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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

É Natal, é Natal


...não?
Desde que acordei tenho em mim a sensação de que hoje é dia de Natal!
É a luz do Sol e o friinho delicioso, (parece) não tardará toda a família me entrará pela porta. Só me falta colocar este CD a preencher o ambiente:




terça-feira, 25 de setembro de 2012

Qual é o problema?

Detalhe da escultura O Rapto de Prosérpina, de Bernini.


Não compreendo de onde vem a necessidade de algumas pessoas de regularem a vida dos outros sem motivo que sustente tal acto. Casos polémicos como a eutanásia ou a orientação sexual são apenas exemplos desta vontade humana em determinar o que será melhor para os outros punindo-os, se necessário, por uma acção que deveria ser pessoal, privada e respeitada. A punição pode ser física ou psicológica e deixa marcas igualmente profundas.

Hoje, enquanto almoçava, passava na televisão um programa sobre os bastidores de um show televisivo da Oprah, uma apresentadora norte-americana extremamente bem sucedida. Naquele momento a equipa encontrava-se em reunião e, no contexto dos temas dos próximos programas, foi proposta esta pérola televisiva: "Virgem aos 30 anos". A minha estupefacção, perante o tom de anormalidade, coincidiu com a pergunta da Oprah:
- Qual é o problema de se ser virgem aos 30 anos?!
E eu agradeci mentalmente por estar num mundo que ainda não pirou completamente.

Passámos do exagero das restricções à total liberdade de acção (seguindo a máxima A nossa liberdade termina onde começa a dos outros), mas agora vamos ultrapassar essa marca para o incentivo a que façamos como e quando vemos fazer? Parece-me absurdo que a sociedade julgue ser estranho e alvo de debate o facto de jovens adultos optarem por não iniciar a sua vida sexual tão cedo quanto vem sendo comum. Da mesma forma que algumas pessoas querem explorar os prazeres físicos assim que lhes é possível, outros preferem esperar até encontrar a pessoa certa com quem partilhar uma parte muito íntima de si mesmos. O que para uns é a coisa mais natural do mundo, para outros vai para além da experiência fisica entrando numa esfera quase espiritual. No caso dos últimos, encontrar a pessoa certa pode demorar mais tempo, mas é perfeitamente normal e saudável que sejam exigentes. A menos que exista um problema de auto-estima envolvido, que se reflicta na ausência de relacionamento emocional com outras pessoas, ser virgem aos 30 é um problema que não existe.

O que é que vocês pensam deste tópico?

sexta-feira, 21 de setembro de 2012



Normalmente não falo muito dos problemas que tenho, mesmo com os meus amigos do coração. Geralmente porque não os tenho -- eu sei que isto parece incrível, mas é verdade --  e quando os tenho não sei verbaliza-los. Primeiro porque tenho a sensação que estou a abusar dos ouvidos de pessoas com problemas mais graves. Depois porque tudo em mim é super racionalizado, e é muito difícil transpôr para palavras esse amontoado de pensamentos.
Quando criei este blog pensei que escreveria sobre tudo o que me cruzasse o pensamento. Seria uma forma de me livrar deste peso extra, mas isso não aconteceu. Se houver uma receita para abrir o bico, por favor dêem-ma, que eu estou a precisar.

Se incluir estes ingredientes, melhor.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Resina, anyone?


Estou há um tempão a tentar encontrar resina epóxi. É uma substância que se encontra em estado líquido, transparente, que com a ajuda de um catalisador se torna sólida. É usada para uma infinidade de objectivos, entre os quais a criação de arte, como aqui:

Os peixinhos são desenhados, é uma ilusão de óptica feita com várias camadas de resina. Espreitem o vídeo aqui.

O meu objectivo é mais simples. Estou a apontar num moleskine todas as receitas culinárias que fui descobrindo nos últimos três anos, com origem em diferentes países. Em associação às receitas adiciono pequenos desenhos, da árvore, do legume ou do fruto principal, ou apenas de um regador, de umas gotículas de água em tinta acrílica ou lápis de cor aquarelado.
Queria muito poder conservar algumas folhas verdadeiras de plantas essenciais, entre as páginas deste 'pequeno livro'. E para que a cor não se altere e a espessura se mantenha muito fina, envolve-las em resina seria perfeito. Na minha última incursão pelas papelarias e produtos para trabalhos manuais deste país, a senhora da loja ouviu atentamente a descrição do produto:

-- Bla bla, transparente e líquido. -- reforcei.

