quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Da natureza


http://beebiology.ucdavis.edu/HAVEN/honeybeehaven.html



Sempre sonhei em ter um pomar -- não o estabelecimento onde se vende fruta, mas um terreno plantado de árvores de fruto. Há magia do contacto com a Natureza e algumas das minhas mais bonitas recordações de infância têm cheirinho a uvas americanas. Os meus avós maternos e paternos sempre tiveram hortas generosas, mas a ideia de ter árvores de fruto variadas a rodear uma única árvore mãe com excertos de vários frutos sempre preencheu o meu imaginário. A estas árvores ainda acrescentava uma população de ouriços-cacheiros que são os animais mais adoráveis à face da terra -- excepto quando se encontram com o meu cão. Cão esse que também já teve um encontro de primeiro grau com abelhas (é um animal muito sociável), cujo número vem descendo assustadoramente a nível mundial.

No outro dia encontrei-me com o projecto vencedor do concurso internacional "Design do jardim amigo das abelhas" [numa tradução livre], cujo esboço podem ver ali em cima, promovido por uma prestigiada marca de gelados. O objectivo principal é encantar as pessoas que o visitem e incita-las a plantar o seu próprio jardim amigo-das-abelhas, contribuindo para o aumento do número destes pequenos polinizadores.

Claro que me perdi de amores pelo documento, cheio de esboços adoráveis daquele jardim, mas parte da magia chegava-me das recordações e daqueles sonhos de infância. Um dia... vou ter um pomar.



Das coisas que me acontecem com frequência e que eu adoro



Eu também te amo, café ♥.


Quando não estou atenta no momento em que a máquina de café finalmente o serve, a chávena movimenta-se um pouco com a suave trepidação do equipamento. Como resultado acabo com parte do café na face externa da chávena e com os deliciosos sinais que aquele me deixa quando encontra o respectivo prato.

Os turcos é que sabem (vá, é a aproximação possível)! O meu destino promete.


Da coragem




Quando era pequena pensava no futuro com alegria, com esperança (com certeza, direi) no que chegaria até mim. Sempre achei que chegaria, eu não teria de procurar ou desviar-me do meu plano. Teria, apenas, de viver o meu dia-a-dia na certeza que estava fadada a coisas grandiosas e nada mudaria esse destino.
Hoje, já cresci. Cresci até aquele ponto em que nos perdemos dos nossos sonhos e não sabemos que mapa era esse que parecia tatuado no nosso corpo e agora parece tão longe.
Quero acreditar que as coordenadas para o futuro que na infância eu sabia ser meu, foram absorvidas pela minha pele de tal forma que se tornaram invisíveis aos meus olhos. Mas estão ali. Aqui. Algures.


Bom dia!