Mostrar mensagens com a etiqueta Amor. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Amor. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Crónicas da viagem #3


Vejo uma taça de morangos perfeitos ao lado de uma taça de morangos tocados com kiwi, em cima da mesa da cozinha. Como não gosto de kiwis é-me fácil identificar a taça que me foi dedicada. Corto pequenos pedaços de banana perfeita para a sua taça, e coloco os pedaços mais maduros, que não gosta, na minha. Passo parte dos morangos perfeitos para a sua taça, e analiso com redobrado cuidado os tocados. Ele regressa à cozinha, retira da minha taça os pedaços de banana que acabei de cortar enquanto pergunta o que estou a fazer aos seus morangos.

- A deitá-los fora.
- Estão perfeitamente bem.
- A banana que estava na minha taça também.

Olhámos um para o outro, depois para as taças entre mãos e sorrimos divertidos. Cada um cuidava não da sua própria taça mas da do outro.

- Sabes porquê?
- 'Cause you're cute. - foi a minha resposta altamente científica.
- Porque cada um de nós se preocupa mais com o outro do que consigo mesmo.

E é assim desde que me lembro.
You're absolutely right, adorable 


domingo, 28 de abril de 2013

Crónicas da viagem #1


Quase dez meses depois, vislumbrei-o entre a multidão de novo. Entre idas e vindas, chegadas e partidas de pessoas de todas as nacionalidades. Na cidade do meu coração. 

No seu rosto aquele sorriso encantador, de quem já me observava há algum tempo, e o passo apressado de quem tem uma tarefa urgente para cumprir: entre sorrisos e centenas de pessoas perdemo-nos no abraço um do outro. 

Num abraço sentido, tão saudoso, tão feliz que rodopiamos como se estivessemos a dançar, por tempo indeterminado.


terça-feira, 19 de março de 2013

Papá ❤


Cabe-me restabelecer a ordem e a verdade no caos em que se tornou a blogosfera hoje:

O melhor pai do mundo é o meu!

E esta é a t-shirt que ele devia usar todos os dias:


E tudo o resto, gestos e palavras, ficam guardadas para o aconchego do lar porque o meu pai não lê este blogue :)

domingo, 10 de março de 2013

Faith precedes the miracle ❤



A semana que ontem terminou foi intensa, avassaladora diria até, mas valeu a pena. Que a semana que hoje começa traga os frutos dessa entrega. E que com eles todo o empenho, dedicação e lágrimas valham, finalmente, a pena.

Esta semana a magia tem de funcionar. Eu acredito ❤ 

domingo, 3 de março de 2013

Sofrimento no Amor


O Sérgio, uma pessoa por quem nutro profundo respeito, perguntou no contexto do desafio perguntem o que quiserem o porquê de no amor existir sofrimento por anos e anos. Uma pergunta complexa que vou tentar desdobrar em pequenas respostas simples.

Amor e sofrimento crónico não coexistem. A resposta é, aos meus olhos, transparente assim. 
Se o sofrimento é constante -- e não pontuado por preocupações ou pequenos mal-entendidos -- não é o amor que o abraça, mas a ilusão, a acomodação e a falta de auto-estima.

A falta de auto-estima leva as pessoas a julgarem-se menos do que são, com menos competências do que as que realmente têm, com menos potencial do que aquele que vive (adormecido) dentro delas. E nesse constante exercício do medo (de não serem capazes de se sustentar sozinhos, de não poderem ser felizes sozinhas, de ser difícil encontrarem alguém que as valorize) aceitam comportamentos inaceitáveis daqueles que deveriam ser parceiros de vida, de aprendizagens e de evolução pessoal. Acomodam-se. Aceitam a situação em que se viram envolvidos e se deixaram enredar ainda mais.

Há um motivo pelo qual o nosso corpo físico evoluiu no sentido de assinalar os pontos de dor: é um mecanismo de protecção. A dor permite-nos perceber que há algo de errado, e incita-nos a agir sobre o foco de sofrimento, evitando que a infecção se alastre aos tecidos vizinhos e, pouco a pouco, a todo o corpo. 