Lamentou não ter exactamente o que eu procurava, mas hossana nas alturas a minha saga estava prestes a terminar porque:
-- Temos um produto muito parecido!

E nesta doce ilusão levou-me até à secção das plasticinas e passou-me para a mão uma de cor castanha. E naquele momento eu so pensava naquela música cuja letra é apenas e só "I'm blue dabba dee-a dabba da da ba dee dabba die" mas as pessoas ouvem tudo menos isso:





segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Casa dos Segredos 3



A casa dos segredos começou e com o programa uma quantidade de opiniões de quem assiste e de quem não assiste.
Incomoda-me particularmente quem fala com fervor do que quer que seja, sem se informar minimamente -- especialmente se a informação está à sua frente e só não o fazem por príncipio. Por príncipio não olho para os acidentes na estrada, porque são hipnotizantes, porque fico absurdamente incomodada com a desgraça alheia e porque se a ajuda já lá está a única coisa que o meu abrandamento provoca é um ataque de nervos em quem está a tentar fazer um percurso num tempo razoável e se atrasa porque os da frente se deixaram hipnotizar. Diz a teoria que as pessoas tendem a observar um acidente como uma forma de aprendizagem subconsciente, evitando a mesma situação no futuro.
E qual é a diferença entre um acidente na estrada que as pessoas querem observar e um programa com gente real que as pessoas querem observar? Nenhuma. Não importa se o que se vai aprender é ao nível da sociologia ou a nível nenhum: as pessoas foram desenhadas para prestar atenção à envolvência. E se no conforto do lar já não há quem aguente os telejornais, que são autênticos mananciais da desgraça presente, passada e futura, não me digam que os Portugueses não podem desanuviar (ou contrabalançar) olhando para um programa que os faz rir. Se fosse ficção nacional, ainda se aceitava -- programas como o Camilo e Filho, Malucos do Riso e congéneres que estiveram no topo das audiências a determinada altura -- mas se for real e engraçado, porque a vida é engraçada quando se colocam tantas pessoas diferentes no mesmo lugar, aí já é a desgraça, o tormento de saber que os portugueses não lêem Saramago à hora da Casa dos Segredos. O que não afectou estas pessoas o ano inteiro, nesta altura passa a ser a luta da vida deles. "Mais Saramago, menos Teresa Guilherme!". A essas pessoas só tenho a dizer: espero que tenham estado presentes na manif de 15 de Setembro, essa sim importante para o país.

Quanto ao mais: relaxem, a vida são só dois dias.









quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Mistérios do (meu) mundo





Sou filha única, cresci a pedir um irmão e a determinada altura desisti. Os meus pais compensaram pela família numerosa que tiveram no ninho e decidiram que em sua casa reinaria a calmaria. Apesar desse desejo não concretizado a minha infância (e restantes fases) foi extremamente feliz. Passei-a com muitos amigos na escola, e primos na casa da minha avô materna depois das aulas. Não raras vezes raptava um dos últimos para dormir em minha casa, substituindo o irmão que não tinha.
Quando não podia brincar no exterior por estar a chover, os meus pais encarregavam-se de me distrair. Jogávamos muitas vezes ao esconde-esconde e todas as divisões da casa eram válidas. Quando era a minha mãe a contar, o meu pai escondia-me invariavelmente em cima do guarda-roupa do meu quarto e eu nunca fui encontrada. Ganhava sempre, porque era a última a ser descoberta. Na ronda seguinte tudo voltava ao normal e escondia-me debaixo da cama, atrás das plantas, dos cortinados, ou dos balcões da cozinha.

Depois de aprender a ler, os livros tornaram-se uma companhia viciante e os jogos de esconde-esconde dentro de casa tornaram-se cada vez menos frequentes.
Mas ainda hoje olho para os guarda-roupa embutidos com um olhar que diz "tss tss, quem te fez isso não percebe nada de crianças".


