Ontem deitei-me às 4.30h. Estive a trabalhar, em modo non-stop, depois de vencer o cansaço e a vontade de me deitar. Pensei que teria uma dificuldade imensa em acordar hoje, mas menos de 7h depois estava a despertar fresca como uma alface. Isto nunca acontece quando me deito antes da meia-noite...
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sábado, 27 de outubro de 2012
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Casas
Na Suíça adorei... tudo. Na verdade foi mesmo tudo. Mas no que toca às casas, gostava de destacar a cor com que invariavelmente pintam o interior das habitações: branco. Branco nas paredes, no tecto e com certeza também aplicariam a cor ao chão se não usassem madeira como material de eleição. Eu adoro a liberdade que esta cor traz ao espaço, a forma como se conjuga na perfeição com verdes, laranjas e toda uma gama de opções. Onde alguns vêem aborrecimento, eu vejo serenidade. Uma autêntica tela em branco para transformar de acordo com a nossa personalidade. Adoro.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Pequenos projectos
Não gosto de livros marcados - com marcadores, lápis e ainda menos com dobras na própria folha. Parece-me um atentado ao livro e à pessoa que pegue nele depois. Com o devido respeito não me interessa saber que parágrafo suscitou interesse ao leitor anterior.
Quando era mais nova, na tentativa de salvar os meus livros cometi alguns erros grosseiros, como colocar pedacinhos de natureza no seu interior. No dia seguinte lá estava o perímetro da flor ou folha que, enquanto secava, deixava a marca eterna de si mesma nas folhas do livro.
Quando esbarrei com estes marcadores engraçados lembrei-me imediatamente daqueles momentos e de como me teriam ajudado a não perder o marcador de papel, solto no interior do livro.
Que projecto fácil e divertido teria sido fazer alguns destes marcadores da imagem.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Aquela ideia "faz o que eu digo, não faças o que eu faço" ou as desculpas usadas a torto e a direito são das coisas mais cansativas da humanidade. Seria genial se todos percebessem isso.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Passagens da minha vida
Quando olho para o lado emocional da minha vida, tenho a sorte de ver coisas muito muito bonitas. Tive muita sorte com as pessoas que conheci. Uma em particular foi-me trazida à memória quando lia um post do MS. Pensando na resposta à pergunta que fazia, recordei a minha própria vida, a minha história.
Um amor platónico, daqueles tão bonitos, tão intensos, tão extraordinários, que não parecem reais e por isso mesmo nos assustam. Aquele género de amor que nos faz ficar acordados pela madrugada a conversar por mensagem. Aquele género que faz com que as conversas terminem apenas quando um de nós adormece enquanto espera, com o telemóvel em cima do peito, pela mensagem que chegará do outro lado. A nossa amizade era imensa, a nossa presença na vida um do outro era absoluta. Um dia, fruto do erro gigantesco que representa sermos mais fiéis aos nossos medos racionalizados do que à nossa intuição, essa amizade foi interrompida. Com muitas lágrimas a rolar de um lado e de outro. Anos mais tarde, de completa ausência de comunicação, não resisti a enviar-lhe um email. Não tinha mais de uma frase mas gerou uma troca amarga de emails, que esclareceram tudo o que não foi dito anos atrás. Quando o vulcão de sentimentos naquelas palavras azedas acalmou, queríamos ver-nos. Eu mal podia esperar por rever o sorriso absurdamente lindo que tinha. Mas desmarcou. E voltámos a marcar. E eu desmarquei. E voltámos a marcar e novamente desmarcámos. E quando finalmente deixámos as desculpas de lado e conversámos sobre o porquê de estarmos a marcar e desmarcar constantemente, ele disse-me: "Não sei como vou reagir à tua presença de novo. Não posso correr o risco de passar novamente pelo mesmo. Da última vez precisei de anos para me levantar e desta vez acho que não me levantaria..."
E não nos vímos. Precisamente por ser tão forte o sentimento que lhe dedico que não posso correr o risco de o magoar com as minhas dúvidas existenciais. E eu sou cheia delas.
E ainda hoje eu penso nele com tanta alegria quanto tristeza. E desejo intensamente que esteja tão feliz quando eu desejo ser.
Esta semana está a ser intensa, cheia de trabalho, planos, renovada esperança.
Algumas coisas caem por terra (especialmente más coisas) e com força se erguem aquelas que eu esperava há meses. Agora é só esperar que estes bons ventos se mantenham!
sábado, 6 de outubro de 2012
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| Lago Camecuaro, México |
Pergunto-me a que se deve a capacidade de ilusão que nos abraça a todos. Se à necessidade de dar nome e motivação ao que sentímos, se à vontade de contrariar o destino que por vezes parece traçado. E nesta dualiade costumeira entre 'faço o meu destino" e "sou feita pela meu destino' cala-se a questão "o que quero da vida?" e chega a pergunta:
O que é que a vida quer de mim?