O mecanismo da dor emocional actua da mesma forma. É necessário agir sobre o problema e corrigi-lo antes que se torne tão grande que a mente racional se encolha perante ele. O Amor encontra-se no respeito, no companheirismo, na alegria da partilha. Não na subjugação de ideias, de valores e de pessoas.

O sofrimento é a forma da vida dizer: Age!


domingo, 17 de fevereiro de 2013

Do amor


A cidade que me aquece o coração, debaixo de neve neste momento, é assim como a da foto. Com espaços comerciais absolutamente lindos à beira-lago, uma extensão relvada a perder de vista, numa zona interdita ao trânsito que incentiva a caminhadas, a passeios de bicicleta ou simplesmente à conversa. Espalhados pelo imenso verde estão grelhadores públicos que convidam ao prolongamento do dia ao sabor de um churrasco. No ar música ao vivo, e na água barcos e motas-de-água para alugar. 

Naquela cidade senti o peso das saudades dos meus, do som do nosso idioma e descobri como a alegria se pode esconder em coisas aparentemente pequenas. Conheci pessoas maravilhosas, recebi abraços indescritíveis e fui imensamente feliz.

A cidade que me aquece o coração está demasiado longe neste momento, mas continuo a sentir-lhe o aroma, a textura e a temperatura da água. E cada pedacinho de mim me pede para voltar. 

Desta vez: com os meus.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Piano



A querida Lia enviou-me uma música linda ao piano que me fez pensar em mil e uma coisas no curto período da melodia (que viria a conhecer o significado da expressão "auto-replay". Obrigada Lia*). Entre essas viagens recuei cerca de três anos no tempo. Até à residência de pós-graduados que primeiro me recebeu fora do meu país, e onde descansava imponente na sala de estar um piano cujas notas nunca ouvi. Até um dia...

O dia em que ele chegou, surpreendendo-me com os ingredientes para cozinhar para mim numa mão, e um sorriso do tamanho do mundo nos lábios. Na exploração do espaço que recebeu o nosso jantar vislumbrou o piano, perguntou-me se gosto, do que gosto. E ouvindo a resposta dirigiu-se ao banco sempre arrumado e tocou para mim. E eu permaneci ali, imóvel, por entre a surpresa e o encanto que me chegavam pelos dedos do homem com forte formação científica que enchia o ar de notas musicais. Um momento mais encantador do que qualquer cena cinematográfica.

Algumas portas ao longe entreabriram-se para deixar a música entrar nos quartos. Outros, curiosos, desceram e irromperam na sala tentando descobrir o pianista. Mas a audiência que chegava foi a deixa para que parasse...

Aquele momento era nosso e ele tocava apenas para mim 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Awww...

Ainda estou de sorriso no rosto com esta sequência de imagens. Se isto não é amor, ternura e todas as coisas adoráveis no mesmo espaço, eu não sei o que será:




domingo, 3 de fevereiro de 2013


A distância de minha casa à universidade mais famosa do país, em terras helvéticas, era de 10 minutos a pé. Entre a casa e o campus encontra-se uma floresta, com caminhos em terra batida e árvores centenáriasO Sol, o som incrível dos pássaros que cantavam, a civilização tão perto e tão longe e os bambis, como o da foto, que espreitavam de vez em quando entre as árvores eram autênticos pedaços de magia para mim.

Aquele percurso era o começo e o fim perfeito dos meus dias.
Aquele país é a descrição perfeita da vida que quero para mim.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Sobre a doação de medula óssea


O tópico é relevante e salva vidas. No entanto, custa-me ler por essa blogosfera que pessoas que, sendo compatíveis, não dão medula óssea são mal informadas, mal aconselhadas ou, mesmo, sádicas. 

Vamos lá ver, de forma muito simplificada: o processo de confirmação de compatibilidade genética não custa nada. Retiram-se cerca de 5 ml de sangue que servirão para fazer os testes entre dador e pacientes. Fácil, fácil (da perspectiva do dador). As complicações começam quando se trata do processo de dádiva de medula. A dádiva implica: 
- anestesia (não raras vezes: anestesia geral que traz riscos acrescidos);
- pequenas incisões na pele, sobre o osso pélvico, onde é introduzida uma agulha especial para recolher um litro de medula. 