Mistérios do mundo


Adoro mistérios! Agrada-me que sejamos relembrados constantemente de quão pouco sabemos, de quão maior do que nós é este lugar onde vivemos e que possamos acordar todos os dias sabendo que podemos aprender uma coisa nova sem nunca ficarmos sequer perto de esgotarmos a lista de descobertas. Há dias conheci pela primeira vez o mistério das pedras navegantes nos Estados Unidos, perto da fronteira entre os estados da Califórnia e Nevada. Algumas pesando mais de 300 quilos, deixam um rasto em ziguezague atrás de si pelo menos desde 1948 mas nunca foram vistas em movimento apesar das inúmeras câmaras da NASA espalhadas por Racetrack Playa.
As primeiras teorias especulavam que seriam arrastadas por engraçadinhos durante a noite. Mas o rasto é perfeitamente liso, não apresenta sulcos e irregularidades que pedras daquele peso deixariam. Nesse caso, talvez fosse o vento... mas seriam necessários ventos de mais de 200 quilómetros por hora para mexer com estas pedras, num registo longe do obtido no local.
Perto da famosa Área 51, por si só outro interessante mistério alvo de inúmeras teorias, não faltou quem sugerisse que o movimento das pedras é levado a cabo por extraterrestres.
A NASA entrou em cena e tentou pôr termo a especulações, enviando um cientista munido de inúmeras câmaras que deveriam ser instaladas e deixadas no local até que o fenómeno acontecesse e pudesse ser explicado.

Os cientistas da NASA avançaram com uma super-racional explicação científica [que eu posso contar se vocês quiserem muito muito muito] que poderia explicar o que se passa, mas o facto é que apesar das câmaras instaladas no local ainda hoje não existe um registo do movimento, pelo que este mistério continua até que seja testemunhado por alguém!







sábado, 8 de setembro de 2012

Da coragem




Às vezes, tudo o que precisamos fazer é... ter coragem!
Não vai correr sempre bem, mas pelo menos guardamos a aprendizagem e... uma boa história para contar.



Cresci a ouvir que sou uma sonhadora, com tudo o que de mau aqueles que se preocupam comigo acham que essa característica traz associada a si. Dizem que sonho com coisas impossíveis, que pessoas assim não existem, que um mundo assim não é real. Mas é, é claro que é. Tudo o que sentimos em nós como verdadeiro tem de ter reflexo noutras pessoas. Porque as influenciamos a viver o seu conceito de impossível ou porque elas nos influenciam, este "fenómeno" não é único e empurra-nos a viver um ideal de vida mais alto do que nos dizem ser possível atingir.

Mas ser sonhadora não se reflecte apenas na visão que tenho do mundo: a face romântica também se mostra. Apesar disso nunca me cruzou o pensamento imagens de uma cerimónia de casamento, de um vestido de noiva ou de bebés, geralmente associadas ao imaginário feminino. Encanta-me, isso sim, a ligação entre duas pessoas e tudo o resto tem de ser uma consequência dele. Amo o Amor.

Mas tudo para dizer que apesar de nem sempre ser convencional dentro do meu romantismo, este adorável pedido de casamento conquistou-me e seria perfeito se o noivo tivesse uma participação ainda maior. A surpresa contou com mais de 60 pessoas, familiares e amigos do casal, o que tornou o momento em puro encanto. Espreitem:


 

A letra da música é um literal pedido de casamento que os familiares/amigos-dançarinos tentam interpretar na perfeição.


terça-feira, 4 de setembro de 2012


O que é que faço quando a tristeza quer agarrar-me por um pé?
Coisas absolutamente parvas mas adoráveis. E hoje vou encher a casa disto:





Assim.
[Oh... e ganhei o meu primeiro seguidor, do adorável blog da Little M.!*]

From the heart ❤


Querido diário,

Continuo a querer fazer tudo menos escrever a tese. Sinto falta da vida que deixei em pausa noutro país e de tudo o que lá continua à minha espera. Sei que é exactamente a tese que me vai levar de volta a esse lugar, mas por vezes a tristeza é mais forte que o impulso para me movimentar. Não sei bem de onde sai esta contradição entre os meus pensamentos e as minhas acções, mas gostava que se evaporasse num passe de magia.

Se por um momento pudesse fechar os olhos e abri-los nessa casa...