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
E por falar em episódios altamente improváveis...
...concluo que esta pontaria para viver situações surreais com bichos pequenos vem já da infância. A minha tia R. tinha uma caixa de bolachas sortidas em casa, como todas as tias têm. Um belo dia, fazendo uso da caixinha enquanto via os desenhos animados, meti uma mãozita no seu interior e de uma só vez coloquei na boca uma bolacha cravejada de formigas. Só olhei para a caixa que tinha na mão com olhos de ver quando me quis certificar que não comeria outra bolacha daquela qualidade nova.
E para quem não sabe: são picantes, assim ao jeito do gengibre mas para pior.
Nunca mais vou conseguir dormir
Tenho um nojo visceral por centopeias. Para mim são os bichos mais horripilantes do mundo e talvez da Europa. Nunca tive um contacto de primeiro grau com elas, mas não há muito tempo passei uma noite dos diabos por causa de uma. Eu vi-a a passear-se pela mobília, desapareceu, eu paniquei porque são venenosas, voltou a aparecer nas costas da minha mãe e eu ia sendo deserdada porque fugi em vez de retirar aquele ser dos infernos do casaco em questão. Safei-me porque a minha mãe concluiu que durante todo este processo de "está ali!, não, está ali!" ninguém a viu além de mim e portanto foi tudo produto da minha imaginação. Excelente.
Depois disso, fiquei dias e dias e dias a pensar que as ia encontrar em todo o lado. Na minha cama, no sofá, nas gavetas, na minha toalha de banho, you name it. Até hoje. Acordei com o despertador, e um segundo depois senti alguma coisa com o peso de uma pena cair-me na cabeça. Ainda meio a dormir a minha primeira reacção foi pensar "É uma centopeia" e instintivamente inclinei-me de tal forma que pudesse sacudir o cabelo. E uma centopeia ficou a olhar para mim em cima da almofada.
Eu acho que este episódio altamente improvável de acontecer, é a prova provada que aquela coisa da lei da atracção existe e anda aí para me lixar.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Vira e mexe apanho-me a pensar no que me move. No que me faz ir em frente, em determinada direcção. O Medo ou o Amor? Na minha opinião todos os sentimentos e respectivas acções derivam de um destes dois sentimentos. Admitir qual dos dois nos impulsiona pode mudar a nossa atitude perante um problema, uma tomada de decisão. Faz-nos repensar o caminho tomado.
É bom concluir que maioritariamente me movo em direcção ao Amor, em qualquer área da minha vida. Mas relativamente à última oportunidade de trabalho que me ofereceram, noutro país (que não conheço), não tem sido assim. Todos os argumentos mentais que uso para justificar um não mental a essa oportunidade, profissionalmente incrível, se escondem no medo. Medo de começar de novo tão longe. Medo de não me adaptar. Medo de perder momentos especiais dos que amo, se estiver tão longe. Medo.
E o medo não me pode vencer.
Mas continuam a pedir-me conselhos. E continuam a fugir deles, com medo da solidão. E olham-me lá de longe com o orgulho de quem vê uma coisa preciosa que não tiveram coragem de perseguir. E eu suspiro, na esperança de que o caminho que o meu coração me obriga a seguir me faça feliz um dia.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Pergunta aos leitores - Pausa do dia
Se ao entrarem num sótão velho e incrivelmente decorado, daqueles a que a cada passo corresponde o barulho característico de um piso em madeira, e vislumbrassem meio tapada, meio descoberta uma bola de cristal que poderia responder a uma, e apenas uma, questão sobre a vossa vida futura:
O que perguntariam?
Das recordações
E chegando o Outono chega também uma quantidade de recordações. De uma pessoa extremamente especial. Que não esqueço, independemente do número de anos passados. E salto mentalmente até ao Inverno, ao Natal e ao pinheirinho que ouvia os nossos telefonemas infindáveis, às cartas diárias que foram chegando à caixa de correio e só foram abertas quando cheguei de Paris, 15 dias depois daquela data festiva. Naquele dia, apesar do adiantado da hora não pude deitar-me sem beber cada uma daquelas palavras escritas. E pensar nessa época faz-me tão feliz quanto triste.
Há coisas na vida que não compreendo. Ter de afastar-me de pessoas que efectivamente adoro para seu próprio bem, provocando lágrimas de ambos os lados, é uma delas.
sábado, 29 de setembro de 2012
Vida extraterrestre?
É difícil olhar em volta e perceber o que se passa, de onde chegam tantas pessoas diferentes, tantas mentalidades diferentes neste pequeno pontinho cósmico no meio da imensidão do universo.