Quando tudo corre bem entre os efeitos colaterais encontram-se: dor (de vários dias a alguns meses), fadiga, rigidez no andar, e sangramento no local da recolha (porque as incisões geralmente não requerem pontos). 

Ainda que a maioria dos dadores recuperem completamente em algumas semanas, cerca de duas pessoas em cada cem tem complicações sérias quer devidas a dano no osso, nos nervos ou no músculo daquela região. Há também os problemas que podem decorrer do uso da anestesia local ou geral.

Não devemos julgar uma pessoa que tendo um dia pensado ser capaz de ajudar, se recusa num momento específico da sua vida a avançar. Porque uma coisa é corrermos todos os riscos para salvar alguém que amamos, outra coisa é amar um desconhecido ao ponto de colocar a nossa saúde presente e futura em risco. O amor move-nos nas duas situações, mas se na primeira estamos completamente cegos relativamente aos riscos, na segunda situação ponderamos, a menos que sejamos completamente inconsequentes, sobre a nossa realidade profissional e pessoal (quem temos sob a nossa responsabilidade e se o nosso gesto altruísta relativamente a um desconhecido pode afectar a(s) pessoas(s) que dependem  de nós no caso de alguma coisa correr mal).

E hoje em dia, quando os salários das famílias portuguesas parecem reduzir-se todos os meses (porque o governo decide ou porque mais um membro do agregado familiar foi despedido) até as duas a três semanas de recobro são mais do que algumas famílias podem suportar. Um trabalhador que faz uso da sua força física (como um trabalhador das obras, por exemplo) pode ficar umas semanas com dores, pequenos sangramentos e rigidez corporal, sem ver o seu emprego comprometido? (E se tiver um acidente na rua durante o tempo de recuperação, tem maior probabilidade de morrer?) Pode arriscar ficar com danos permanentes, se um nervo for afectado? E nessa situação os filhos passariam fome? Ele mesmo, o seu futuro, seria afectado? Sendo a resposta "é uma possibilidade de cerca de 2% [o risco de acidente na rua não entra nesta percentagem]", é expectável que a pessoa se assuste e precise de mais tempo para decidir o que fazer  -- não dando o "sim" imediato que o doente e a sua família tanto aguardam. Atirar pedras a essa pessoa, especialmente sem conhecer os motivos que a fazem recuar, parece-me injusto.

"Com a mesma rapidez com que julgas, serás um dia condenado" li um dia algures. 
E acredito neste pensamento.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Vamos falar de amor?




Vamos. Pode ser amor adolescente?

Um dia ligaram para o meu telemóvel. Nessa época a minha família materna tinha por hábito reunir-se para jantar às sextas-feiras e, portanto, estava toda a gente em minha casa. Primos, tios e tias.

O telefonema pedia que eu abrisse a janela do meu quarto, o que me deixou bastante hesitante. Percebi que já era tarde quando vi todos os meus familiares em divisões diferentes espreitando pelas janelas com a mesma orientação da do meu quarto, em risos descontrolados. Quando abri a janela vi quatro rapazes sentados na relva de guitarra em posição. Sem qualquer introdução começaram a serenata e por ali ficaram a tocar e a cantar em uníssono durante o que me pareceu uma pequena eternidade. 

Estava frio mas o meu rosto quente, as flores estavam lindas e os meus familiares substituíram os risos por aplausos. Que corajoso o menino que aprendeu a tocar para me fazer aquela surpresa. É que não só viu os carros estacionadados e decidiu enfrentar a plateia, como pediu autorização aos meus pais para entrar em nossa casa (tendo de explicar o motivo para tal pedido). 

Ah, o amor...!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Decisões difíceis




Incomoda-me o pensamento de incomodar alguém com a minha felicidade. Alguém a quem quero bem e deveria desejar-me o mesmo em troca, sem "ses" -- "Se for ao meu lado". Nunca mo disse, mas subentendo-o dos pequenos gestos. Um coisinha aqui. Outra ali. 