❤  ,
ABT


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Da ternura




E o abandono de animais, especialmente na altura de férias, continua.
Ontem à noite tocaram à campainha de minha casa. Os vizinhos que vivem no fundo da rua tinham nos braços um cão jovem, peludo e... abandonado. É certo que alguém sem qualquer consciência o deixou na nossa rua, mas não é menos certo que no meio dessa triste realidade se revelaram pessoas muito bonitas, e esse é sempre um espectáculo a que eu adoro assistir. O cuidado daquele jovem foi enternecedor. Mas enquanto se procurava um potencial interessado em adoptar o cão, era preciso encontrar um lugar onde pudesse dormir. A casa desse jovem é habitada por um pastor alemão pouco dado a convívios (e apaixonado pelo meu cão que é 10 vezes mais pequeno) e o outro vizinho tem dois dobermen. Não havendo perigo de ser comido durante a noite pelo meu rafeiro-caniche, ficou cá em casa. A brincar, a saltar e a... marcar cada árvore e cada vaso que encontrou, para fúria do meu cão que tinha de refazer o percurso e gastar o conteúdo da sua própria bexiga!

Hoje, que já eram bons amigos, tiveram de despedir-se. Encontramos um novo dono para o pequeno urso :)


domingo, 2 de setembro de 2012

Das coisas surpreendendes



Cyca revoluta

 
Descobrímos recentemente no jardim cá de casa uma planta macho. Do topo da minha ignorância eu nem sabia, até então, que tal existia. O novo elemento numa planta até aqui recatada levou-me a percorrer a internet em busca de uma justificação.
Reza a explicação que esta plantinha não só atingiu a maturidade, como se encontra no auge do conforto cá em casa (hurray!) e pronta para amar. Existindo uma representante fêmea desta espécie nas imediações, estará certamente a aguardar ansiosamente pela polinização. Mas sendo que o mundo se vê a braços com uma diminuição de obreiras e que as nortadas só atacam nas praias deste meu Portugal, descobri que seria ideal se o humano fizesse a vez daqueles insectos e:

1. Arrancasse o órgão reprodutor masculino da planta (sorry for the image folks!)
2. O sacudisse sobre uma planta fêmea.

How amazing is that?!

Eu até gostaria de contribuir para a obra do criador e assim ganhar uns pontos extra, mas desconheço o paradeiro de plantas fêmea nas imediações e explicar aos vizinhos que tenho de me certificar das partes íntimas das plantas dos seus jardins poderia ser... desafiante.

Nota para os curiosos: A foto que se segue é do aspecto de uma planta fêmea em momento romântico (ou: pronta a ser polinizada, como preferirem). Mais detalhes podem ser consultados aqui.




sábado, 1 de setembro de 2012

Da tal energia [3 de 3]



Conforme explicado aqui e aqui:


Querido criador da minha imaginação e de tudo o que a rodeia,

Ouvi dizer que tudo podes e tens planos para mim.
Estou certa que eles passam pelo meu trabalho em medicina regenerativa neuronal, segui todos os teus sinais sem saber que o eram. Se me encontro aqui, neste momento, é porque sempre colocaste uma placa nova nas bifurcações que fui encontrando pelo caminho apontando uma direcção que eu não planeava seguir. Certo, encontrei a minha paixão e agora vejo-a através de um vidro. Estou quase quase lá, mas assistindo a toda a acção ainda.
Eu sei que estás muito ocupado com maleitas de todas as espécies por esse mundo fora, mas se eu puder ajudar milhões de pessoas, ajudar-te-ei também: serão milhões de problemas a menos que chegarão aos teus ouvidos. Será uma situação win-win para os dois, em resultado do que para ti será um simples estalar de dedos.
Já tenho o conhecimento e a experiência. Neste momento tudo o que me separa de uma etapa que vai mudar a minha vida para sempre é a escrita dos artigos científicos que adiam a entrega da tese de doutoramento, e de defender esse mesmo doutoramento com sucesso ainda antes do final deste ano. Um processo normalmente demorado e que eu gostaria que passasse num piscar de olhos.