Demasiado filosófico? Não. Vocês não se perguntam se estamos mesmo sozinhos e se não quão mais inteligentes do que nós são os outros seres? É que eu fico cansada só de pensar nos aborrecidos cálculos probabilísticos à volta das duas possibilidades -- só porque todas giram em torno da distância a outros pontos, outras galáxias, e podem cair como baralhos de cartas se as tais civilizações forem mais avançadas do que nós e tiverem descoberto o que outros Físicos (humanos, pois claro) avançaram como teoria fundamentada: wormholes. Aquele termo que, numa tradução livre, mais não significa do que "buraco de minhoca" seria como um túnel-atalho com cada uma das suas saídas em pontos separados do espaço-tempo. Na prática, se encontrados, permitiriam que viajassemos do ponto A ao B infinitamente mais rápido. Ora, não parece esta uma boa justificação para que os extraterrestres não estejam dentro do "radar" que nós explorámos?
Além disso, como diria o Calvin:
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| "Às vezes acho que o sinal mais seguro de que vida inteligente existe no universo é o de que ninguém tentou contactar-nos" |
[Adenda: É natural que quem não foi formatado na adolescência, vendo os Ficheiros Secretos, não perceba da mesma forma este fascínio por teorias mirabolantes, como a dos ETs andarem por aí.]
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Às vezes fico a pensar como é estranho vivermos com alguém que não conhecemos inteiramente. Com quem convivemos diariamente e mesmo assim nos é desconhecido, pelo menos a algum nível -- sou estranha a mim mesma. Há todo um mundo dentro de mim, que sussurra de que sou feita, e que tendo a ignorar, a moldar, a sobrepôr com pensamentos racionais que me afastam de mim mesma. Na ilusão de que estou a evoluir, a caminhar por um trilho mais seguro, ponho de lado sonhos antigos, racionalizo-os até já não fazerem sentido a nível emocional e penso que assim me liberto deles. Até um momento, um instante de distracção da minha mente consciente, e aparece o eu subnutrido que fechei em mim mesma. E choro de felicidade por não ter morrido, e confusa porque apesar de a minha mente me dizer que aquele eu não sabe o caminho certo, só com ele me sinto segura.
Gomas, coisa do demo
É assim que me sinto cada vez que tenho gomas em casa. Não lhes resisto.
Por isso quando a S. me disse que sabia como fazê-las em casa e me ofereceu a receita só me faltou dar um passinho atrás e perguntar "Que tipo de amiga és tu? :-| "
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Vegetarianos
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| "Se os vegetarianos adoram tanto os animais, porque é que comem toda a sua comida?" |
Este engraçado dinossauro levanta uma questão pertinente. Mas mais engraçada foi a conversa que ouvi entre dois amigos, sobre mim, quando havia acabado de chegar ao estrangeiro. Entre a imensa simpatia e saber receber, não me faltavam convites para sair, conhecer a cidade, jantar ou simplesmente beber uma cerveja no bar da universidade como lhes era hábito às sextas-feiras à tarde. Num desses primeiros convites, daquele que viria a tornar-se o meu melhor amigo, respondi que não bebo bebidas alcoólicas. E fi-lo porque ninguém gosta de beber sozinho e eu não queria que se sentisse constrangido por não se ver acompanhado. A conversa entre os amigos, no laboratório onde eu acabava de entrar, versava o seguinte:
- A ABT não bebe e isso limita o convite para irmos a um bar sexta-feira à noite. - Disse aquele que viria a ser o meu melhor amigo.
- Não bebe, mas incomoda-se que bebas? - Amigo número 2
- Não... quer dizer... não sei... mas também não me importa: eu só bebo quando o rei faz anos.
- É muito chato sermos impedidos de apreciar um bom vinho durante um jantar. - Amigo número 2
- Não acho que se importe, mas foi muito rápido não tive oportunidade de perguntar pormenores.
- Enfim, lidar com alguém que não bebe é fácil! Se for vegetariana é que temos um problema...
E a conversa não continuou porque eu não contive uma gargalhada e eles, apanhados, finalmente perceberam que não estavam sozinhos no laboratório e riram-se comigo.
No país em que me encontrava, em qualquer restaurante era fácil encontrar opções vegetarianas no menu -- tão ricas e variadas que eu, mesmo não o sendo, frequentemente as pedia. Em Portugal não sinto a mesma facilidade e agora fazem-me falta.
Que bons restaurantes vegetarianos conhecem e recomendam?
Coisas muito relevantes do meu dia
É assim que me sinto: a fazer malabarismos para as coisas mais simples. Quem programou o microsoft excel sem adicionar a possibilidade de corte do eixo do Y devia levar 10 chibatadas.
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