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quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Da coragem
Quando era pequena pensava no futuro com alegria, com esperança (com certeza, direi) no que chegaria até mim. Sempre achei que chegaria, eu não teria de procurar ou desviar-me do meu plano. Teria, apenas, de viver o meu dia-a-dia na certeza que estava fadada a coisas grandiosas e nada mudaria esse destino.
Hoje, já cresci. Cresci até aquele ponto em que nos perdemos dos nossos sonhos e não sabemos que mapa era esse que parecia tatuado no nosso corpo e agora parece tão longe.
Quero acreditar que as coordenadas para o futuro que na infância eu sabia ser meu, foram absorvidas pela minha pele de tal forma que se tornaram invisíveis aos meus olhos. Mas estão ali. Aqui. Algures.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Das coisas que só fazem sentido na minha mente
Quando era pequena tinha um amigo que costumava encolher os ombros em jeito irritado quando os professores iniciavam um novo tópico de estudo dizendo "É muito simples...". Há uma responsabilidade extra no facto de outra pessoa considerar simples o que ainda desconhecemos. Se não percebermos isso faz de nós... o quê? Então, dessa forma, entre o desgaste destes pensamentos e o final da explicação do docente, já o miúdo tinha falhado todo o raciocínio e, consequentemente, não havia registado o que, teoricamente, seria facilmente assimilável.
Pergunto-me por vezes se é isto que acontece quando nos falam de energia.
Um tal de Cesar Millan, encantador de cães, diz a quem o procura que o domínio do seu animal de estimação passa pelo controlo da energia que projectam. Diz-lhes que não precisam falar, basta que tenham presente na sua cabeça o que querem ver por parte do animal. E que se não o fizerem serão relegados à condição de seguidor enquanto o animal assumirá a de líder na ausência de um (mais ou menos o que nos acontece na vida: se não assumirmos o controlo, vem alguém e fá-lo por nós).
Enquanto a maior parte de nós está parado na parte da energia -- Que m#rda é essa exactamente? --, outros aparvalham com os resultados que aparecem. Se calhar era a isso que se referiam os tipos d'O Segredo. O problema é que começaram por "É muito simples...".
Há pessoas que parecem ter nascido para viver e que sem demonstração prévia o fazem como nenhum outro. De forma tão original e tão intensa que preenchem tudo à sua volta: a sua própria vida e a dos que os rodeiam.
Outras parecem ter nascido para se arrastarem pelos dias, numa insondável vontade de saltarem para outros tempos. Nada no 'aqui e agora' os prende por tempo suficiente. Talvez os sonhos os ocupem demasiado e tenham tanta facilidade na criação desses sonhos que pulem do primeiro para o seguinte a uma velocidade estonteante. Tão grande que lhes parece que se movem. Pura ilusão.
Os dois tipos me intrigam... Se ao menos os primeiros soubessem ensinar os segundos.
Começar recomeçando
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| http://aurajoon.blogspot.pt/ |
É tão bom começar de novo. Com cheirinho a manhã de Verão, todo o
tempo do mundo e um planeta cheio de possibilidades infindáveis para
coisas maravilhosas acontecerem. Talvez por isso já tenha iniciado vários
blogues mas não tenha mantido nenhum. Esqueço-me do endereço, ou da
password, ou mesmo do nome e recomeço meses mais tarde com um novo
cantinho só meu, que me traz mais um sorriso, mais um mundo de
possibilidades, uma leveza que queria presente constantemente.
Esta terapia estende-se a notebooks. O poder de começar de novo é um inacreditável mood booster.
Não posso esperar por cada novo ano civil para me encher de novos
planos e reforçada vontade. Preciso-os à disposição da minha intenção.
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