos outros nomes quantos conseguir lembrar-me. E que no processo me vou divertir tanto quanto me divirto quando formulo os meus desejos nas noites de passagem de ano. Porque há uma magia especial em (pelo menos tentar) acreditar no invisível.


Se algum dia este blogue vier a ser descoberto e estenderem a iniciativa aos vossos cantinhos, deixem-me o link porque eu quero escrever o meu nome na lista de apoiantes dos sonhos do mundo.


Das pequenas coisas que me fazem sorrir


Vejam mais aqui.

Gosto de caixas. Caixas de diferentes tamanhos, revestidas de diferentes texturas, geometrias e cores. De diferentes contrastes e formas. Não sei de onde me chega o motivo para tão profundo sorriso interno mas cada vez que olho um daqueles objectos, tudo o que vejo é um presente embrulhando uma magnífica surpresa. Tenho vontade de levá-las todas para casa.

Mas não precisámos sair em busca da melhor caixa quando queremos oferecer um presente especial (geralmente são elas que nos encontram, o não o contrário). Atentem na diversão que são os pequenos embrulhos na figura e aprendam a fazê-los:

1. Imprimam este esquema.
2. Depois imprimam este outro.
3. Colem-nos no verso de papel resistente, a gosto (ou imprimam o esquema directamente no papel escolhido).
4. Dobrem pelas linhas marcadas e, se necessário, divirtam-se em colagens sucessivas usando diferentes papeis de embrulho. A palavra de ordem é personalizar.

E nunca mais o embrulho de um pequenino presente será banal.





Bom dia!


Adoro bambu, é uma planta que me encanta e me deixa de sorriso nos lábios. Gosto da simplicidade da sua beleza e de fazer parte de um grupo que tem folhas todo o ano. 
Um Bom dia com a melhor banda sonora e que começa entre as folhas da planta mais verde do mundo (aos meus olhos).