O sentimento de culpa de termos magoado alguém, mesmo que involuntariamente, pode levar-nos a tolerar coisas que não toleraríamos em qualquer outra circunstância. Por demasiado tempo. Mas há um limite de tolerância para falhas de comportamento que, quando atravessado, cria instabilidade. Daquele género que nos faz perder o sorriso ao lado dessa pessoa. E nos afasta irremediavelmente.

Dos alicerces



- Olá! - atendi alegremente.
- Vais casar, ABT?
- Estou óptima, obrigada. E tu?
- Podia estar melhor: vi-te entrar numa loja de vestidos de noiva... 
- Verdade, uma amiga vai casar e pediu-me ajuda na escolha do vestido. Eu não namoro, como sabes.
- Como se isso fosse impedimento para seres pedida em casamento.

[Fiz silêncio face à referência ao meu passado.]

- Se não tivesses a insuportável característica de continuares a ser a melhor amiga dos teus ex-namorados eu não precisava ter ligado... -- disse-me, tentando desanuviar o ambiente que entretanto pesou.
- Posso sempre mudar isso começando por ti.

Não sei se me irritou mais a assunção de que eu poderia ter aceitado um pedido de casamento de um ex-namorado com quem não namoro, ou se a surpresa do regresso deste amigo à expressão de sentimentos que eu não quero ver intrometidos na nossa amizade. Questionar amizades abana os meus alicerces. Porque há atitudes definitivas que eu não quero ver-me obrigada a tomar.

Tempo... opera a tua magia. 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Das pessoas únicas ❤




Sou uma dessas sortudas que não pode queixar-se da ausência de pessoas especiais no seu círculo reservado. Falo daquelas pessoas que por serem únicas, e estarem tão presentes por e para nós, marcaram um período (ou vários) da nossa vida. Verdadeira amizade. Amor, diria até -- que o amor não é só romântico.

E mesmo aquelas que, por um motivo ou outro, já não estão tão presentes na minha vida  -- geralmente por mudarem de cidade, de região ou mesmo de país -- continuam a provocar-me sorrisos. A vivência foi intensa e verdadeira. As memórias são muito bonitas. 

Mas pessoas especiais e memórias únicas não significam total ausência de momentos dolorosos. Há mal-entendidos que surgem, vontades que divergem e se tornam fortes o suficiente para decidirmos um afastamento. Doloroso, mas necessário. Às vezes gostar tanto de alguém é, também, afastarmo-nos dessa pessoa. 

Um dia ouvi a minha mãe dizer-me que tinha uma sorte desmedida por ter tantas pessoas especiais na minha vida. Na verdade o comentário pretendia alertar-me para possíveis decepções. Felizmente a minha mãe esteve sempre enganada. 

E independentemente do que nos afastou, cruzar-me na rua com qualquer dessas pessoas, mesmo que anos depois da última vez, traz-me sempre conforto, sorrisos partilhados e abraços apertados. E eu não consigo expressar o quanto isso me faz feliz. As pessoas não são nossas, mas a felicidade que nos causam sim.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Pressa



Questionava sim. 

Há alguma coisa de assustador no facto da nossa vida ser feita de memórias que podem varrer-se, de um momento para o outro, para um qualquer lugar indecifrável. Pior: há muito de assustador no facto de podermos recuar no tempo e viver os sentimentos que vivíamos nessa altura mas, entretanto, se tinham perdido. 

O cérebro é um órgão indecifrável. As hipnoses clínicas mostram que recordamos cenas fortes das nossas vidas, ao mais infímo pormenor, mesmo que se encontre a anos de distância. Mas então, não terá provado esta senhora (cuja história deu origem ao filme The Vow) que o Amor é um conjunto de memórias e pensamentos que guardámos da pessoa amada -- e que quando os perdemos, perdemos também a magia que nos unia a essa pessoa?