Aguardo impacientemente a visita dos teus angélicos ajudantes para acelerar este processo e me colocar num avião para o lugar certo. Eu sei onde fica.
❤,
ABT


E os assinantes:
MIF, AMT, IFF, AES, RES, JNS, FES, HEL, PESL, CML, NES, AC, AFA, MA, FAES, GES, RES, MES, JISS, MESS, GESS, MF, NMT, LFT, AFT, JCFT, GFT, SB, CTB, CB, minha querida família, que é tão mais feliz quando também o sou;
TG, AG, AG, G, ESR, FB, SC, AC, AC, EGM, GM, JT, RA, LM, DM, os amigos do coração e da alma que desconhecem por completo este blog;
Bruce A. Beutler, Jules A. Hoffmann, Ralph M. Steinman, Robert G. Edwards, Elizabeth H. Blackburn, Carol W. Greider, Jack W. Szostak, Harald zur Hausen, Françoise Barré-Sinoussi, Luc Montagnier, Mario R. Capecchi, Sir Martin J. Evans, Oliver Smithies, Andrew Z. Fire, Craig C. Mello, Barry J. Marshall, J. Robin Warren, Richard Axel, Linda B. Buck, Paul C. Lauterbur, Sir Peter Mansfield, Sydney Brenner, H. Robert Horvitz, John E. Sulston, Leland H. Hartwell, Tim Hunt, Sir Paul M. Nurse, Arvid Carlsson, Paul Greengard, Eric R. Kandel, Günter Blobel, Robert F. Furchgott, Louis J. Ignarro, Ferid Murad, Stanley B. Prusiner, Peter C. Doherty, Rolf M. Zinkernagel, Edward B. Lewis, Christiane Nüsslein-Volhard, Eric F. Wieschaus, Alfred G. Gilman, Martin Rodbell, Richard J. Roberts, Phillip A. Sharp, Edmond H. Fischer, Edwin G. Krebs, Erwin Neher, Bert Sakmann, Joseph E. Murray, E. Donnall Thomas, J. Michael Bishop, Harold E. Varmus, Sir James W. Black, Gertrude B. Elion, George H. Hitchings, Susumu Tonegawa, Stanley Cohen, Rita Levi-Montalcini, Michael S. Brown, Joseph L. Goldstein, Niels K. Jerne, Georges J.F. Köhler, César Milstein, Barbara McClintock, Sune K. Bergström, Bengt I. Samuelsson, John R. Vane, Roger W. Sperry, David H. Hubel, Torsten N. Wiesel, Baruj Benacerraf, Jean Dausset, George D. Snell, Allan M. Cormack, Godfrey N. Hounsfield, Werner Arber, Daniel Nathans, Hamilton O. Smith, Roger Guillemin, Andrew V. Schally, Rosalyn Yalow, Baruch S. Blumberg, D. Carleton Gajdusek, David Baltimore, Renato Dulbecco, Howard Martin Temin, Albert Claude, Christian de Duve, George E. Palade, Karl von Frisch, Konrad Lorenz, Nikolaas Tinbergen, Gerald M. Edelman, Rodney R. Porter, Earl W. Sutherland, Jr., Sir Bernard Katz, Ulf von Euler, Julius Axelrod, Max Delbrück, Alfred D. Hershey, Salvador E. Luria, Robert W. Holley, Har Gobind Khorana, Marshall W. Nirenberg, Ragnar Granit, Haldan Keffer Hartline, George Wald, Peyton Rous, Charles Brenton Huggins, François Jacob, André Lwoff, Jacques Monod, Konrad Bloch, Feodor Lynen, Sir John Carew Eccles, Alan Lloyd Hodgkin, Andrew Fielding Huxley, Francis Harry Compton Crick, James Dewey Watson, Maurice Hugh Frederick Wilkins, Georg von Békésy, Sir Frank Macfarlane Burnet, Peter Brian Medawar, Severo Ochoa, Arthur Kornberg, George Wells Beadle, Edward Lawrie Tatum, Joshua Lederberg, Daniel Bovet, André Frédéric Cournand, Werner Forssmann, Dickinson W. Richards, Axel Hugo Theodor Theorell, John Franklin Enders, Thomas Huckle Weller, Frederick Chapman Robbins, Hans Adolf Krebs, Fritz Albert Lipmann, Selman Abraham Waksman, Max Theiler, Edward Calvin Kendall, Tadeus Reichstein, Philip Showalter Hench, Walter Rudolf Hess, Antonio Caetano de Abreu Freire Egas Moniz, Paul Hermann Müller, Carl Ferdinand Cori, Gerty Theresa Cori, née Radnitz, Bernardo Alberto Houssay, Hermann Joseph Muller, Sir Alexander Fleming, Ernst Boris Chain, Sir Howard Walter Florey, Joseph Erlanger, Herbert Spencer Gasser, Henrik Carl Peter Dam, Edward Adelbert Doisy, Gerhard Domagk, Corneille Jean François Heymans, Albert von Szent-Györgyi Nagyrápolt, Sir Henry Hallett Dale, Otto Loewi, Hans Spemann, George Hoyt Whipple, George Richards Minot, William Parry Murphy, Thomas Hunt Morgan, Sir Charles Scott Sherrington, Edgar Douglas Adrian, Otto Heinrich Warburg, Karl Landsteiner, Christiaan Eijkman, Sir Frederick Gowland Hopkins, Charles Jules Henri Nicolle, Julius Wagner-Jauregg, Johannes Andreas Grib Fibiger, Willem Einthoven, Frederick Grant Banting, John James Rickard Macleod, Archibald Vivian Hill, Otto Fritz Meyerhof, Schack August Steenberg Krogh, Jules Bordet, Robert Bárány, Charles Robert Richet, Alexis Carrel, Allvar Gullstrand, Albrecht Kossel, Emil Theodor Kocher, Ilya Ilyich Mechnikov, Paul Ehrlich, Charles Louis Alphonse Laveran, Camillo Golgi, Santiago Ramón y Cajal, Robert Koch, Ivan Petrovich Pavlov, Niels Ryberg Finsen, Ronald Ross, Emil Adolf von Behring, prémios Nobel da Fisiologia ou Medicina, amantes da ciência e do que esta pode fazer pela humanidade.
E todos aqueles que acreditam em sonhos.
 