O amor e a atracção física são duas coisas bastante distintas que as pessoas tendem a confundir, julgando que são ambos passaporte para a felicidade. Não são. E não compreendo a pressa em avançar a fase de certificação de que não vamos passar a nossa vida ao lado da pessoa errada. 

Não têm medo de perder a pessoa certa, nessa pressa?


sábado, 5 de janeiro de 2013

Família




Quatro dos primos com quem tenho relações mais estreitas vivem fora de Portugal, desde há uns anos. Eu regressei recentemente, depois de três anos no estrangeiro, mas encontro-me em contagem decrescente para voltar ao país que me acolheu e por quem me apaixonei. 

Desde que saímos, a nossa família só nos encontra juntos, com certeza, no Natal e Passagem de Ano. Quando as festas se aproximam do final, os olhos rasos de lágrimas sem motivo aparente começam a notar-se, o que me entristece bastante. 

Esta semana não fugimos ao assunto.
-- [snif snif] Os teus primos já foram embora novamente. A seguir és tu... [snif] Como vai ser depois? -- perguntaram-me.
-- Bem, obviamente isso vai ser uma tragédia.

Consegui roubar-lhes uma gargalhada. 
(Mal eles sabem como me custa fazer-me de forte.) 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013




A minha adorável mãe adora a língua inglesa. A paixão chegou há imenso tempo, mas começou a levá-la a sério quando a incentivei a aprender. Dedicada, estuda por material visual e aúdio que seleccionei online e rapidamente aprendeu imenso vocabulário. 

Eu trouxe do estrangeiro maus hábitos linguísticos que incorporei inconscientemente na língua portuguesa e tento agora evitar. Entre eles encontra-se o sheesh que se me escapa entre os dentes sempre que alguma pequena coisa chata me acontece -- como um garfo que cai ao chão quando estou na mesa de refeições ou uma caneta que insiste em não escrever. A minha mãe, apanhando os meus maus hábitos, saiu-se hoje com um cheese que me fez rir por meia hora.

Surpresa!



Não gosto de surpresas. Nunca gostei de estar completamente desprevenida em relação a alguma coisa que me vai acontecer e é do conhecimento de alguém. Se fazem mesmo questão de fazer-me uma surpresa, adiantar-me que vai acontecer alguma coisa no dia exacto ajuda a que não fique de (inconsciente) mau-humor no momento da coisa gira.

Um dia, uma pessoa especial ligou-me e perguntou se eu estava em casa, sabendo perfeitamente que sim. Pediu-me que fosse à rua recolher um presente que deixou para mim em frente ao meu portão. Relutante, saí de casa e vi ao longe uma caixa impossível de passar despercebida: com dois metros de altura.

Ainda não lhe tinha tocado e já tinha desistido da ideia de a levar a peso para casa. Decidi desembrulhar o que quer que fosse ali mesmo. Li a inscrição "não se aceitam devoluções" em letras garrafais, e imediatamente antes de conseguir espreitar para o seu interior a caixa mexeu-se. Eu gritei. Ao fundo da rua um grupo de amigos (que me observava de forma suspeita) riu-se à gargalhada. O interior da caixa também se riu à gargalhada. O grupo era cúmplice da prenda que se ria: um homem de 1.83m -- a pessoa que me ligou.

Se não me tem feito uma surpresa podia ter poupado o grito histérico que arruinou qualquer esperança de fazer daquele um momento romântico. Mas verdade seja dita: continuou a ser um momento muito engraçado.


sábado, 29 de dezembro de 2012

Da fé


Sou espiritual, mas não religiosa. Não vou à missa e não acredito numa entidade omnipresente que observa o nosso mundo. Mas acredito que há leis que nos regem cuja força ainda desconhecemos. Acredito que a nossa mente é criativa a um nível mais profundo do que supomos. E acredito que se acreditarmos em nós a Vida conspirará a nosso favor. 

Acredito que a Vida é o Amor. Acredito intensamente que essa energia nos une a todos, transforma qualquer pessoa e qualquer situação em pura harmonia. E acredito que esse Amor me une, não separa, de todos aqueles que têm uma convicção diferente da minha.