Dos pensamentos que só fazem sentido na minha mente





Haverá momento mais ruidoso do que o causado pela abertura de uma porta no silêncio da noite?
Nesses momentos, em que o meu cão levanta a cabeça e ainda abana o rabo, compreensivo como só os animais de estimação conseguem ser, prometo mais uma vez que no dia seguinte me livrarei de todas as portas em prol de uma casa ampla e conectada consigo mesma.

Ou deixarei as portas abertas? Sim. Ou isso.



sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Da magia associada a uns riscos inocentes num papel





Há uns dias redescobri o prazer que sentia quando desenhava. 
Sempre o fiz como passatempo, seguindo os passos de tios e primos que apreciavam a arte, e gostava -- ao contrário deles -- de usar apenas lápis. A minha vida sempre foi muito colorida, pelo que lápis de cor me pareciam uma perda de tempo. Mas, como contava, há uns dias (depois de anos parada) voltou a crescer a vontade de personalizar um pedaço de papel que seguiria caminho até um querido casal de amigos que semanas antes me surpreendera com uma caixinha dos correios cheia de pequenos presentes tão adoráveis quanto simbólicos. Eu queria que a minha carta levasse um bocadinho de mim. Destreinada como estou acabei por calcular mal o espaço necessário ao desenho e a corrigir o "incidente" com a adição de componentes extra que colori.  Tornou-se uma expedição ao ar livre com ervinhas verdes pelos joelhos.
O resultado final não foi nenhuma obra de arte, mas fez percorrer em mim um arrepio bom -- daqueles que sentimos numa noite mais fria de um perfeito dia de Verão.

Neste momento tenho um conjunto de lápis de cor aquarelados ao meu lado, que nem sabia que existia antes deste episódio (obrigada David).
Atentem por 30 segundos no que acontece após o minuto 2:55 deste vídeo (só precisam clicar, já está no instante certo) apenas pelo uso de um pincel embebido em água.

Lápis aquarelados: seremos bons companheiros.



quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Da tal energia [2 de 3]



  

 
"- Acho que não consigo aguentar mais um ano de processo. Eu agora queria uma intervenção divina. Queria poder escrever um abaixo-assinado a Deus a pedir para isto terminar.
- Então por que não escreves?
Expliquei a Iva as minhas opiniões pessoais sobre a prece. Ou seja, que não me sinto à vontade pedindo coisas específicas para Deus, porque isso me parece uma certa fraqueza de fé. Não gosto de pedir: "Será que o senhor poderia mudar isto ou aquilo na minha vida que está difícil para mim?" Porque – quem sabe? –  Deus pode querer que eu enfrente esse desafio específico por algum motivo. Em vez disso, sinto-me mais confortável a rezar por coragem para enfrentar tudo que acontecer na minha vida com equanimidade, seja o que for.
Iva escutou com educação e, em seguida, perguntou:
- Onde arranjaste essa ideia idiota?
- Como assim?
- Onde arranjaste a ideia de que não podes fazer um pedido ao universo com uma prece? Fazes parte do universo, Liz. És um pedaço dele, e tens todo o direito de participar das acções do universo, e de deixar claros os teus sentimentos. Então, diz qual a tua opinião. Defende o teu ponto de vista. Acredita em mim: no mínimo, isso vai ser levado em consideração.
- É mesmo? - Tudo isto era novidade para mim.
- É! Escuta, se escrevesses um abaixo-assinado para Deus neste instante, o que dirias?"

[in Eat, Pray, Love, tradução livre]


Aqui vamos nós! Eu e toda a minha intenção de racionalizar menos e sentir mais.

Da tal energia [1 de 3]




Ainda. Os meus pensamentos por vezes andam em círculos por mais tempo do que gostaria de admitir.

Há mais de um ano li o livro Comer, Orar e Amar, de Elizabeth Gilbert. Uma autora que conta, de forma muito engraçada, um pouquinho da história da sua própria vida -- uma vida que encontrou realização com a aplicação da fórmula acima enunciada. Apenas recentemente vi o filme resultante do livro. Apesar de ficar muito aquém da história escrita teve o condão de me relembrar de uma passagem que gostei muito e que de alguma maneira se relaciona com aquele post sobre a energia (whatever that is) que emanamos.

A autora escreveu, por brincadeira, um abaixo-assinado a Deus pedindo a concretização de determinado objectivo. Depois da exposição escrita, por mais de uma hora (até lhe acabar a imaginação) referiu nomes de pessoas que, concordando com o que estava escrito, também assinariam aquele abaixo-assinado. Por coincidência, ou pela energia gerada da profunda convicção em ser atendida resultante daquele processo de enunciação, o que vos for mais fácil acreditar, viu o seu objectivo concretizado logo de seguida.

Ora serve a presente introdução para comunicar que vou escrever o meu próprio abaixo-assinado, assiná-lo e completar a lista de assinantes com tantos outros nomes quantos conseguir lembrar-me. E que no processo me vou divertir tanto quanto me divirto quando formulo os meus desejos nas noites de passagem de ano. Porque há uma magia especial em (pelo menos tentar) acreditar no invisível.


Se algum dia este blogue vier a ser descoberto e estenderem a iniciativa aos vossos cantinhos, deixem-me o link porque eu quero escrever o meu nome na lista de apoiantes dos sonhos do mundo.


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Da natureza


http://beebiology.ucdavis.edu/HAVEN/honeybeehaven.html



Sempre sonhei em ter um pomar -- não o estabelecimento onde se vende fruta, mas um terreno plantado de árvores de fruto. Há magia do contacto com a Natureza e algumas das minhas mais bonitas recordações de infância têm cheirinho a uvas americanas. Os meus avós maternos e paternos sempre tiveram hortas generosas, mas a ideia de ter árvores de fruto variadas a rodear uma única árvore mãe com excertos de vários frutos sempre preencheu o meu imaginário. A estas árvores ainda acrescentava uma população de ouriços-cacheiros que são os animais mais adoráveis à face da terra -- excepto quando se encontram com o meu cão. Cão esse que também já teve um encontro de primeiro grau com abelhas (é um animal muito sociável), cujo número vem descendo assustadoramente a nível mundial.

No outro dia encontrei-me com o projecto vencedor do concurso internacional "Design do jardim amigo das abelhas" [numa tradução livre], cujo esboço podem ver ali em cima, promovido por uma prestigiada marca de gelados. O objectivo principal é encantar as pessoas que o visitem e incita-las a plantar o seu próprio jardim amigo-das-abelhas, contribuindo para o aumento do número destes pequenos polinizadores.

Claro que me perdi de amores pelo documento, cheio de esboços adoráveis daquele jardim, mas parte da magia chegava-me das recordações e daqueles sonhos de infância. Um dia... vou ter um pomar.